terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

UNB lança curso online grátis de nível superior

UNB lança curso online grátis de nível superior. A UNB é a primeira universidade federal a oferecer um programa do gênero no Brasil Elaborado em parceria com o portal Veduca, o Mooc de Bioenergética é o primeiro do País na área de Ciências da Saúde e está disponível online gratuitamente.
Já o Mooc da UnB foi criado para suprir uma falta de cursos onlinena área de Biológicas. “Um curso como esse é básico, por exemplo, para qualquer médico. Hoje o perfil de quem faz Mooc é o aluno de Exatas e poucos são de Ciências da Saúde, exatamente porque ainda há falta de cursos online nessa área”, explica Souza.
Qualquer interessado pode se inscrever no site do Veduca para cursar o Mooc de Bioenergética. As aulas são grátis e não há limite de prazo para se inscrever e até para concluir o curso – é o aluno quem organiza o tempo de estudo.
Os vídeos disponíveis foram gravados no segundo semestre do ano passado, em aulas dadas pelo professor Fernando Fortes de Valencia, da UnB, aos alunos de Ciências Biológicas de licenciatura e bacharelado da instituição. Dividido em 14 aulas (com 1h20 e separadas em quatro partes, em média) o Mooc oferece fóruns de discussão, testes online e debates com o professor.
No fim do curso, que em média leva três meses para ser concluído, haverá uma prova presencial e distribuição de certificado para quem for aprovado

Prisão de professores e alunos expõe o caráter opressor do governo de Goiás. Episódio lembra a ditadura.


BY  ON  ·ÚLTIMOS POSTSPOLÍTICA

A prisão de 04 professores e cerca de 27 alunos da rede pública de ensino, ocorrida na semana passada em Goiânia, remete-nos a um dos mais tristes capítulos da história do Brasil, vivida durante os anos em que vigorou o regime de exceção no país. As prisões ocorreram durante manifestação promovida pelos estudantes secundaristas de Goiás contra a implantação da gestão compartilhada na educação pública do Estado. Alunos e especialistas protestam contra o que chamam de “terceirização” da educação e querem que o Governo volte atrás no projeto de entregar a gestão das escolas públicas para Organizações Sociais.
Entre os presos na semana passada estava o Professor-Doutor da Universidade Federal de Goiás, Rafael Sadi. Ele foi preso enquanto acompanhava a manifestação na sede da Secretaria de Educação, em Goiânia. Segundo relatos de amigos e do próprio professor, houve um flagrante preparado pela polícia para prendê-lo. Sadi é um dos vários professores que são contrários a implantação das OSs e tem contribuído com pesquisas e levantamentos pontuais que mostram o equívoco das organizações sociais na administração da educação pública.
Ao deixar a carceragem da Deic, para onde foi levado depois de ser preso sob a acusação de estar incitando o protesto, Sadi falou da humilhação a que foram submetidos os manifestantes na cadeia e disse que essa (a sua prisão e dos demais manifestantes) era a única arma que restava ao Governo de Goiás na sua inglória luta de privatizar a educação pública de Goiás. “Nós fomos presos porque o Governador sabe, a Secretária de Educação sabe, que a ocupação das escolas tem prejudicado esse processo de implantação das OSs. Portanto ele usou a única arma que tinha, que é a opressão, é bater em menores, é colocar pessoas formadas, com mestrado, com doutorado, dentro da cadeia, sendo tratados como criminosos. Ele usou essa arma porque as OSs não estão conseguindo vencer”, disse indignado o professor.
A notícia de prisão dos professores doutores correu o mundo. Segundo Sadi, manifestações de solidariedade e repúdio às prisões foram recebidas de várias partes do planeta. O Governo recebeu manifestações de associações de professores e alunos da Rússia e a sociedade acadêmica de Goiás e do Brasil também se manifestaram. O Reitor da Universidade Federal de Goiás esteve pessoalmente na carceragem da Deic a fim de garantir a integridade física dos professores e alunos.
O triste fato, que nos remete aos anos de vigência do AI-5 da ditadura imposta no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, quando vários estudantes, professores, jornalistas e cidadãos do povo desapareceram sob a opressão do governo militar, curiosamente, se repete num estado governado por um político eleito democraticamente por 04 mandatos e em plena vigência do estado democrático de direito. Marconi Perillo (PSDB) jacta-se publicamente de perseguir professores da rede pública, como o fez em evento na Bahia, quando afirmou que a militarização de colégios e a implantação de OSs na educação teriam o condão de “punir” professores que criticam a sua administração.
A luta dos professores e dos alunos secundaristas do Estado receberam um importante apoio dos Ministérios Públicos de Goiás, Ministério Público Federal e Ministério Público de Contas do Estado, os quais recomendaram, formalmente, à Secretária Raquel Teixeira, que se abstenha de dar prosseguimento ao chamamento das OSs, até que pontos dos projetos, supostamente, inconstitucionais sejam melhor avaliados e discutidos.