segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PAS

PAS
As inscrições para todos os participantes começam em 9 de setembro e terminam em 20 de setembro, no link www.cespe.unb.br/pas. A taxa é R$ 120,00, em todas as etapas.
PROVAS – A aplicação das provas do PAS 1 ocorrerá na data provável de 4 de dezembro. Já os inscritos no PAS 2 realizam as avaliações na data provável de 3 de dezembro e, para o PAS 3, as provas estão previstas para 27 de novembro.

CONTATO
Outras informações no
site www.cespe.unb.br/pas ou na Central de Atendimento ao Candidato do Cespe, de segunda a sexta, das 7h30 às 20h30 – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe – (61) 3448 0100.
Fonte: http://www.cespe.unb.br/NoticiasHTML/LerNoticia.asp?IdNoticia=1758

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Principais Assuntos Enem 2016


Esses são os Principais Assuntos Enem 2016, de acordo com cada caderno de prova.
Caderno de prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias: Trata de assuntos das matérias de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Literatura e Artes.
Assuntos da matéria de Língua Portuguesa: Leitura, Gramática, interpretação e compreensão de texto, figuras de linguagem, morfologia, sintaxe.
Assuntos da matéria de Língua Estrangeira: Leitura, interpretação e compressão de texto.
Assuntos da matéria de Literatura: Obras literárias, escritores, movimentos literários, principalmente escritores e obras brasileiras.
Assuntos da matéria de Artes: Movimentos artísticos, movimentos culturais, obras artísticas,
Semana de arte moderna, principais artistas, principalmente artistas e obras brasileiras.
Caderno de prova de Matemática suas tecnologias: Trata de assuntos da matéria de Matemática suas tecnologias.
Assuntos da matéria de Matemática: Calculo simples, geometria, porcentagem, estatística e probabilidade, trigonometria, e conceitos de funções.
Caderno de prova de Ciências da Natureza e suas tecnologias: Trata de assuntos das matérias de Biologia, Química e Física e de suas tecnologias.
Assuntos da matéria de Biologia: Ecologia, genética, citologia, botânica, e fisiologia animal.
Assuntos da matéria de Química: Eletroquímica, Cálculo estequiométrico e concentração de soluções, compostos inorgânicos, ligações químicas, e química ambiental.
Assuntos da matéria de Física: Mecânica, ondulatória, movimentos dos corpos, elétrica, termologia, e óptica.
Caderno de prova de Ciências Humanas e suas tecnologias: Trata de assuntos das matérias de historia, geografia e de suas tecnologias.
Assuntos da matéria de Historia: Brasil império e republica, Era Vargas, questões indígenas, questões sociais, trabalho escravo, escravidão no Brasil, Estado Novo, historia mundial em geral, historia brasileira em geral, primeira guerra mundial e segunda guerra mundial, conflitos sociais brasileiros.
Assuntos da matéria de Geografia: Cartografia, urbanização, produção agrícola e seus impactos, globalização, setor de energia e o seu desenvolvimento.
Prova de redação: A prova de redação do Enem 2016 é solicitado ao aluno que desenvolva um texto de no máximo 30 linhas, sendo sempre o tema solicitado um assunto de grande discussão na sociedade atual, devendo o aluno estar sempre bem informado do que acontece no Brasil e no mundo. O candidato deve criar um texto dissertativo argumentativo, onde expõe sua opinião sobre o tema solicitado pelo próprio Enem, respeitando sempre os direitos humanos, propondo uma proposta de intervenção para o problema do tema, e escrever um texto com excelente ortografia.
Esses assuntos que farão parte do conteúdo das provas do Enem 2016 são apenas alguns, tendo em vista que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é bem extenso e cobra do candidato todo o conteúdo aprendido no ensino médio, sendo os assuntos citados os mais recorrentes nas provas anteriores do exame, devendo o estudante sempre buscar novos assuntos e conteúdos para garantir um estudo completo, e ter a chance de obter uma excelente nota final no Enem 2016.

Leitura sugerida para o ENEM 2016:

ENEM não cobra oficialmente uma lista de livros, mas selecionamos algumas obras e autores que costumam cair nas questões do ENEM e podem ajudar você a se preparar melhor:
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  • “Agosto” – Rubem Fonseca
  • “Poesia completa” – Carlos Drummond de Andrade
  • “A Hora da Estrela” – Clarice Lispector
  • “Estrela da Vida Inteira” – Manuel Bandeira
  • “Grande Sertão: Veredas” – Guimarães Rosa
  • “Capitães da Areia” – Jorge Amado
  • “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” –  Oswald de Andrade
  • “Triste Fim de Policarpo Quaresma” – Lima Barreto
  • “Os Sertões” – Euclides da Cunha
  • “Memórias Póstumas de Brás Cubas” – Machado de Assis

OBRAS PARA O SUBPROGRAMA 2014-2016 DO PAS – 3ª ETAPA

Audiovisuais:
  • Encontro com Milton Santos – Sílvio Tendler
  • Estamira – Marcos Prado
  • MAN – Steve Cutts
  • Meu Amigo Nietzsche – Fáuston da Silva
  • O Papel e o mar- Luiz Antonio Pilar
  • This Land is mine – Nina Paley
Textos:
  • Constituição Federal – Título II (dos direitos e garantias fundamentais) capítulo IV (dos direitos políticos) artigos 14 a 16; capítulo 5 (dos partidos políticos), artigo 17 e Título IV (da organização dos poderes) capítulo I ( do poder legislativo), seções I a IV, artigos 44 a 56
  • Crepúsculo dos Ídolos (partes I a VI) – Frederich Nietzsche
  • Dossiê Darwin – Revista Darcy – UnB
  • Zwkrshjistão – Bruno Palma
  • Amor - Clarice Lispector
  • Cibercultura: alguns pontos para compreender a nossa época – André Lemos
  • Elevador do Filho de Deus – Elisa Lucinda
  • Nanopartículas verdes – Revista Fapesp, Ed 223, set/2014
  • O Apanhador de desperdícios – Manoel de Barros
  • O burrinho Pedrês - Guimarães Rosa
  • O homem; as viagens – Carlos Drummond de Andrade
  • O Manifesto comunista em cordel – Antônio Queiroz de França
  • Poética – Manuel Bandeira
  • Psicologia de um vencido – Augusto dos Anjos
  • Rotas Alternativas – Revista Fapesp, Ed 220, jun/2014
  • Química Orgânica – Vinícius de Moraes
  • Vidas Secas – Graciliano Ramos
Artes Visuais:
  • A Noiva do Vento – Oscar Kokoschka
  • Deuses de um novo mundo- José Clemente Orozco
  • Êxodos: Programa Educacional: Leitura, narrativas e novas formas de solidariedade no mundo contemporâneo – Sebastião Salgado
  • Formas únicas de continuidade no espaço – Umberto Boccioni
  • Guerra e Paz – Cândido Portinari
  • Guernica – Pablo Picasso
  • Improvisação nº 23 – Kandinsky
  • Mural da Igrejinha – Luis Galeno
  • Garoto Faminto com a bola de futebol – Paulo Ito
  • Jogo do osso – Glenio Bianchetti
  • Memorial Darcy Ribeiro “Beijódromo” – José Filgueiras “Lelé”
  • Painel de Azulejos na Faculdade de Educação UnB – Luís Humberto
  • Norte ao Sul – Torres Garcia
  • Quem matou Herzog – Cildo Meirelles
  • Rhythm 05 – Marina Abramovic
  • Tropicália – Hélio Oiticica
Músicas:
  • Moteto em ré menor ou beba coca-cola – Gilberto Mendes e Décio Pignatari
  • A ponte – Gog e Lenine
  • A triste Partida – Patativa do Assaré (musicada e interpretada por Luiz Gonzaga)
  • Bachianas n° 4 (Ária Cantiga) – Heitor Villa Lobos
  • Beijinho no ombro – Valeska Popozuda
  • Cadeirada - Barbatuques
  • Domingo no parque – Gilberto Gil
  • Geração coca cola – Legião Urbana
  • Manifestação cultural brasiliense - Seu estrelo e fuá de terreiro
  • Mistérios do corpo – Hermeto Paschoal
  • Monólogo ao pé do ouvido/ Banditismo por uma questão de classe – Chico Science
  • Oração – A Banda mais bonita da cidade
  • Pericón – Conrado Silva (Interpretado pela Orquestra de laptops de Brasília)
  • Sagração da Primavera – Igor Stravinsky
  • Samba de uma nota só – Tom Jobim
  • Tropicália – Caetano Veloso 

OBRAS PARA O SUBPROGRAMA 2015-2017 DO PAS – 2ª ETAPA

LIVROS
3. Um homem célebre, Noite de Almirante, O Alienista e Conto de Escola (Machado de Assis);
4. Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen;
5. Almanaque Brasil Socioambiental 2008 (Instituto Socioambiental – ISA);
6. Plástico Vegetal (Revista FAPESP Edição 174 - Agosto de 2010);
7. Laboratório a Céu Aberto e o vídeo Especial Biota Educação IV - Cerrado (Revista FAPESP Edição 208 Junho de 2013);
8. O Cortiço (Aluísio Azevedo);
TEXTOS
1. Declaração Universal dos Direitos Humanos - ONU - 1948;
2. Constituição Federal, Capítulo II, Direitos Sociais Fundamentais, Artigos do 6.º ao 11 (Congresso Nacional Constituinte, Brasil, 1988).
MÚSICAS/ÓPERAS
1. Cantata 140 (Wachet auf, ruft uns die Stimme), Coro 1 – Wachet auf, ruft uns die
Stimme; no Coro 4 – Zion hort die Wächter Singen; e Ária 6 – dueto soprano e baixo, de
Johann Sebastian Bach;
2. V sinfonia em Dó Menos Primeiro movimento Quinta Sinfonia (Ludwig Beethoven);
3. Kyrie e Ingemisco da Missa de Réquiem, do Pe José Maurício Nunes Garcia;
4. I dreamed a dream. Versão musical, Les Misérables, 1980, de Alain Boublil com música de Claude-Michel Schonberg, interpretação de Susan Boyle;
5. Subida do Morro, de Moreira da Silva;
6. Em plena lua de mel (Pedra Letícia – Clayton/Cleide);
7. Quereres, de Caetano Veloso;
8. Billie Jean (Michael Jackson na versão de Caetano Veloso) – Nega Maluca (Fernando Lobo/ Evaldo Ruy);
9. Sobradinho (interpretada por Sá, Rodrix e Guarabira);
10. Fado Tropical, de Chico Buarque de Holanda;
11. Para ti Ponta Porá, de Dino Rocha;
12. Feira de Mangaio, de Sivuca;
13. Milongas para as missões, de Gilberto Monteiro, interpretada por Renato Borghetti (Sul), também com versão de Vítor e Léo;
14. Forró Classudo, de Toninho Ferragutti;
15. Tribunal do Feicebuque (Tom Zé - Marcelo Segreto / Gustavo Galo / Tatá Aeroplano / Emicida);
16. Santuário (Jenipapo);
17. Carnaval dos Animais: Introdução, Tartarugas, Fósseis, de Saint Saens;
18. Aboio, tema da Abertura do Auto da Compadecida;
19. 3a Pessoa do Plural (Engenheiros do Hawaii – Humberto Gessinger).
20. Nega Maluca (Fernando Lobo/ Evaldo Ruy)
21. Eleanor Rigby (Beatles)
22. Odeon (Ernesto Nazareth)
23.O Guarani (Carlos Gomes)
24. Coco e Repente (Gênero Musical)
25. Prelúdio e Fuga nº1 em Dó maior, de Bach
FILMES
2. Cartas para Angola (Coraci Ruiz e Júlio Matos);
3. Invasores ou excluídos, de Cesar Mendes;
4. Trecho do documentário Visita à Krajcberg (Roberto Moreira).

Obras para A 1ª etapa do PAS 2016

Antígona, de Sófocles
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Apologia de Sócrates, de Platão
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O Príncipe, de Nicolau Maquiavel
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Essas obras permitem ampliar a discussão do assunto e problematizam tanto a existência humana como as concepções de mundo, de modo a facilitar o julgamento da pertinência de opções éticas, sociais e políticas na tomada de decisões.


Oração dos desesperados, de Sérgio Vaz
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Artigo 5.º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
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 Este mundo da injustiça globalizada, de José Saramago
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Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga
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Poemas selecionados de Gregório de Matos
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PASsagem: Obras para o PAS - 1ª Etapa - Subprograma 2014/201...

PASsagem: Obras para o PAS - 1ª Etapa - Subprograma 2014/201...: Livros:  Antígona, Sófocles                                     ( http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/antigone.pdf ) Apologi...

Globalização Milton Santos - O mundo global visto do lado de cá.

Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás

Inscrições Enem 2016 terminam nesta sexta-feira

Inscrições Enem 2016 terminam nesta sexta-feira: Estudantes brasileiros que desejam participar das provas do Enem 2016 – Exame Nacional do Ensino Médio devem ficar atentos pois finalizam nesta sexta-feira 20 de maio, as inscrições para participar do maior teste de conhecimentos do país.
Participar do Enem 2016 é o pontapé inicial para os estudantes que almejam ingressar no ensino superior através dos processos seletivos do Sisu- sistema de seleção unificada ProUni – programa Universidade para Todos e também conseguir financiamento estudantil do FIES – fundo de financiamento estudantil.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

UNB lança curso online grátis de nível superior

UNB lança curso online grátis de nível superior. A UNB é a primeira universidade federal a oferecer um programa do gênero no Brasil Elaborado em parceria com o portal Veduca, o Mooc de Bioenergética é o primeiro do País na área de Ciências da Saúde e está disponível online gratuitamente.
Já o Mooc da UnB foi criado para suprir uma falta de cursos onlinena área de Biológicas. “Um curso como esse é básico, por exemplo, para qualquer médico. Hoje o perfil de quem faz Mooc é o aluno de Exatas e poucos são de Ciências da Saúde, exatamente porque ainda há falta de cursos online nessa área”, explica Souza.
Qualquer interessado pode se inscrever no site do Veduca para cursar o Mooc de Bioenergética. As aulas são grátis e não há limite de prazo para se inscrever e até para concluir o curso – é o aluno quem organiza o tempo de estudo.
Os vídeos disponíveis foram gravados no segundo semestre do ano passado, em aulas dadas pelo professor Fernando Fortes de Valencia, da UnB, aos alunos de Ciências Biológicas de licenciatura e bacharelado da instituição. Dividido em 14 aulas (com 1h20 e separadas em quatro partes, em média) o Mooc oferece fóruns de discussão, testes online e debates com o professor.
No fim do curso, que em média leva três meses para ser concluído, haverá uma prova presencial e distribuição de certificado para quem for aprovado

Prisão de professores e alunos expõe o caráter opressor do governo de Goiás. Episódio lembra a ditadura.


BY  ON  ·ÚLTIMOS POSTSPOLÍTICA

A prisão de 04 professores e cerca de 27 alunos da rede pública de ensino, ocorrida na semana passada em Goiânia, remete-nos a um dos mais tristes capítulos da história do Brasil, vivida durante os anos em que vigorou o regime de exceção no país. As prisões ocorreram durante manifestação promovida pelos estudantes secundaristas de Goiás contra a implantação da gestão compartilhada na educação pública do Estado. Alunos e especialistas protestam contra o que chamam de “terceirização” da educação e querem que o Governo volte atrás no projeto de entregar a gestão das escolas públicas para Organizações Sociais.
Entre os presos na semana passada estava o Professor-Doutor da Universidade Federal de Goiás, Rafael Sadi. Ele foi preso enquanto acompanhava a manifestação na sede da Secretaria de Educação, em Goiânia. Segundo relatos de amigos e do próprio professor, houve um flagrante preparado pela polícia para prendê-lo. Sadi é um dos vários professores que são contrários a implantação das OSs e tem contribuído com pesquisas e levantamentos pontuais que mostram o equívoco das organizações sociais na administração da educação pública.
Ao deixar a carceragem da Deic, para onde foi levado depois de ser preso sob a acusação de estar incitando o protesto, Sadi falou da humilhação a que foram submetidos os manifestantes na cadeia e disse que essa (a sua prisão e dos demais manifestantes) era a única arma que restava ao Governo de Goiás na sua inglória luta de privatizar a educação pública de Goiás. “Nós fomos presos porque o Governador sabe, a Secretária de Educação sabe, que a ocupação das escolas tem prejudicado esse processo de implantação das OSs. Portanto ele usou a única arma que tinha, que é a opressão, é bater em menores, é colocar pessoas formadas, com mestrado, com doutorado, dentro da cadeia, sendo tratados como criminosos. Ele usou essa arma porque as OSs não estão conseguindo vencer”, disse indignado o professor.
A notícia de prisão dos professores doutores correu o mundo. Segundo Sadi, manifestações de solidariedade e repúdio às prisões foram recebidas de várias partes do planeta. O Governo recebeu manifestações de associações de professores e alunos da Rússia e a sociedade acadêmica de Goiás e do Brasil também se manifestaram. O Reitor da Universidade Federal de Goiás esteve pessoalmente na carceragem da Deic a fim de garantir a integridade física dos professores e alunos.
O triste fato, que nos remete aos anos de vigência do AI-5 da ditadura imposta no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, quando vários estudantes, professores, jornalistas e cidadãos do povo desapareceram sob a opressão do governo militar, curiosamente, se repete num estado governado por um político eleito democraticamente por 04 mandatos e em plena vigência do estado democrático de direito. Marconi Perillo (PSDB) jacta-se publicamente de perseguir professores da rede pública, como o fez em evento na Bahia, quando afirmou que a militarização de colégios e a implantação de OSs na educação teriam o condão de “punir” professores que criticam a sua administração.
A luta dos professores e dos alunos secundaristas do Estado receberam um importante apoio dos Ministérios Públicos de Goiás, Ministério Público Federal e Ministério Público de Contas do Estado, os quais recomendaram, formalmente, à Secretária Raquel Teixeira, que se abstenha de dar prosseguimento ao chamamento das OSs, até que pontos dos projetos, supostamente, inconstitucionais sejam melhor avaliados e discutidos.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Boletim Conexões - Entrevista com estudantes secundaristas

EDUCAÇÃO NO ESTADO DE GOIÁS

NOTA DE REPÚDIO - UFG REGIONAL GOIÁS


por weberson dias. Criada em 28/01/16 08:54. Atualizada em 28/01/16 10:34.
A Universidade Federal de Goiás, Regional Goiás, por meio de seu Conselho Gestor, vem a público expressar seu repúdio em relação ao uso de violência e truculência policial, com anuência do Governador do Estado e da Secretaria Estadual de Educação, para forçar a saída dos estudantes que ocupam algumas das escolas públicas estaduais.

Consideramos que tais ocupações, protagonizadas pelos estudantes secundaristas, sujeitos alvo de todo processo educacional, constituem uma legítima forma de defesa e luta pelo caráter público e gratuito da educação no estado de Goiás. A forma como, desde o início, o governo do Estado tem tratado as ocupações, com uso de pressão psicológica nos estudantes, pressão nos professores, corte de energia elétrica e água, manipulação da opinião pública e, agora, nítida agressão física, perpetrada por agentes do Estado, evidenciam a pouca disponibilidade para dialogar acerca de decisões fundamentais em uma área tão importante como a Educação. Por sua vez, os estudantes tomaram a cena e denunciam a urgente necessidade de democratizar a gestão escolar, estabelecer o diálogo e espaços para participação estudantil.

Reiteramos: o futuro de Goiás não merece cassetete. Educação não é caso de polícia!

Cidade de Goiás, 27 de janeiro de 2016.

Educação no Estado de Goiás

Contra a terceirização da Educação em Goiás


OS NOVOS ISMAEL-OLAVOS REESCREVENDO SUA HISTÓRIA::
(Leiam todos esse texto emocionante que tem circulado por ai depois do que ocorreu segunda-feira).
*Laurenice (Nonô) Noleto Alves - Goiânia, 27.01.16
Na madrugada desta última terça-feira, 26 de janeiro de 2016, o sol dava apenas os seus primeiros sinais de luz e o sono e os sonhos de cerca de uma dúzia de jovens adolescentes - a maioria entre 12 e 14 anos de idade - são cortados abrupta e cruelmente por chutes, tapas, gritos e xingamentos, por um grupo de policiais militares, fardados, herdeiros da truculência dos violadores da democracia no período da Ditadura Militar no Brasil. A mesma violência que há 43 anos matou, sob tortura, num quartel do Exército de Goiânia, um outro jovem - Ismael Silva de Jesus, 18 anos, cujo nome foi dado à escola desses que apanharam hoje, por exercerem também o mesmo direito de sonhar e de lutar por seus sonhos.
Ha cerca de 40 dias, esses meninos e meninas ocuparam o Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus, no Bairro da Vitória, na periferia Noroeste de Goiânia - uma das áreas mais populosas e mais pobres da capital do Estado de Goiás.
Eles repetem aqui no Cerrado um movimento de resgate da cidadania dos jovens estudantes que começou na quase quinhentoscentona cidade de São Paulo, impedindo que o governo daquele estado implantasse um novo e não discutido projeto de educação, que previa o fechamento de centenas de escolas em todo o Estado. Aqui em Goiânia, no Bairro da Vitória, os novos líderes, que nasciam como os verdadeiros "políticos-jardineiros" descritos por Rubem Alves em seu texto "Sobre Política e Jardinagem, foram tratados com a mesma desumanidade que, em 1972, fez sucumbir o menino-mártir Ismael Silva de Jesus.
Há exatos 30 dias, esses mesmos meninos sequer sabiam a história do outro jovem que dera sua vida pela democracia e o seu nome para o colégio que então ocupavam, para resistir às não discutidas, mas fartamente publicitadas nas telas das TVs, tentativas do Governo de Goiás de iniciar um processo de semi-privatização da educação. Sem qualquer discussão do projeto com a comunidade - professores, alunos e pais - , ele pretende passar a administração das escolas estaduais de Goiás a uma empresa privada (OS), sem nem mesmo concorrência pública e escolhendo para isso uma empresa sem qualquer experiência em administração escolar, mas de máquinas gráficas. Pela primeira vez em suas vidas, falando comigo - jornalista, escritora e membro da Comissão da Verdade Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas de Goiás e da Rede Brasil, Memória, Verdade e Justiça - esses meninos e meninas ouviram alguém falar-lhes sobre a história de Ismael Silva, que tem o nome de sua escola; pela primeira vez eles souberam das torturas praticadas contra milhares de brasileiros - a maioria estudantes como eles -, tão somente porque aqueles, assim como eles, queriam participar da escrita de sua própria história.
Quem era Ismael de Jesus?
"Ismael Silva de Jesus era um jovem quase como vocês aqui. Ele tinha apenas 18 anos de idade, quando foi preso e torturado até a sua morte, no dia 19 de agosto de 1972. Ele era um menino que sonhava com um Brasil melhor para todos, que defendia a liberdade, a justiça, a volta da democracia, o direito dos brasileiros se reunirem, de cantar, de sonhar com um amanhã com mais felicidade para todos. Ele não era um terrorista. Era apenas um menino sonhador, corajoso e indignado com o projeto de país que os militares e as elites políticas empresariais, incluindo os donos das emissoras de rádio, TV e jornais, estavam implantando no Brasil há oito anos, então. Por isso, ele se filiou a um partido que na época tinha sido colocado na clandestinidade - o Partido Comunista Brasileiro. E o seu crime era ser o responsável pelo empréstimos de livros aos demais companheiros: ele era o bibliotecário do PCB."
- Por que O Ismael não falava o que eles queriam e parava com a tortura?- perguntou-me ingenuamente um deles, de apenas 12 anos de idade, carinha limpa e cabelo bem penteado.
- Porque somente os fracos ou os covardes, entregam os seus companheiros - respondi-lhe.
- Como "entregavam"? - continuou na sua ignorância da história política do seu país, do seu Estado, da sua cidade e do seu colégio.
- Quando uma pessoa presa falava os nomes de seus companheiros, eles estava denunciando eles, confirmando que os conheciam e que eram comunistas. E naquela época da Ditadura, os comunistas era todos presos, muitos deles seqüestrados, torturados e muitos morreram sob tortura. Por isso, para sua segurança, todos eles escolhiam um codinome, um apelido, para ser chamado no partido. O Ismael, por exemplo, era chamado de Olavo. Ele foi preso e muito torturado, pra que dissesse os nomes das pessoas para quem eles emprestava livros. Esse foi o seu crime. E por causa disso ele morreu. Com o corpo marcado pelas manchas da tortura, um olho furado e unhas arrancadas seu corpo foi entregue à família, com um Atestado de Óbito informando que ele havia "suicidado".
"O meu marido, que também era jornalista como eu, também estava preso no mesmo quartel que o Ismael. Numa cela vizinha à sua. E ele foi uma testemunha auditiva da agonia de morte de Ismael. E então, ele fez a si mesmo uma promessa: "No dia que eu tiver meu primeiro filho, ele vai se chamar Olavo, para continuar a sua luta que foi interrompida, companheiro!" E assim aconteceu. Nosso filho mais velho tem o nome de Olavo e, inclusive, aprendeu a andar correndo pelos corredores das cadeias em que o pai dele esteve preso por três vezes, nessa época do terrorismo instalado no Brasil pelo próprio governo federal: a Ditadura Militar. E, por isso, eu estou hoje muito emocionada de estar aqui com vocês. Agora, é a vez de vocês assumirem a construção de sua própria história. E vocês estão fazendo isso muito bem. Parabéns!"
Assim eu fui falando, rápida, mas suavemente, com aqueles jovens da Escola Estadual Ismael Silva de Jesus, que há duas semanas a haviam ocupado, tentando chamar a atenção do Governo do Estado, do PSDB, como se a gritar: "Olha aqui! Nós não somos invisíveis! Também queremos participar da discussão do nosso futuro, queremos participar da construção da nossa história!" Eram só meninos e meninas de sorriso fácil, de muitas perguntas, ingenuidade e coragem. Tudo estava extremamente limpo, inclusive eles. "Aqui não se entram drogas. Nem cigarros!" - dizia um cartaz grande escrito por eles, logo à entrada. Terminado o bate-papo, todos sentados em roda e falando um por vez, ofereceram-me um café coado na hora e um pão com manteiga que eu mesma lhes havia levado, junto com outros pacotes de macarrão, sucos, material de limpeza etc.
O Governo de Goiás entrou com uma ação na Justiça, pedindo a reintegração da posse e não a obteve. A Justiça entendeu que os meninos e meninas tinham direito de ocupar sua escola e discutir com o Governo o seu futuro. Mas hoje de manhã, me vem a notícia do absurdo! Esses jovens Ismael/Olavo, que apenas começam a tomar consciência da sua cidadania, ao invés de serem estimulados a se desenvolverem mais, sendo respeitados e ouvidos, esto sendo espancados, pisoteados, agredidos, xingados como se fossem o lixo do lixo não reciclado. Quando estive lá, não imaginava que a história pudesse ser repetida. Agora, todos eles são também vítimas da truculência que a Ditadura deixou de herança à Polícia Militar, criada naquela época.
Os novos Ismael-Olavo:
Meu corpo, minhas regras!
Pela Internet, recebi várias mensagens narrando as atrocidades cometidas pela polícia: "Hoje cedo, eu acordei, era umas 6 horas da manhã. Policiais entraram, ficaram me chutando… Chutaram o meu colega que estava do lado, no quarto. Me xingaram de cadela, vadia, vagabunda… Pegaram os nossos cadernos, colchões, mochilas - nossas coisas - e foram jogando no chão. Um soldado furou o pneu da minha bicicleta que tava no quarto, mandando a gente sair. Uma amiga levou uma cadeira nas costas, um outro também. Tá todo mundo cheio de manchas roxas…" Depoimento de uma menina de 14 anos de idade, aluna do Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus.
"Eu acordei com os polícia dando tapa na cara, cadeirada nas costas minha e dos meus amigos, xingando nós.. E bateram muito. Eu tô com roxo na perna, no rosto…" - conta outro aluno, com cara e corpo magricela de dez, mas dizendo ter 12 anos de idade.
"E eu fui uma das mais agredidas porque estava com essa tatuagem na perna. Sendo que isso não tinha nada a ver. Nem minha mãe brigou por causa disso. E outra: Meu corpo, minhas regras!" - diz a mocinha mostrando uma tatuagem de figura feminina na sua perna fina, enquanto morde um sanduíche de pão com mortadela.
Pouco depois, chega pelo Whatsapp outro emocionado relato de uma historiadora de apenas 27 anos - Mariana Barbosa - apoiadora do Movimento dos Estudantes Secundaristas:
"Escrevo esse relato aos prantos, como, aliás, estive em boa parte do dia de hoje. Escrevo porque acho que todos devem saber o que está acontecendo no Estado de Goiás, escrevo por proteção, já que a perseguição começa a se instaurar, escrevo para tentar aliviar a dor de ver aquelas crianças espancadas.
"Às 07:00 da manhã recebi o relato de estudantes do Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus de que a polícia havia entrado na escola às 05:40, quebrado várias coisas lá dentro, agredido vários deles e saído. Logo em seguida, chegaram várias pessoas da comunidade e um carro de som que já começava a anunciar as matrículas na escola. As pessoas da comunidade entraram no colégio e agrediram mais ainda essas crianças e as expulsaram de lá. Eles permaneceram na porta, abraçados, resistindo à todas essas agressões.
"Quando cheguei ao colégio já tinha um advogado do movimento lá e alguns outros apoiadores, que estavam tentando acalmar os meninos, comprando lanche para eles e ajudando a pegarem seus colchões e mochilas para levarem para outra escola. Havia também duas viaturas da PM na porta, algumas pessoas da comunidade (bastante agressivas), o diretor e o sub-secretário de Educação.
"Conseguiram um frete e colocaram todos os colchões, mochilas e objetos pessoais deles na caçamba de uma pampa. Saímos em comboio para levar esses objetos para uma outra escola e depois levar os meninos ao Ministério Público para denunciar as agressões. Éramos três carros: o do frete, o de um professor e o que eu estava. Ao passarmos por uma rua um pouco mais afastada da escola e bem vazia, nossos carros foram fechados por mais três carros, sem nenhum tipo de identificação policial, nem nos veículos e muito menos uniformes ou distintivos nos policiais.
"Fecharam a gente, saíram de seus carros com arma na mão mandando a gente descer e colocar a mão na cabeça. Assim fizemos. Nos trataram com muita truculência. Gritaram com as crianças, não nos deixaram pegar nossos celulares para avisar o advogado, revistaram os carros, revistaram nossas bolsas, jogaram as cosias dos meninos no asfalto. Depois, tiraram todos os colchões do frete, revistaram todas as mochilas que estavam lá dentro (e nem eram dos estudantes que estavam conosco), fizeram perguntas intimidatórias e ameaçaram: disseram que houve denúncia de furto e depredação da escola e que seríamos acusados por isso.
"Mas não encontraram nada! O que tinha lá eram esses objetos! O que fomos fazer lá foi ajudar essas crianças e adolescentes, que haviam apanhado, a fazerem uma denúncia, a levar quem precisasse no hospital e a levar suas coisas a uma outra escola. Como não tinham encontrado nada, perguntamos se então estávamos liberados. Eles disseram que estávamos convidados a irmos à delegacia. Perguntamos se podíamos não aceitar o convite e responderam que se nos negássemos a ir, PODERÍAMOS SER ENCAMINHADOS A FORÇA, e nesse momento um deles retirou algumas algemas do bolso.
"Fomos então, acompanhando os carros dos policiais para o 22º CIOPS, no Jardim Curitiba. Lá pegaram nossos nomes completos, endereços e telefones e nos entregaram mandados de intimação para prestarmos depoimentos nos dias 02 e 03 de fevereiro. Detalhe: os menores também receberam intimações! Saindo da delegacia, um pouco mais tarde, orientados pelos advogados, fomos finalmente ao Ministério Público onde as crianças e adolescentes relataram sobre as agressões que sofreram e posteriormente foram encaminhados para o IML para fazer exames de corpo de delito. Apresentamos também a denúncia da abordagem que nos fizeram.
"Estamos mobilizando todo tipo de apoio neste momento. As perseguições políticas começaram com o claro intuito de criminalizar apoiadores maiores de idade. Mas vão criminalizar o quê? Criminalizar pessoas que iam às ocupações diariamente levar comida, cozinhar, fazer oficinas? Que crime podem me acusar? De ter ido ao Ismael e em tantas outras escolas discutir com as meninas sobre violência contra a mulher? De ter feito comida pra eles vários dias e levado doações que recolhíamos de diversos apoiadores espalhados na cidade? De oferecer ajuda quando apanharam? De dar uma carona ao Ministério Público?
"Confesso que ainda estou muito chocada com tudo o que aconteceu, estou profundamente triste e assustada. Espancar crianças é muito baixo, é muito cruel. Mas o que tem me dado força é a solidariedade de pessoas não só daqui, mas do Brasil inteiro que já estão se mobilizando, porque lutar pela educação não é crime! Porém, sobretudo, e desde o começo, o que me emociona e dá forças, mesmo, é ver a garra dessas crianças e adolescentes, que têm tocado essa luta histórica em Goiás, passando por todo tipo de problemas nas ocupações e agora por mais isso, mas ainda assim permanecem firmes e nos ensinam, diariamente, tanta coisa bonita que nos traz de volta a esperança."
No início da noite ainda da terça-feira, chegam mais notícias por telefone, whatsapp e outras redes sociais, dando conta de que os estudantes haviam ocupado a sede da Secretária de Estado da Educacão e que a situação era perigosa. Lá dentro, uma meia centena de estudantes, lá fora uma centena e mais de policias. A tensão era grande e a possibilidade de mais violências também. E, para denegrir ainda mais a imagem do governo do Estado, o próprio subsecretário de Educação, o mesmo que esteve nas escolas "desocupadas", junto com os policiais, entrou no prédio, se trancou numa sala e se auto-proclamou seqüestrado. As notas na Internet mostravam imagens, visitas de autoridades e até de um diretor da OAB-Goiás, deixando clara a ridícula tentativa do subsecretário de Educação de Goiás de ludibriar e deseducar a população, criando uma situação fraudulenta.
Em Goiânia, hoje à noite, não teve chuvas ou trovoadas. É uma noite escura, calorenta e pachorrenta. Tomara Deus que não se copiem os militares nos anos de chumbo e que não transformem as trevas desta noite de 26 para 27 de janeiro de 2016 em novas nódoas na nossa história política! Ditadura, nunca mais!
* Laurenice Noleto Alves - Nonô Noleto - DRT-GO 191
Jornalista, 67 anos, aposentada, escritora e artesã licoreira
Diretora de Eventos do Sindicato dos Jornalistas de Goiás
Membro da Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás
Membro da Rede Brasil, Verdade e Justiça
Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste de Goiás