segunda-feira, 22 de novembro de 2010

23 de Novembro - Dia Internacional do Livro

Pouco se sabe sobre seu nascimento, mas ele é o símbolo natural da sabedoria e o siginificado do conhecimento. Sua história começa oficialmente com o invento dos tipos móveis, pelo alemão Johanes Guttenberg, em 1438, que proporcionou a reprodução de obras, fazendo com que ficassem acessíveis a um maior número de pessoas. O primeiro livro a ser impresso foi a Bíblia, e antes dessa invenção, os livros eram copiados à mão. No oriente, sua história é mais antiga, sendo que existem documentos japoneses impressos, datados entre 764 e 770.

sábado, 18 de setembro de 2010

Dicas de livro: Crepúsculo

Essa é uma saga que vem encantando milhões de pessoas pelo mundo independente de idade. Os livros contam a historia de Bella e seu impossível objeto de paixão: um vampiro.
A saga escrita por Sthephenie Meyer é constituída de quatro livros Crepúsculo, Lua nova, Eclipse e Amanhecer.
No primeiro livro da serie, Crepúsculo, Bella muda-se para a pacata cidade de Forks e acaba se apaixonando por um vampiro essas e outras aventuras nos prendem a atenção da primeira a ultima pagina.
Lua Nova: O romance e o suspense é o que nos faz ansiar pelo fim. Bella esta perdidamente apaixonada por Edward e o ama mais que a própria vida e isso a expõem á vários perigos. E eles percebem que mesmo quando ele achava que tudo já estava controlado os problemas deles na verdade só estão começando.
Eclipse: Com a proximidade da sua formatura na escola aproxima-se também a grande dia de sua transformação em vampira, mas enquanto Bella sofre com esse dilema tem também que escolher entre o amor da sua vida e seu melhor amigo e ainda corre grandes riscos de vida. Victoria esta a solta e com sede de vingança.
Amanhecer: Este é o grande desfecho da historia,  Bella se vê novamente entre o grande dilema de viver eternamente e abalar o destino de dois clãs rivais: Lobisomens e Vampiros.

ÚLTIMAS AQUISIÇÕES DA BIBLIOTECA

Série de cinco livros juvenis de aventura de Rick Riordan, baseada na mitologia grega. O protagonista é Percy Jackson, que descobre ser um semi-deus, filho de Poseidon, deus do mar. Percy tem dois melhores amigos: Annabeth Chase e Grover Underwood, que o acompanham ao longo de suas aventuras.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um retrato do Brasil

Entenda o que é o censo e por que participar dessa pesquisa é importante!
Por: Carolina Drago, Instituto Ciência Hoje/RJ
Publicado em 13/09/2010 | Atualizado em 13/09/2010

Você saberia dizer quantas pessoas vivem no nosso país? Se todas as crianças estão na escola? Ou quantos brasileiros ainda não têm registro de nascimento? Pois é para responder a perguntas como essas que existe o censo: pesquisa que todos os países são orientados a fazer, a cada dez anos, e que funciona, na prática, como um retrato da sua população. Pelo censo, descobrimos qual a idade, a crença religiosa, o nível de escolaridade, entre outras características, dos habitantes de uma nação.





 

Pesquisadores encontram novas espécies de vertebrados do cerrado

Pelo menos 14 novas espécies de vertebrados foram descobertos por uma equipe de pesquisadores na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (EESGT), a segunda maior unidade de conservação do cerrado, com 716 mil hectares.

A expedição, que durou cerca de um mês, mapeou 440 espécies, incluindo animais ameaçadas de extinção, como a arara azul grande, a suçuapara, o tatu-bola, o pato-mergulhão e o inhambu carapé

Segundo maior bioma brasileiro, Cerrado corre risco de desaparecer

Da Redação
Em São Paulo
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, localizado em uma grande área do Brasil Central. Por fazer fronteira com outros importantes biomas, (a Amazônia ao norte, a Caatinga a nordeste, o Pantanal a sudoeste e a Mata Atlântica a sudeste) a fauna e flora do Cerrado são extremamente ricas.

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ESCOLARES


Este manual tem por finalidade normatizar a apresentação de trabalhos
produzidos pelos alunos do Colégio Estadual Desembargador Dilermando Meireles visando a sua uniformização.
Os itens desenvolvidos a seguir foram baseados em documentos da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), fundada em 1940, é uma entidade privada, sem fins lucrativos e responsável pela normalização técnica no país.
Apresentaremos a seguir, uma adaptação simplificada das normas de documentação da ABNT que deverão ser utilizadas na elaboração de trabalhos escolares.
 
I- Estrutura dos trabalhos: indica a sequência em que os elementos devem ser dispostos.




Melhores explicações  no site:


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Banco de Redações

O Banco de Redações do UOL é um serviço que pretende estimular o estudante a treinar produção de textos, em especial do gênero dissertativo.
Todos os meses, o banco vai propor um tema, que deverá ser considerado pelo internauta que quiser enviar uma redação para avaliação no UOL.
Professores associados ao banco vão selecionar e comentar 20 textos, que serão publicados no site no primeiro dia útil do mês subseqüente. Apenas os textos selecionados serão corrigidos. A equipe do Banco de Redações entrará em contato com os autores das redações escolhidas, solicitando autorização para publicá-las.
Os textos devem ser enviados para o UOL pelo e-mail bancoderedacoes@uol.com.br, indicado na página inicial do site. As redações serão aceitas até o dia 25 de cada mês e deverão ter título e de 15 a 30 linhas.
A avaliação dos professores implicará nota e comentários baseados nos critérios adotados pelo MEC (Ministério da Educação) para a correção do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os mesmos critérios também atendem às exigências dos vestibulares. São avaliados principalmente o domínio da norma culta do idioma, a compreensão do tema e a capacidade de redigir um texto de caráter argumentativo-dissertativo.
A escolha das redações a serem publicadas não focalizará somente os trabalhos bem-feitos, uma mostra de redações classificadas pelos desempenhos satisfatório, bom, regular, fraco e insatisfatório - expressões usadas pelo Ministério da Educação na correção dos textos do Enem.
A idéia é deixar claro ao estudante o que é esperado de sua redação e evidenciar as características que levam um texto a ter bom conceito no Enem e nas provas de vestibular.

Fonte:  http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/como-participar.jhtm

sábado, 7 de agosto de 2010

Hiroshima e Nagasaki relembram 65 anos de ataque dos EUA

Em 2010 se comemora o 65º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, um feito de luta e de resistência aos povos que pôs um fim a um período de terror que marcou a história recente da humanidade. Esse aniversário também está associado, mas não por boas razões, ao primeiro bombardeio atômico de duas cidades. As japonesas Hiroshima e Nagasaki foram as primeiras vítimas da nova arma.

 

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

DROGAS

Intitulamos “droga” qualquer substância e/ou ingrediente utilizado em laboratórios, farmácias, tinturarias, etc., desde um pequeno comprimido para aliviar uma dor de cabeça ou até mesmo uma inflamação, é uma droga. Contudo, o termo é comumente empregado a produtos alucinógenos ou qualquer outra substância tóxica que leva à dependência como o cigarro, e o álcool, que por sua vez têm sido sinônimo de entorpecente.

As drogas psicoativas são substâncias naturais ou sintéticas que ao serem penetradas no organismo humano, independente da forma (ingerida, injetada, inalada ou absorvida pela pele), entram na corrente sanguínea e atingem o cérebro alterando todo seu equilíbrio, podendo levar o usuário a reações agressivas.

O que leva uma pessoa a usar drogas?

Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos (mais comum), vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e/ou aguentar situações difíceis, hábito, dependência (comum), rituais, busca por sensações de prazer, tornar (-se) calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc. 

FOLCLORE

NO DIA 22 DE AGOSTO COMEMORA-SE O DIA DO FOLCLORE

Entende-se por folclore o conjunto de crenças, lendas, festas, superstições, artes e costumes de um povo. Tal conjunto normalmente é passado de geração a geração por meio dos ensinamentos e da participação real dos festejos e dos costumes. De origem inglesa, o folclore é uma palavra originada pela junção das palavras folk, que significa povo; e lore, que significa sabedoria popular. Formou-se então a palavra folclore que quer dizer sabedoria do povo.

O folclore assume grande importância na história de todos os povos, pois por meio desse conjunto pode-se conhecer a antiga cultura dos mesmos e a formação da cultura presente nos dias de hoje. Dentre as características que possui é possível identificar os fatos folclóricos a partir do anonimato, já que todos os componentes folclóricos são de autoria desconhecida; da aceitação coletiva, já que cada pessoa absorve a essência folclórica e a repassa aos outros a partir de seu entendimento próprio; e da transmissão oral, já que antigamente não havia meios de comunicação como na atualidade. Para manter vivo o folclore típico de cada região existem datas específicas para a realização dos festejos e artes.



Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Astrônomos encontram estrela com maior massa do universo

Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o Sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Inscrições para o Enem prorrogadas para 16/07

Inscrições para o Enem prorrogadas para 16/07

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram as inscrições do Enem, que se encerrariam nesta sexta-feira, dia 9, para o próximo dia 16, sexta-feira, às 23h59. A decisão foi tomada pelo presidente do Inep, Joaquim Neto, que atendeu à solicitação dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e de Alagoas, Teotônio Villela. Os dois governadores do Nordeste, preocupados com o impacto das chuvas e das enchentes, fizeram o pedido ao secretário executivo do MEC, Henrique Paim, que percorre a região devastada, à frente de um grupo que estuda a reconstrução das escolas destruídas. Quem ainda não fez sua inscrição tem agora mais sete dias para fazê-la, apenas pela internet, no portal www.enem.inep.gov.br. O valor da inscrição é de R$ 35, mas estão isentos os estudantes da última série do ensino médio em escolas públicas e os que que comprovem a impossibilidade de pagamento preenchendo declaração de carência. É fundamental estar munido de CPF e RG próprios, como documentos de identificação. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro.

Assessoria de Imprensa do Inep/MEC

sábado, 10 de julho de 2010

Macacos de Gibraltar estão ameaçados de extinção




Fonte:http://videos.bol.uol.com.br/#view/macacos-de-gibraltar-estao-ameacados-de-extincao-040299386CD0C133A6&tag/4597|bichos

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Adulto sem ensino médio pode fazer Enem para obter certificado


Quem não cursou ou não concluiu o ensino médio agora tem a chance de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para poder buscar o certificado de conclusão dessa etapa de ensino. Caso atinja a pontuação mínima exigida de 400 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 na redação, o pretendente terá direito ao certificado. As informações são do site do MEC.
De acordo com o edital retificado, publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 22, o candidato à obtenção do certificado de conclusão não precisa ter frequentado a escola regular nem a educação de jovens e adultos, bastando ter 18 anos completos na data de realização da primeira prova.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) receberá as inscrições dos candidatos, além de aplicar e corrigir as provas. A emissão do certificado é de competência das secretarias estaduais de educação.
Conforme a nota do MEC, os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem.
No ato da inscrição o candidato deve indicar a secretaria, instituto ou centro federal pelo qual pretende obter a certificação. Na ficha de inscrição há uma relação de instituições certificadoras que firmaram acordo de cooperação técnica com o Inep.
Enem
As inscrições do Enem de 2010 foram abertas na segunda-feira, 21, e vão até 9 de julho, pela site: http://enem.inep.gov.br. Ao fazer a inscrição, o candidato à certificação deve indicar o número do CPF e preencher o questionário socioeconômico. As provas serão aplicadas em 6 e 7 de novembro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

DICAS DO DIA

Nadir Costa


Pálida, à luz da lâmpada sombria
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre nuvens do amor ela dormia!


Era a virgem  do mar! na escuma fria
Pela maré das águas embaladas...
- Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!



O fragmento acima é de Álvares de  Azevedo e desenvolve o tema da mulher e do amor. Que tal ler o livro? 
No Livro de poemas  LIRA DOS  VINTE ANOS de Álvares de Azevedo, você pode  desfrutar o prazer pela leitura, do divertimento e entretenimento, do mergulho no desconhecido, em um universo muito  diferente da nossa vida cotidiana.


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Amor ou Amizade? de  Carmen Lucia Campos

Juca e Cris conhecem-se desde crianças  e são amigos inseparáveis dentro e fora do colégio. A grande proximidade deles faz com que os colegas insinuem que ali há  mais  do que uma  simples amizade, hipótese  que o casal  nem considera. Tudo vai bem até que Juca começa a namorar Sílvia, nova aluna da escola. Cris sente que o amigo mudou e não tem mais tempo para ela. Juca explica  que a sua  prioridade agora é a namorada. Sílvia, por sua vez, se incomoda  com as  solicitações constantes que Cris fas ao amigo e com o fato de Juca não colocar limites no que ela considera uma  invasão na vida dele. O conflito logo surge.

Amor ou Amizade? o que é mais importante em nossas vidas? Será  mesmo necessário eleger? Ou é possível conciliar essas relações? Essas perguntas esquentaram o cotidiano de Mari, Juca, Cris e Sílvia. Agora é o momento de trazê-las para a sua realidade e dizer o que você pensa...
 E aí...  que tal passar  na Biblio e pegar este livro para ler.



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" Viam-se de cima as casa acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças. As  chaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite caminhavam com  o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam-se na rua os libertinos retardios com os operários que se levantavam para o obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar monótono dos bondes."
Azevedo, Aluísio. Casa de Pensão.

É aí galera! Leia este também e viaje  neste romance escrito em 1884.


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LEIAM ESTE  TAMBÉM

UM POR TODOS E TODOS... contra mim de Carmem Lucia Campos

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Apreciando a Leitura.

 Nadir Costa


Rafael acompanha o translado dos ossos de seu avô para a sepultura que a família havia comprado na parte nova do cemitério.  Fica intrigado com um objeto de metal que ele vê cair de dentro do crânio. Com a colaboração de sua  irmã, resolve investigar a origem daquela peça.  Acaba descobrindo que a avó escondia um grande segredo. A partir daí, os netos procuram conhecer melhor  a história de  dona Chicuta, conversando com pessoas que fizeram parte de seu passado. O resultado das investigações é surpreendente.

 Querem saber o final..... é muito simples leiam o livro: O RISO DA MORTE  da autora Luci Guimarães Watanabe.

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          Leo sempre foi o mais gordinho da turma e motivo de brincadeiras de mau gosto. Era Leitão pra lá, gordo pra cá, empurrões e comentários maldosos... Achavam que ele não ligava pra isso, que já estava acostumado. mas quem é que gosta de ser motivo de gozação e alvo de agressões?
         Malu era a melhor aluna da turma, e as colegas não perdiam a oportunidade de incomodá-la:cê-dê-efe, malu cabelo de esponja de aço... sempre encontravam uma forma de humilhá-la e excluí-la.
         Duas pessoas, dua histórias semelhantes, mas com duas formas diferentes de lidar com a situação...

        Para saber o desfecho da História, vá até a Biblio e pegue o livro: A PERSEGUIÇÃO da autora Tania Alexandre Martinelle


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Rio de janeiro, final do século XIX,  cidade de ruas sem calçamento, iluminação precária, repleta de  vendedores ambulantes e de personagens fascinantes. Juca  tinha 13 anos, trabalhava como engraxate e carregador de compras. Guardava dinheiro para realizar  seu sonho de um dia abrir uma sapataria - Na elegante rua do Ouvidor. Um dia, conhece Machado de Assis e sua mulher, Carolina. No início, estranha um pouco  o jeito sisudo de Machado e sua casa,  com tantos livros. Mas, uma noite, D. Malu, a patroa da mãe de Juca, desaparece. E as   suspeitas recaem sobre o marido de D. Malu, Tiago Matacavaos, um homem agressivo e mesmo... sinistro. Para desvendar o  mistério, Machado contrata espiões, pula janelas e invade residências. E o garoto e o escritor passam a viver uma  aventura. À medida que aumentam os perigos, Juca afeiçoa-se cada vez mais a Machado  e Carolina, mas permanece sempre intrigado com a figura do escritor. Afinal, quem era Machado de Assis?

E ai, gente  que tal cair nessa aventura... é só pegar o livro: MACHADO E JUCA do autor Antônio Aguiar


quarta-feira, 9 de junho de 2010

DICAS DE LEITURA


O MONGE INGLES
VALÉRIA MONTALDE
Na escuridão da noite, as muralhas de Milão são iluminadas por um brilho sinistro. Um incêndio consome a casa do mestre-pedreiro Guglielmo Salvo. Não muito longe, o abade Arnolfo vê no crepitar das chamas sinais de tempos terríveis. Na Milão de 1246, marcada pela sombra de pragas e bruxarias, a chegada do monge inglês Matthew acaba perturbando ainda mais a cidade.

Uma das mais novas aquisiçoes da Biblioteca

Poderosa: Diário de uma garota que tinha o Mundo  na mão

É um livro que conta a história de uma menina que queria ser escritora. Um dia,  ela escreve uma redação sobre Joana D'arc que muda o passado. Daí em diante, sua vida real se torna uma história inventada por ela mesma, na qual ela controla as pessoas em sua volta, como personagens. Vale a pena ler!


INTERESSANTISSIMO EU RECOMENDO


Março desatou uma torrente de chuvas depois de  uma  inverno de secura anormal. Uma frente fria desceu do Canadá e foi contida por rajadas de vento que rugiam pelo desfiladeiro, vindas do Leste de Oregon. Ainda que a primavera certamente estivesse logo ali, depois da esquina, o deus do inverno não iria abandonar sem luta seu domínio conquistado com  dificuldade. Havia um cobertor de neve recente nas Cascades, e agora a chuva congelava ao bater no chão do lado de fora da  casa. Motivo suficiente para Mack se enroscar com um livro e uma sidra quente, aconchegando-se no calor do fogo que estalava na lareira.
Mas, em vez disso, ele passou a maior parte da manhã no computador, sentado confortavelmente no escritório de casa, usando calças de pijama e uma camiseta, ele deu telefonemas de vendas. Parava com frequência, ouvindo o  som da  chuva cristalina tilintar na janela e vendo o acúmulo vagaroso mas constante do gelo lá fora. Estava se tornando inexoravelmente prisioneiro do gelo em sua própria casa - e com muito  prazer.

O trecho acima é de um das mais novas aquisições da Biblioteca.
Quer saber mais detalhes???
Basta ir até a Biblio do Colégio, e pegar o Livro: “A Cabana”.

DICAS DE LEITURA

O LADRÃO DE RAIOS – RICK RIORDAN



O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.
O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

DICAS DE LEITURA


O MONGE INGLES
VALÉRIA MONTALDE
Na escuridão da noite, as muralhas de Milão são iluminadas por um brilho sinistro. Um incêndio consome a casa do mestre-pedreiro Guglielmo Salvo. Não muito longe, o abade Arnolfo vê no crepitar das chamas sinais de tempos terríveis. Na Milão de 1246, marcada pela sombra de pragas e bruxarias, a chegada do monge inglês Matthew acaba perturbando ainda mais a cidade.

DICAS DE LEITURA

A Historia De Edgar Sawtelle
Mudo desde o nascimento, Edgar Sawtelle se comunica apenas por sinais e bilhetes. Leva uma vida serena com os pais na fazenda da família, em um lugar remoto dos Estados Unidos. Ao longo de gerações, os Sawtelles criaram e treinaram uma raça de cães cujo dedicado companheirismo tem sua síntese em Almondine, a amiga e eterna aliada de Edgar. A volta inesperada de Claude, o tio paterno, leva o caos ao então pacífico lar dos Sawtelles. Após a morte repentina do pai de Edgar, Claude se insinua na vida da fazenda e conquista o afeto da mãe do menino. Confuso e dominado pelo sofrimento, o rapaz tenta provar que Claude teve algum papel naquela morte, mas esse plano fracassa e se volta contra Edgar, resultando em novas tragédias. Ao fugir para a área florestal nos limites da fazenda, Edgar amadurece em contato com a vida selvagem, ao lutar pela própria sobrevivência e a dos três jovens cães que o acompanharam. Contudo, a necessidade de apontar e de enfrentar o assassino do pai e a devoção aos cachorros sawtelle fazem o menino voltar para casa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A DIVINA COMÉDIA


RESUMO
Nadir Costa
Quando Dante se encontra no meio da vida, ele se vê perdido em uma floresta escura. Ao tentar escapar da selva, ele encontra uma montanha que pode ser a sua salvação, mas é logo impedido de subir por três feras: um leopardo, um leão e uma loba. Prestes a desistir e voltar para a selva, Dante é surpreendido pelo espírito de Virgílio poeta da antiguidade. Virgílio foi chamado por Beatriz para guiá-lo, na viagem pelo centro da terra. Iniciando nos portais do inferno, atravessariam o mundo subterrâneo até chegar aos pés do monte do purgatório. Dali, Virgílio guiaria Dante até as portas do céu. Dante então segue Virgílio na jornada através dos nove círculos do inferno, mostrando-lhe onde são expurgados os diferentes pecados, o sofrimento dos condenados, os rios infernais, suas cidades, monstros e demônios, até chegar ao centro da terra, onde vive Lúcifer. Passando por Lúcifer, conseguem escapar do inferno por um caminho subterrâneo que leva ao outro lado da terra, e assim voltar a ver o céu e as estrelas.
Ao Sair do inferno, Dante e Virgílio se veem diante de uma altíssima montanha: o Purgatório. A montanha é tão alta que ultrapassa a esfera do ar e penetra na esfera do fogo chegando a alcançar o céu. Na base da montanha encontram o ante-purgatório, onde aqueles que se arrependeram tardiamente dos seus pecados aguardam a oportunidade para entrar no purgatório. Passando pelos dois níveis do ante-purgatório, eles atravessam um portal e iniciam sua nova odisséia. Passam por sete terraços, cada um mais alto que o outro, onde são polidos cada um dos sete pecados capitais. Dante se despede de Virgílio no último círculo do purgatório e um anjo o acompanha levando-o através de um fogo que separa o purgatório do paraíso terrestre. Finalmente, às margens do rio Letes, Dante encontra Beatriz e se purifica, banhando-se nas águas do rio para que possa prosseguir viagem e subir às estrelas.
O Paraíso de Dante é dividido em duas partes: uma material e uma espiritual. A parte material segue o modelo cosmológico de Ptolomeu e consiste de nove círculos formados pelos sete planetas (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), o céu das estrelas fixas e o Primum Mobile - o céu cristalino e último círculo da matéria. Ainda no paraíso terrestre, Beatriz olha fixamente para o sol e Dante a acompanha até que ambos começam a elevar-se, "transumanando". Guiado por Beatriz, Dante passa pelos vários céus do paraíso e encontra personagens como São Tomás de Aquino e o imperador Justiniano. Chegando ao céu de estrelas fixas, ele é interrogado pelos santos sobre suas posições filosóficas e religiosas. após interrogatório, recebe permissão para prosseguir. No céu cristalino Dante adquire uma nova capacidade visual, e passa a ter visão para compreender o mundo espiritual, onde ele encontra nove círculos angélicos, concêntricos, que giram em volta de Deus. Lá, ao receber a visão da Rosa Mística, se separa de Beatriz e tem a oportunidade de sentir o amor divino que procede diretamente de Deus, "o amor que move o Sol e as outras estrelas".

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cientistas americanos criam célula com genoma sintético

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido a primeira célula controlada por um genoma sintético. Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.
O estudo será publicado nesta quinta-feira na edição online da revista científica Science. Para alguns especialistas, ele representa o início de uma nova era na biologia sintética e, possivelmente, na biotecnologia.
A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, já havia conseguido sintetizar quimicamente o genoma de uma bactéria. Eles também haviam feito um transplante de genoma de uma bactéria para outra.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cientistas encontram mais antigo ancestral humano na Etiópia

A humanidade está 1 milhão de anos mais velha. Cientistas descobriram um ancestral dos homens atuais de 4,4 milhões de anos. O Ardipithecus ramidus (ou apenas “Ardi”, como é carinhosamente chamado) foi descrito minuciosamente por uma equipe internacional de cientistas, que divulgaram a descoberta em uma edição especial da revista “Science” desta semana.

O espécime analisado, uma fêmea, vivia onde hoje é a Etiópia 1 milhão de anos antes do nascimento de Lucy (estudado por muito tempo como o mais antigo esqueleto de ancestral humano).

NARRAÇÃO

Dizem que nenhum de nós resiste a uma história. É só alguém começar a contar um caso qualquer e nós já ligamos nossas antenas, curiosos para saber o que aconteceu.

E, claro, somos também contadores de histórias. Observe quantas vezes ao dia você começa uma conversa, contando algo que aconteceu com você ou que você viu acontecer.

E por ai vai o fio das nossas conversas. Temos todos um bom estoque de histórias vividas e ouvidas, mas também daquelas que inventamos ( porque, afinal, nossa imaginação é muito fértil) e que poderiam ter acontecido.

Bem, se é assim na fala, não é diferente na escrita. Boa parte do que os escritores põe no papel não é nada mais do que histórias que aconteceram com ele; ou que foram contadas a eles; ou que poderiam ter acontecido; ou uma mistura de tudo isso.

É desse oceano infinito de história que nascem as crônicas, os contos, os romances, as peças de teatro, as novelas da televisão

FAZENDO UMA RESENHA


Resenha é um trabalho de síntese que revistas e jornais científicas publicam geralmente logo após a edição de uma obra, com o objetivo de divulgá-la. Não se trata de um simples resumo.


        O resumo deve se limitar ao conteúdo do trabalho, sem qualquer julgamento de valor. Já a resenha vai além, resume a obra e faz uma avaliação sobre ela, apresentando suas linhas básicas, deve avaliá-la, mostrando seus pontos fortes e fracos.

       A resenha pode ser de um ou mais capítulos, duma coleção ou mesmo dum filme. Apresenta falhas, lacunas e virtudes, explora o contexto histórico em que a obra fora elaborada e faz comparações com outros autores.

       Conhecida como resumo crítico, a resenha só pode ser elaborada por alguém com conhecimentos na área, pois sua elaboração exige opinião formada, pois além de resumir, o resenhista avalia a obra, sustentando suas considerações, deve embasá-las seja com evidências extraídas da própria obra ou de outras de que se valeu para elaborar a resenha.

"Se o resumo do conteúdo da obra não está bem feito, o leitor que não a conhece encontrará dificuldades em acompanhar a análise crítica. Se, por outro lado, o recensor se limita a relatar o conteúdo, sem julgá-lo criticamente, ele estará escrevendo um resumo e não uma recensão crítica. Finalmente, se ele não sustenta ou ilustra seus julgamentos com dados extraídos da obra recenseada, ele não dá ao leitor a oportunidade de formar seus próprios julgamentos".

      De uma boa resenha devem constar:

      a referência bibliográfica da obra, preferencialmente seguindo a ABNT;

      alguns dados biográficos relevantes do autor (titulação, vínculo acadêmico e outras obras, por exemplo);

      o resumo da obra, ou síntese do conteúdo, destacando a área do conhecimento, o tema, as ideias principais e, opcionalmente, as partes ou capítulos em que se divide o trabalho. Deve-se deter no essencial, mostrando qual é o objetivo do autor, evitando recorrer a detalhes e exemplos, com máxima concisão. Este momento é mais informativo que crítico, embora a crítica já possa estar presente;

      as categorias ou termos teóricos principais de que o autor se utiliza, precisando seu sentido, o que ajuda evidenciar seu approach teórico, situando-o no debate acadêmico e permitindo sua comparação com outros autores. Aqui não só se deve  expor claramente como o autor conceitua ou define determinado termo teórico, mas já se deve introduzir críticas, seja à utilização ou à própria conceituação feita pelo autor [em uma resenha para revistas especializadas, esta parte pode ser dispensada, até por economia de espaço, mas é essencial em trabalhos de aula, em que o recensor é também aprendiz]; a avaliação crítica, nos termos já referidos anteriormente no item 1. Este é o ponto alto da resenha, onde o recensor mostra seu conhecimento, dialoga com o autor e/ou com leitor, dá-se ao direito de proceder a um julgamento. Há vários tipos de críticas, mas destacam-se: (a) a interna, quando se avalia o conteúdo da obra em si, a coerência diante de seus objetivos, se não apresenta falhas lógicas ou de conteúdo; e (b) a externa, quando se contextualiza o autor e a obra, inserindo-os em um quadro referencial mais amplo, seja histórico ou intelectual, mostrando sua contribuição diante de outros autores e sua originalidade.
       Atualmente quase todas as revistas científicas trazem boas seções de resenhas. Sempre é aconselhável ir a uma biblioteca e consultar alguns destes periódicos para observar atentamente como os mais destacados profissionais e pesquisadores da área as elaboram.

      Finalmente, deve-se lembrar que o recensor deve preocupar-se com a obra em sua totalidade, sem perder-se em detalhes e em passagens isoladas que podem distorcer ideias. Deve-se certamente apresentar e comentar pontos específicos, fortes ou fracos do trabalho, mas estes devem ser relevantes. Nada mais deplorável do que uma crítica vazia de conteúdo, sem base teórica ou empírica, que lembre preconceito. Ou elogios gratuitos, que podem parecer corporativismo ou "puxa-saquismo". (Prof. Dr. Pedro Cezar Dutra Fonseca)

Bibliografia:
FRANÇA, Júnia Lessa et alii. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. Belo Horizonte, UFMG, 2000.
SILVA, Rebeca Peixoto da Silva et alii. Redação técnica. 2.ed. Porto Alegre, Formação, 1976.




quinta-feira, 13 de maio de 2010

História da Língua Portuguesa

        O SURGIMENTO
        No século III a.C., os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciou-se assim o processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. Abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. . . A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos.
        No século V da era cristã, a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos ( vândalos, suevos e visigodos). Como possuíam cultura pouco desenvolvida, os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular. Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente.  
Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se.
        As invasões não pararam por aí, no século VIII a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou-se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo. Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes. O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim (romanço). As influências linguísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe: alface, álcool, Alcorão, álgebra, alfândega... Outros: bairro, berinjela, café, califa, garrafa, quintal, xarope...
        Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso.  
        Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península.
        Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foii tomando o contorno do que hoje é Portugal.  
        D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.

        A EXPANSÃO
       Portugal ficou conhecido pelas grandes navegações. No século XV e XVI, através dos movimentos colonialistas e de propagação do catolicismo, espalhou pelo mundo a língua portuguesa. O português era imposto às línguas autóctones como língua oficial ou modificava-se dando origem aos dialetos crioulos. Foi assim que a língua chegou à América, África, Ásia e Oceania.

         O DOMÍNIO ATUAL
       Atualmente, o português é a língua oficial de alguns países (Portugal, arquipélago de Açores e ilha da Madeira, Brasil, Giné-Bissau, Angola, Moçambique, Ilha de São Tomé e Príncipe, arquipélago de Cabo Verde) e em outras regiões é falado por parte da população como um dialeto (Macau, Goa, Damão e Timor).

         PORTUGUÊS NO BRASIL
        No Brasil, a Língua Portuguesa foi trazida no século XVI através do descobrimento. Os indígenas apresentaram grande resistência à imposição da língua dos colonizadores. Além das diversas línguas indígenas, misturaram-se também ao português o espanhol e o francês ( invasões ), as línguas africanas ( tráfico negreiro ) e posteriormente, com a imigração, outras línguas européias ( italiano, alemão e espanhol). A língua também sofreu influência dos veículos de comunicação, com isso absorvemos palavras japonesas, francesas e principalmente inglesas.

domingo, 9 de maio de 2010

A TODAS MAMÃES PARABÉNS

Mãe.. são três letras apenas
As desse nome bendito.
também o Céu tem trễs letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
todo bem que se disser
nunca há de ser tão grande
como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus,
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

Mario Quintana.

sábado, 8 de maio de 2010

A MAIS NOVA AQUISIÇÃO DA BIBLIO

O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cientistas descobrem novas espécies de anfíbios e répteis no Equador

Por: BBC Brasil

Um grupo de cientistas americanos e equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa oeste do Equador.
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Moradores urbanos causam desmatamento no século 21

Por: Scientific American Brasil

No mundo todo, aproximadamente 13 milhões de hectares de florestas perecem sob lâminas ou fogo todos os anos. Esse desmatamento há muito tempo vem sendo causado por fazendeiros que sobrevivem pormeio do corte e queima ou por madeireiros usando novas estradas para invadir florestas virgens. Mas novos dados parecem mostrar que, pelo menos nos primeiros cinco anos do século 21, os grandes blocos de clareiras, que refletem o desmatamento industrial, agora dominam, ao contrário dos esforços de pequena escala que deixam atrás de si faixas longas e estreitas de terra nua.
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ATUALIDADES

Por: Revista Veja

O maior acelerador de partículas do mundo vai reproduzir os fenômenos que sucederam ao Big Bang, a "súbita expansão" inicial do universo.
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Aquecimento Global, terrível realidade

Atualidades Por Robson Moura


No mundo as previsões que eram para aproximadamente daqui a dez anos. Estão se concretizando no nosso dia-a-dia. Os cientistas estão perplexos, pois o Efeito Estufa como um instrumento de diagnóstico tem atingido níveis terríveis e gradativos diante um planeta explorado, sucateado pelos mecanismos de exploração do homem. O que se esperava foi deixado de lado em função de uma economia globalizante ferrenha que aumenta a emissão de gases, ampliando ainda mais esse efeito, transformando nossa atmosfera em uma estufa. Tal fato tem gerado danos climáticos cuja irreversibilidade se torna cada vez mais visíveis, diante do comportamento da natureza.
Baseando-se no relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas - IPCC/Organização Mundial Meteorológica (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA/ONU – Organização das Nações Unidas sobre as mudanças ocorridas no clima do planeta, ainda este ano de 2007, essas emissões atingirão níveis altíssimos. Segundo Flannery - vencedor do prêmio Australiano do Ano, in Reuters:

“O relatório do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) mostrará que os gases do efeito estufa presentes na atmosfera na metade de 2005 haviam atingido uma concentração de cerca de 455 partes por milhão de dióxido de carbono equivalente -- um cenário previsto para instalar-se daqui a 10 anos. "Acreditavamos que chegaríamos a esse limiar em cerca de uma década", desabafou Flannery a imprensa australiana.
"Segundo o relatório, a quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera já está acima do limite e já há a possibilidade de haver mudanças climáticas perigosas." Flannery, da Universidade Macquarie, disse ter visto os dados que integrarão o documento do IPCC. O cientista afirmou que a expansão da economia global, com destaque para a China e a Índia, é um fator de peso por detrás da inesperada aceleração dos níveis de concentração dos gases do efeito estufa.”.

Em dezembro de 2007 o mundo se reunirá mais uma vez em função não só da atuação sobre o metano, hexafluoreto sulfúrico, óxido nitroso, perfluorocarbono, dióxido de carbono e hidrofluorcarbono, para tornar mais abrangente e radical o controle desse problema tão agravante. Esse encontro será na cidade de Bali (Indonésia), com a função de aprimorar e substituir a legislação do Protocolo de Kyoto - em vigor em 16 de fevereiro de 2006, com término em 2012. Pensava-se que esse aumento só daria daqui a dez anos, coisa que não ocorreu, a taxa de CO2 teve uma aceleração muito além do previsto para Flannery:

“‘Vimos uma aceleração imprevista no nível de acumulação de dióxido de carbono. Superou os limites projetados, para além do pior cenário possível pensado em 2001, e alguns dos outros gases se produziram em uma escala maior do que o imaginado’; ‘O que o estudo estabelece é que a quantidade de gases poluentes na atmosfera superou o limite no qual podem causar mudanças climáticas perigosas’; ‘Caso tivesse que resumir, o que diz (o estudo) é que já enfrentamos um risco inaceitável de mudança climática perigosa e precisamos adotar ações de maneira ainda mais urgente’.”

Esse efeito de aquecimento tem descongelado o Oceano Ártico, que ficou agora sobre a mirra de inescrupulosos e seus projetos de ocupação em função dos interesses financeiros na exploração turística, da navegação comercial e dos seus recursos naturais. Imaginem mais de 14 milhões de quilômetros quadrados - Comissão dos Limites da Plataforma Continental (CLPC), banhando as costas da Europa, da Ásia e da América. Seu poder estratégico fica também visível ao Sul sua comunicação com o Oceano Atlântico com o mar de Barents, sem falar do estreito de Fram. Ao oeste limita-se com o Oceano Pacífico, através do Estreito de Bering. A cobiça humana cada vez mais valorizando os interesses individuais em função do coletivo. “De acordo com o Grupo Intergovernamental de Estudos sobre Mudança Climática (Giec), a temperatura média na região aumentou duas vezes mais nos últimos 100 anos do que a média mundial”.

Esses jogos de interesses e ocupação exploratórios vêm contribuindo para o Aquecimento desordenado do planeta, conhecido como Aquecimento Global – que apresenta o aumento da temperatura média dos oceanos, do ar perto da superfície do nosso planeta. Há décadas esses dados são coletados e o mais recentes confirmam esse aquecimento desordenado, que poderá contribuir para a nossa extinção.

O Planeta está sendo tão explorado que os fenômenos naturais do planeta se acirraram como se vê na sociedade da indústria e da tecnologia, ainda somos frágeis diante das variação solares, abalos sísmicos mais intensos do que o normal para determinadas regiões do planeta, alterações na natureza diante da exploração dos minerais subterâneos, Poluição pela emissão de gases. Tudo tem aumentado gradativamente a temperatura da terra.

A preocupação é tremenda, a ponto de todas as sociedades e comunidades científicas, incluindo todas as academias científicas nacionais dos principais países industrializados se aliarem contra essa terrível realidade. Segundo IPCC, o clima aumentará no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. Apesar dos estudos a situação ainda é mais agravante, esperasse que o aumento do aquecimento global do planeta e “o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos”.

Essa capacidade calorífica é verificada através de dados colhidos em estações meteorológicas de medição de temperaturas nas bases do oceano, em vários pontos urbanos, por satélites e até mesmo em navios oceanográficos do governo, de projetos particulares e de Universidades. É feita uma triagem, corrigindo possibilidades de erros, combinados com os dados de variadas localidades para se chegar a uma previsão segura.

O Aquecimento Global têm modificado os fenômenos e a geografia do nosso planeta causando:

1. Aumento da temperatura, derretimento das calotas polares e nível dos oceanos com possibilidade de desaparecimento de várias cidades costeiras;
2. Aumento da temperatura destruindo vários ecossistemas com a extinção de espécies e aumento das regiões desérticas;
3. Aumento do desmatamento e as queimadas no Brasil e África também contribuem para esse caos;
4. Aumento da temperatura provocando tufões, furacões e ciclones em locais antes não ocorridos;
5. Aumento da temperatura com maior evaporação das águas dos oceanos, aumentando a força das variações climáticas e conseqüentemente as catástrofes climáticas;
6. Aumento das Ondas de calor no verão europeu, que era ameno provocando mortes de idosos e crianças.

Acredita-se que na cidade de Bali os organismos internacionais, cumpram realmente seus papéis, tomando decisões mais radicais no sentido de conter o avanço da destruição de nosso habitat natural. Punindo com maior veemência toda nação que tiver um projeto de desenvolvimento voltado a responsabilidade com o Meio Ambiente.

* http://br.noticias.yahoo.com/foto/09102007/5/foto/fotos-noticias-mundo-trabalhador-caminha-perto-industria-quimica.html acesso em 09/10/2007.
* http://br.noticias.yahoo.com/foto/02082007/71/foto/fotos-noticias-saude-imagem-satelite-obtida-pela-nasa-mostra-concentra.html acesso em 09/10/2007.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Instrumental_Temperature_Record.png acesso em 21/10/2007.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global acesso em 21/10/2007 as 11:35; http://www.suapesquisa.com/geografia/aquecimento_global.htm acesso em 21/10/2007 às 11:35.
* http://veja.abril.uol.com.br/idade/exclusivo/241007/sumario.shtml foto acesso em 21/10/2007.

sábado, 24 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro



Apesar do surgimento de tantas novas tecnologias, o livro ainda permanecerá muito tempo entre nós, apesar de muitos alardearem sua futura "aposentadoria". Ele ainda é a forma mais democrática e acessível de conhecimento, se considerarmos a população mundial como um todo. E, há lugar para todos, felizmente!

O dia-homenagem foi instituído pela Unesco em 1996. Ele é celebrado em cerca de 100 países, e mobiliza uma vasta rede internacional de editores, livreiros, bibliotecários, associações de autores, tradutores e muitos outros amigos da causa do livro e da leitura. É importante que se tome consciência dos benefícios econômicos, morais e cívicos da leitura, para que os indivíduos possam engajar-se na luta por um mundo melhor.

A escolha do dia deve-se ao fato que vários escritores consagrados, como Miguel de Cervantes, William Shakespeare, Vladimir Nabokov e Josep Pla, nasceram ou morreram em um 23 de abril.

O acesso à herança cultural através do livro possibilita o enraizamento do sujeito na comunidade, por dar-lhe suporte e coesão de idéias. O sentido comunitário do livro deve ser visto como prioritário, principalmente na educação das crianças, futuros cidadãos. Como em toda construção, o livro é um alicerce importantíssimo a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

"O livro constitui um meio fundamental para conhecer os valores, os saberes, o senso estético e a imaginação humana. Como vetores de criação, informação e educação, permitem que cada cultura possa imprimir seus traços essenciais e, ao mesmo tempo, ler a identidade de outras. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é ao mesmo tempo fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente do desenvolvimento"

Fonte: Unesco






terça-feira, 13 de abril de 2010

Tumbas - Antiguidades do século 3 a.C são encontradas no Egito

Sarcófago com uma mulher mumificada e adornada com joias foi encontrado no oásis de Bahariya, a 375 quilômetros ao sul do Cairo, no Egito. Arqueólogos egípcios descobriram 14 tumbas históricas em um cemitério que data do século 3 a.C.
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Handout/Egyptian Supreme Council/Reuters

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cientistas identificam um possível ancestral do homem na África do Sul

Jonathan Amos
da BBC News

Um cientista da universidade de Witwatersrand, na África do Sul, anunciou ter descoberto fósseis de duas criaturas hominídeas com mais de dois milhões de anos, que poderiam ser o elo entre espécies mais antigas e as mais modernas, conhecidas como Homo, entre as quais está a de pessoas atuais.

Lee Berger afirmou à BBC que a descoberta, nas cavernas de Malapa, perto de Joanesburgo, foi feita por acaso em 2008, quando ele e o filho de 9 anos passeavam no local, identificado como um potencial sítio arqueológico graças a uma aplicativo do Patrimônio Histórico Mundial acoplado ao programa Google Earth.

A descoberta do Australopithecus sediba foi publicada na última edição da revista científica "Science", e os cientistas que assinam o artigo dizem que os esqueletos preenchem uma brecha importante no desenvolvimento das espécies hominídeas.

"Eles estão no ponto em que acontece a transição de um primata que anda sobre duas pernas para, efetivamente, nós", disse Berger.

"Acho que provavelmente todos estão conscientes de que este período, entre 1,8 milhão a 2 milhões de anos atrás, é um dos mais mal representados em toda a história fóssil dos hominídeos. Estamos falando de um registro muito pequeno, um fragmento."
Sepultamento rápido

Muitos cientistas veem os australopitecos como ancestrais diretos do Homo, mas a localização exata do A. sediba na árvore genealógica humana vem causando polêmica. Alguns acreditam que os fósseis podem ter sido da espécie Homo.

O que se sabe é que as criaturas de Malapa viveram às vésperas do domínio da espécie Homo. Inclusive, alguns esqueletos encontrados na África Oriental atribuídas a espécies de Homo seriam até um pouco mais antigos que as novas descobertas.

Mas o A. sediba apresenta uma mistura de detalhes e características como dentes pequenos, nariz proeminente, pélvis muito avançada e pernas longas semelhantes às que temos atualmente.

No entanto, a espécie tinha braços muito longos e um crânio pequeno que lembra o das espécies Australopithecus, muito mais antigas, à qual Berger e seus colegas associaram a descoberta.

Os ossos foram encontrados a cerca de um metro uns dos outros, o que indicaria que eles morreram na mesma época ou pouco tempo depois do outro.

Os especialistas dizem que os fósseis podem até ser de mãe e filho e que é razoável presumir que pertenciam ao mesmo bando.

Não se sabe se eles moravam no complexo de cavernas em Malapa ou se acabaram presos por ali, depois que ter sido arrastados para um lago ou piscina subterrâneos, talvez durante uma tempestade.

Os ossos dos dois espécimes foram depositados perto de outros animais mortos, entre eles um tigre dente-de-sabre, um antílope, ratos e coelhos. O fato de nenhum dos corpos ter sinais de ter sido comido por outros animais indica que morreram e foram sepultados repentinamente.

"Achamos que deve ter havido algum tipo de calamidade na época que tenha reunido todos esses fósseis na caverna, onde ficaram presos e, finalmente, sepultados", afirmou o professor Paul Dirks, da universidade James Cook, na Austrália.

Todos os ossos ficaram preservados em sedimentos clásticos calcificados que se formam no fundo de poças d'água.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Daqui a cinqüenta anos...

O diploma não será mais importante: teremos faculdades de medicina, engenharia e direito
O diploma não será mais importante: teremos faculdades de medicina, engenharia e direito. As outras sumirão do mapa, porque as atuais gerações estão se dando conta de que não adianta muito se formar em universidade, e trabalhar em algo que nada tem a ver com o que se estudou. Continuarão a existir o primeiro e segundo grau.

As tribos voltarão: um grande teórico de comunicação, Marshall Mcluhan, falou certa vez que o mundo seria uma aldeia global, onde todos seguiriam mais ou menos as mesmas regras. Não previu um mecanismo chamado internet, que permite as pessoas de se organizarem de acordo com seus gostos e afinidades. O Estado pode continuar existindo, mas as pessoas criarão nações virtuais.

O êxodo será da cidade para o campo: a cidade grande, vestígio de uma época onde meios de comunicação e prestação de serviços eram bastante limitados, irá perder sua função. Os melhores salários serão dos carpinteiros, artesões, e não dos sociólogos ou psicólogos. Os serviços (bancos, compras etc) serão prestados por empresas virtuais.

A idéia do sucesso mudará: será mais bem-sucedido o que aproveita melhor o seu dia, e não o mais rico. A vida será muito mais simples: voltaremos às coisas gostosas, baratas, e eventualmente grátis - como uma bela paisagem, uma ida ao mercado da cidadezinha local. Na volta da feira, poderemos ler jornais ou ver informativos em qualquer lugar do mundo, graças à tecnologia. Ela nos ajudará a manter contato com nossa tribo espalhada pelo planeta.

A intuição será considerada tão importante quanto à lógica: o ser humano, depois de muito relutar, vai começar a desenvolver seu potencial desconhecido.

A Deusa ganhará terreno: não bastam cinqüenta anos para que a idéia da Grande Mãe seja colocada no mesmo patamar que a do Pai - que atualmente domina os sistemas religiosos. Mas já haverá menos preconceito a respeito, e possivelmente a Igreja Católica estará se preparando para permitir ordenação de mulheres.

O fundamentalismo estará no seu auge: justamente por causa dos dois itens anteriores, a reação nesta altura será violenta. Todas as religiões irão mobilizar seus fiéis contra reformas, e isso provocará muito sofrimento. Mas faz parte do processo. Acima, quando falei de um mundo novamente tribal, penso que as tribos mais importantes serão as compostas pelas religiões tradicionais.

A xenofobia do Estado estará perdendo terreno: xenofobia é a "aversão a pessoas e coisas estrangeiras". Hoje em dia, nos países do primeiro mundo, há um pavor do imigrante, com mão de obra mais barata e cultura diferente. Nos próximos anos, assistiremos o aumento de leis impedindo imigração, dificultando vistos, etc. Mas estas tribos já estão instaladas, e apesar de todas as leis, terminarão por vencer a xenofobia do Estado.

Das três religiões monoteístas, o Islã será a mais forte: não quero entrar em discussões políticas aqui, mas logo no início da Era Cristã se formaram duas correntes derivadas do pensamento de Jesus. Uma dizia que sua mensagem dependia da aceitação voluntária de cada um. A outra afirmava a necessidade de uma hierarquia, e estimulava o martírio como uma forma de mostrar a importância da conversão.

Ganhou a corrente que estimulava o martírio - todos nós, católicos, aprendemos a importância do exemplo dada pelos cristãos apedrejados ou jogados às feras nos circos romanos. Hoje em dia, infelizmente, a idéia do martírio voltou à tona, através dos fundamentalistas islâmicos.

Apesar da diferença (sacrifício de inocentes X assassinato de inocentes), a noção do martírio é mais forte, e irá se impor. Haverá mais línguas, e uma língua franca: quem visitar a Espanha daqui a cinqüenta anos, verá que na Catalunha só se falará catalão, e no País Vasco, euskera.

Isso vale para todos os países: as línguas regionais proliferarão como uma maneira de se manter a identidade cultural das tribos. Entretanto, haverá um idioma que permitirá que as tribos se comuniquem entre si - e porque estava junto do nascimento da internet, a língua franca será o inglês, mesmo que em 2055 o chinês seja majoritário.

Estou com 58 anos, e não me vejo chegando até os 108. Entretanto, se algum jovem achar interessante, por favor, recorte esta coluna, e confira: não estarei aqui para receber vaias ou aplauso
PAULO COELHO.


Caros internautas:
Fica aqui uma pergunta:
Na sua opinião o autor do texto está certo?
Nadir...

terça-feira, 6 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

GÊNEROS LITERÁRIOS

A literatura começou a existir no Brasil através da colonização européia pelos portugueses. Até então, a literatura portuguesa, formada e influenciada pela literatura greco-romana, seguia a tradição da divisão padronizada dos gêneros literários, a qual se fundamentou nos dias de hoje por meio do filósofo Aristóteles. Esta separação facilita a identificação das características temáticas e estruturais das obras, sejam elas em prosa ou em verso. Logo, quanto ao conteúdo (tema) e estrutura, podemos enquadrar as obras literárias nos gêneros literários seguintes:

• Épico: é a narrativa com temática histórica; são os feitos heróicos de um determinado povo. O narrador conta os fatos passados, apenas observando e relatando os feitos objetivamente, sem interferência, o que faz a narrativa ser objetiva.
• Dramático: é o gênero ligado diretamente à representação de um acontecimento por atores.
• Lírico: gênero essencialmente poético, que expõe a subjetividade do autor e diz ao leitor do estado emocional do “eu-lírico”.



GÊNERO DRAMATICO

A palavra “drama” vem do grego e significa “ação”, logo, é um acontecimento ou situação com intensidade emocional, a qual pode ser representada. No sentido literário, falar de drama é falar de teatro. Este gênero começou com a encenação em cultos a divindades gregas. A princípio os gregos abordavam apenas dois tipos de peças teatrais: a tragédia e a comédia. Algumas peças são bastante conhecidas e lidas até hoje, por serem marcos da dramaturgia da época: Prometeu acorrentado de Ésquilo; Édipo-rei e Electra de Sófocles; Medéia de Eurípedes e Menandro de Antífanes.

Neste estilo literário o narrador conta a história enquanto os atores encenam e dialogam através das personagens. Quanto aos estilos literários, esta modalidade literária compreende:

• Tragédia: representação de um fato trágico que causa catarse a quem assiste, ou seja, provoca alívio emocional da audiência.

• Comédia: representação de um fato cômico, que causa riso.

• Tragicomédia: é a mistura de elementos trágicos e cômicos.

• Farsa: peça teatral de caráter puramente caricatural, de crítica à sociedade, porém, sem preocupação de questionamento de valores.


GÊNERO ÉPICO

A palavra “épos” vem do grego e significa “versos” e, portanto, o gênero épico é a narrativa em versos que apresenta um episódio heróico da história de um povo. Na estrutura épica temos: o narrador, o qual conta a história praticada por outros no passado; a história, a sucessão de acontecimentos; as personagens, em torno das quais giram os fatos; o tempo, o qual geralmente se apresenta no passado e o espaço, local onde se dá a ação das personagens.

Neste gênero, geralmente, há presença de figuras fantasiosas que ajudam ou atrapalham no curso dos acontecimentos. Quando as ações são narradas por versos, temos o poema épico ou epopéia. Dentre as principais epopéias, temos: Ilíada e Odisséia.

As obras Ilíada e Odisséia são obras atribuídas ao poeta greco-romano Homero, o qual teria vivido por volta do século VIII a. C.. A primeira trata-se da história do último ano da Guerra de Tróia entre gregos e troianos. Quando os troianos seqüestram a princesa Helena, os gregos articulam um plano de resgatá-la por intermédio de um grande cavalo de madeira, chamado de Tróia, o qual é levado à cidade de mesmo nome como presente.

Durante a madrugada, os soldados gregos que estavam dentro da barriga daquele animal madeirado atacam a cidade. Esta obra está dividida em 24 cantos e é composta de versos hexâmetros dactílicos (verso composto de seis sílabas poéticas, com sílabas variadas em uma sílaba longa e duas breves), formato tradicional do período épico grego. Este poema influenciou a era clássica na Grécia e também no Império Romano e permanece como uma das obras mais importantes de toda literatura mundial até os dias de hoje.

A segunda obra trata-se do retorno dos gregos, os quais estavam em Tróia, de volta à Grécia, e é focada na história de Ulisses, personagem principal deste poema. Durante a viagem, Ulisses passa por diversas aventuras e enfrenta personagens mitológicos, como o Ciclope.


GÊNERO NARRATIVO

O termo “narrar” vem do latim “narratio” e quer dizer o ato de narrar acontecimentos reais ou fictícios. Na Antigüidade Clássica, os padrões literários reconhecidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o passar dos anos surgiu dentro do gênero épico a variante: gênero narrativo, a qual apresentou concepções de prosa com características diferentes, o que fez com que surgissem divisões de outros gêneros literários dentro do estilo narrativo: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábula. Porém, praticamente todas as obras narrativas possuem elementos estruturais e estilísticos em comum e devem responder a questionamentos, como: quem?, que? quando? onde? por quê? Vejamos a seguir:

• Narrador: é o que narra a história, pode ser onisciente (terceira pessoa, observador, tem conhecimento da história e das personagens, observa e conta o que está acontecendo ou aconteceu) ou personagem (em primeira pessoa; narra e participa da história e, contudo, narra os fatos à medida em que acontecem, não pode prever o que acontecerá com as demais personagens).

• Tempo: é um determinado momento em que as personagens vivenciam as suas experiências e ações. Pode ser cronológico (um dia, um mês, dois anos) ou psicológico (memória de quem narra, flash-back feito pelo narrador).

• Espaço: lugar onde as ações acontecem e se desenvolvem.

• Enredo: é a trama, o que está envolvido na trama que precisa ser resolvido, e a sua resolução, ou seja, todo enredo tem início, desenvolvimento, clímax e desfecho.

• Personagens: através das personagens, seres fictícios da trama, se encadeiam os fatos que geram os conflitos e ações. À personagem principal dá-se o nome de protagonista e pode ser uma pessoa, animal ou objeto inanimado, como nas fábulas.

O que vimos foram os recursos que os estilos narrativos têm em comum, agora vejamos cada um deles e suas características separadamente:

• Romance: é uma narrativa longa, geralmente dividida em capítulos, possui personagens variadas em torno das quais acontece a história principal e também histórias paralelas a essa, pode apresentar espaço e tempo variados.

• Novela: é um módulo mais compilado do romance e também mais dinâmico, é dividida em episódios, são contínuos e não têm interrupções.

• Conto: é uma narrativa curta que gira em torno de um só conflito, com poucos personagens.

• Crônica: é uma narrativa breve que tem por objetivo comentar algo do cotidiano; é um relato pessoal do autor sobre determinado fato do dia-a-dia.


GÊNERO LÍRICO

O termo “lírico” vem do latim (lyricu) e quer dizer “lira”, um instrumento musical grego. Durante o período da Idade Média os poemas eram cantados, quando separados letra e ritmo o poema foi dividido por métricas (a medida de um verso, definida pelo número de sílabas poéticas). A combinação de palavras, aliterações e rima, por exemplo, foram cultivadas pelos poetas como forma de manter o ritmo musical. Logo, essa é a origem da métrica e da musicalidade na poesia. A temática lírica geralmente envolve a emoção, o estado de alma, os pensamentos, os sentimentos do eu-lírico, e também os pontos de vista do autor e, portanto, é inteiramente subjetiva.
Este gênero é geralmente expresso pela poesia, contudo, não é toda poesia que pertence ao gênero referido, já que dependerá dos elementos literários inseridos na mesma.

Quanto à forma, da Idade Média aos dias de hoje, o estilo de poema que permaneceu com intensidade foi o soneto, poesia rimada, composta por quatorze versos, dois quartetos e dois tercetos, com métrica composta de versos decassílabos (dez sílabas) e versos alexandrinos (12 sílabas).

Quanto ao conteúdo, predominantemente subjetivo, destacam-se:

• Elegia – vem do grego e significa “canto triste”; poesia lírica que expressa sentimentos tristes ou morte. Um exemplo freqüente é “O cântico do calvário” de Fagundes Varela.

• Idílio e écloga – são poemas breves com temática pastoril. A écloga, na maioria das vezes, apresenta diálogo.

• Epitalâmio – na literatura grega é um poema de homenagem aos noivos no momento do casamento. Logo, é uma exaltação às núpcias de alguém.

• Ode ou hino – derivam do grego e significa “canto”. Ode é uma poesia que exalta algo e hino que glorifica a pátria.

• Sátira – poesia que ridiculariza os defeitos humanos ou determinadas situações.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

LITERATURA

O Barroco começa a partir do ano de 1600 e todas as manifestações entre essa data e 1700 estão inseridas em um contexto assimétrico e rebuscado das obras barrocas. Segundo alguns autores, a palavra “barroco” deriva da palavra “verruca” do latim, que significa elevação de terreno em superfície lisa. Toda pedra preciosa que não tinha forma arredondada era chamada de barrueca. Logo após, toda e qualquer coisa que possuía forma bizarra, que fugia do normal, era chamada de baroque. O poeta italiano Giosuè Carducci foi quem, em 1860, adjetivou o estilo da época dos Seiscentos, referindo-se às manifestações artísticas ocorridas a partir do ano de 1600, como sendo barroco. Então, apesar de não possuir características unânimes em todas as obras, o barroco passou a ser a denominação dos artistas e escritores da referida época.


O Barroco ou Seiscentismo teve início em Portugal com a unificação da Península Ibérica, fato que acarreta ao período intensa influência espanhola, e também faz surgir outra denominação para o período, Escola Espanhola. No Brasil, o Barroco teve início em 1601, com a publicação do poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira, o qual introduz em definitivo o modelo da poesia camoniana na literatura brasileira.


Portugal estava em decadência nos últimos vinte e cinco anos do século XVI, o comércio tornava Lisboa a capital da pimenta, no entanto, a agricultura estava abandonada e as colônias portuguesas, inclusive o Brasil, não deram riquezas imediatas. Pouco tempo depois, com o desaparecimento de D. Sebastião, Filipe II da Espanha consolidou a unificação da Península Ibérica, o que possibilitou e favoreceu o avanço da Companhia de Jesus em nome da Contra-Reforma, o que ocasionou a permanência de uma cultura praticamente medieval na península, enquanto o restante da Europa vivia as descobertas científicas de Galileu, Kepler e Newton, por exemplo.


É durante este quadro cultural europeu que o estilo Barroco surgiu, em meio à crise dos valores renascentistas, ocasionada pelas lutas religiosas e dificuldades econômicas. O contexto assimétrico e rebuscado do barroco, citado anteriormente, é reflexo do conflito do homem entre as coisas terrenas e as coisas celestiais, o homem e Deus, antropocentrismo (homem no centro) e o teocentrismo (Deus no centro), pecado e o perdão, enfim, constantes dicotomias.


No Barroco podemos classificar dois estilos literários: O Cultismo e o Conceptismo.

BARROCO


• Cultismo – caracterizado pela linguagem culta, rebuscada, ligado à forma, jogo de palavras, com influência do poeta espanhol Luís de Gôngora, e por isso, chamado também de Gongorismo.


• Conceptismo – caracterizado pelo jogo de idéias, ligado ao conteúdo, raciocínio lógico, com influência do espanhol Quevedo, e por isso, chamado também de Quevedismo.


No Barroco brasileiro destacam-se os autores: Padre Antônio Vieira com suas obras de profecias, cartas e sermões e Gregório de Matos Guerra, essencialmente poético.



CONCRETISMO

O Concretismo surge na Europa, por volta de 1917, na tentativa de se criar uma manifestação abstrata da arte.

A busca dos artistas era incorporar a arte (música, poesia, artes plásticas) às estruturas matemáticas geométricas. A intenção deste movimento concreto era desvincular o mundo artístico do natural e distinguir forma de conteúdo.

Para os concretistas a arte é autônoma e a sua forma remete às da realidade, logo, as poesias, por exemplo, estão cada vez mais próximas das formas arquitetônicas ou esculturais. As artes visuais não figurativas começam a ser mais evidentes, a fim de mostrar que no mundo há uma realidade palpável, a qual pode ser observada de diferentes ângulos.

Por volta de 1950, a concepção plástica da arte chega ao Brasil através do suíço Max Bill: artista, arquiteto, designer gráfico e de interiores. Bill é o responsável por popularizar as concepções da linguagem plástica no Brasil com a Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956.

As características gerais do concretismo na literatura são: o banimento do verso, o aproveitamento do espaço do papel, a valorização do conteúdo sonoro e visual, possibilidade de diversas leituras através de diferentes ângulos.




ARCADISMO

O Arcadismo se inicia no início do ano de 1700 e por isso recebe o nome também de Setecentismo, ou ainda neoclassicismo. Esta última denominação surgiu do fato dos autores do período imitarem, não de uma forma pura, mas alguns aspectos da antigüidade greco-romana ou o chamado Classicismo, e também os escritores do Renascimento, os quais vieram logo após a idade clássica. O classicismo compreende a época literária do Renascimento, no qual o homem tem a visão antropocêntrica do mundo, ou seja, o homem como centro de todas as coisas. Os renascentistas prezavam as obras clássicas, já que tinham a convicção de que a arte tinha alcançado sua perfeição. Assim como os renascentistas, os escritores árcades pretendiam retomar o estilo clássico, contudo com uma nova maneira, denominada de Neoclássica, de observar as considerações artísticas abordadas naquele período, como a razão e a ciência, conceitos oriundos do Iluminismo.



O Iluminismo é determinado pela revolução intelectual ocasionada por volta dos séculos XVII e XVIII, o qual trazia como lema: liberdade, igualdade e fraternidade, o que influenciou os pensamentos artísticos da época na Europa, e principalmente a Revolução Francesa, a independência das colônias inglesas da América Anglo-Saxônica e no Brasil, a Inconfidência Mineira.



O novo modo de analisar a cientificidade e a racionalidade da época árcade fugia das convenções artísticas da época, já que os escritores retomam as características clássicas, como: bucolismo (busca de uma vida simples, pastoril), exaltação da natureza (refúgio poético, em oposição à vida urbana), pacificidade amorosa (relacionamentos tranqüilos), a mitologia pagã, clareza na escrita com utilização de períodos curtos e versos sem rima. Os poetas árcades são freqüentemente citados como fingidores poéticos, pois escrevem sobre temas que não correspondem com a realidade do período histórico, visto anteriormente.



Um dos principais escritores árcades foi o poeta latino Horácio, que viveu entre 68 a.C. e 8 a.C., e foi influenciador do pensamento do “carpe diem”, viver agora, desfrutar do presente, adotado pelo Arcadismo e permanente até os dias de hoje.
Os principais autores do Arcadismo brasileiro são: Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e Santa Rita Durão.


PARNASIANISMO

O Parnasianismo surgiu na França em oposição às escolas literárias Realismo e Naturalismo, opondo-se à prosa, já que foi um movimento essencialmente poético.



A escola teve influência da doutrina “arte pela arte” apresentada por Théophile Gautier, poeta e crítico literário francês, ainda no período do Romantismo.
A teoria da “arte pela arte” ressalta o belo e o refinamento através da autonomia da arte alheia à realidade.



O nome da escola vem do termo grego “Parnassus”, o qual indica o lugar mitológico onde as musas moravam.



A denominação da escola literária se deve também à primeira publicação parnasiana, intitulada “Le parnasse contemporain”, a qual apresenta as seguintes características: linguagem descritiva, formas clássicas (rima, métrica), indiferença. Os fundamentos parnasianos retomaram a perfeição formal almejada pela Antiguidade clássica.



As características do Parnasianismo são completamente opostas às realistas-naturalistas. Vejamos:


Arte pela arte: sem influências da realidade nas formas ou conteúdos.

Objetividade: em oposição ao sentimentalismo exacerbado.

Culto da forma: ao contrário do descuido formal dos românticos

Impessoalidade: negação ao sentimentalismo romântico.

Racionalismo: surge a poesia de meditação, filosófica.

Visão carnal do amor: em oposição à visão espiritual dos românticos. Vênus é citada como modelo de mulher.


Além dos aspectos expostos acima, podemos citar o universalismo temático, o qual generaliza a temática, aborda temas universais em oposição ao individualismo dos romancistas.


MODERNISMO

O Modernismo teve início em meio à fortalecida economia do café e suas oligarquias rurais. A política do “café-com-leite” ditava o cenário econômico, ilustrado pelo eixo São Paulo - Minas Gerais. Contudo, a industrialização chegava ao Brasil em conseqüência da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e ocasionou o processo de urbanização e o surgimento da burguesia.



O número de imigrantes europeus crescia nas zonas rurais para o cultivo do café e nas zonas urbanas na mão-de-obra operária.
Nesta época, São Paulo passava por diversas greves feitas pelos movimentos operários de fundamentação anarquista.



Com a Revolução Russa, em 1917, o partido comunista foi fundado e as influências do anarquismo na sociedade ficavam cada vez menos visíveis. A sociedade paulistana estava bastante diversificada, formada por “barões do café”, comerciantes, anarquistas, comunistas, burgueses e nordestinos refugiados na capital.



O Modernismo tem seu marco inicial com a realização da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. O grupo de artistas formado por pintores, músicos e escritores pretendia trazer as influências das vanguardas européias à cultura brasileira. Estas correntes européias expunham na literatura as reflexões dos artistas sobre a realidade social e política vivida. Por este motivo, o movimento artístico “Semana de Arte Moderna” quis trazer a reflexão sobre a realidade brasileira sócio-política do início do século XX.



REALISMO

O Realismo surge em meio ao fracasso da Revolução Francesa e de seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A sociedade se dividia entre a classe operária e a burguesia. Logo mais tarde, em 1848, os comunistas Marx e Engels publicam o Manifesto que faz apologias à classe operária.



Uma realidade oposta ao que a sociedade tinha vivido até aquele momento surgia com o progresso tecnológico: o avanço da energia elétrica, as novas máquinas que facilitavam a vida, como o carro, por exemplo. As correntes filosóficas se destacam: o Positivismo, o Determinismo, o Evolucionismo e o Marxismo.



Contudo, o pensamento filosófico que exerce mais influência no surgimento do Realismo é o Positivismo, o qual analisa a realidade através das observações e das constatações racionais.


Dessa forma, a produção literária no Realismo surge com temas que norteiam os princípios do Positivismo. São características deste período: a reprodução da realidade observada; a objetividade no compromisso com a verdade (o autor é imparcial), personagens baseadas em indivíduos comuns (não há idealização da figura humana); as condições sociais e culturais das personagens são expostas; lei da causalidade (toda ação tem uma reação); linguagem de fácil entendimento; contemporaneidade (exposição do presente) e a preocupação em mostrar personagens nos aspectos reais, até mesmo de miséria (não há idealização da realidade).


A literatura realista surge na França com a publicação de Madame Bovary de Gustave Flaubert, e no Brasil com Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, em 1881.



ROMANTISMO

O Romantismo foi marcado por dois acontecimentos históricos importantes: as Revoluções Industrial e Francesa. A vida social estava dividida: a burguesia industrial e o surgimento da classe operária, os proletariados.



A burguesia ganhava poder e o capitalismo se desenvolvia cada vez mais, enquanto os impérios feudais e a aristocracia que dependia deles encontrava-se em situação de calamidade. Era o fim do absolutismo na Europa, causado pelos dois movimentos revolucionários, citados anteriormente, e o início da industrialização, que se espalhou por toda Europa.

O ideal da Revolução Francesa de liberdade, igualdade e fraternidade alcançou a América Latina e foi um marco para um período de independência nas colônias da Espanha e Portugal. Assim, temos as independências de: Paraguai, Argentina, Venezuela, Chile, Equador, Peru, México, Brasil, América Central, Bolívia e Uruguai.



Já na literatura, a fase romântica rompe com a tradição clássica, imposta pelo período árcade, e apresenta novas concepções literárias, dentre as quais podemos apontar: a observação das condições do estado de alma, das emoções, da liberdade, desabafos sentimentais, valorização do índio, a manifestação do poder de Deus através da natureza acolhedora ao homem, a temática voltada para o amor, para a saudade, o subjetivismo.



Os principais autores românticos no Brasil são:



• Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire, Fagundes Varela, Castro Alves, Sousândrade.


• Prosa: Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar.


SIMBOLISMO

O precursor do Simbolismo é o francês Charles Baudelaire com a publicação de “As Flores do Mal”, em 1857. O Simbolismo surgiu em meio à divisão social entre as classes burguesa e a proletária, as quais surgiram com o avanço tecnológico advindo da Revolução Industrial.



O mundo estava em processo de mudanças econômicas, enquanto o Brasil passava por guerras civis como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada, nos anos compreendidos entre 1893 a 1895.



Há um clima de grande desordem social, política e econômica nesse período de transição do século XIX para o século XX. As potências estão em guerra pelo poderio econômico dos mercados consumidores e dos fornecedores de matéria-prima, ao passo que no Brasil eclodiam as revoltas sociais.



O Simbolismo é a estética literária do final do século XIX em oposição ao Realismo e teve início no Brasil em 1893, com a publicação de “Missal” e “Broquéis”, obras de autoria de Cruz e Sousa. Teve seu fim com a Semana de Arte Moderna, que foi o marco do início do Modernismo.



O Simbolismo não é considerado uma escola literária, já que nesse período havia três manifestações literárias em confronto: o Realismo, o Simbolismo e o Pré-Modernismo.



Podemos diferenciar a estética poética simbólica da parnasiana, bem como da realista, no quesito de temas abordados: negação do materialismo, cientificismo e racionalismo do período do Realismo, busca ao interior do homem, da sua essência, uso de sinestesias, aliterações, musicalidade, além das dicotomias alma e corpo, matéria e espírito.



No período do Simbolismo podemos destacar os escritores Eugênio de Castro e Cruz e Souza.



Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola