terça-feira, 3 de novembro de 2009

Consciencia Negra

Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil



Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.

Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.

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HISTORIA DA CAPOEIRA

O Surgimento
O surgimento da Capoeira no Brasil foi devido as condições em que
os escravos eram obrigados a viver , condições que muitas vezes os levavam a morte.A cultura africana sofre modificações face à nova realidade e toda a revolta de um povo vai se moldando a ansia de liberdade , surge então a capoeira uma luta em forma de dança que tornou realidade um sonho chamado de liberdade.
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RELIGIOSIDADE AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: IDENTIDADE E ORIGINALIDADE

As práticas mágico-religiosas são os fenômenos por meio dos quais os homens entram em contato com entidades sobrenaturais, espíritos, deuses e ancestrais. Esse era um aspecto central da vida dos africanos e que passou a ser também na vida de seus descendentes. De acordo com a cosmologia iorubá, cada orixá influencia ou rege os diversos domínios da vida e da natureza.

Nas culturas africanas e afro-americanas tanto a magia – crença na possibilidade de interferir na vida material por meio do uso de forças sobrenaturais -, quanto a religião, que remete a sistemas filosóficos, orientações/especulações do espírito e da fé, são duas concepções que se inter-relacionam formando um sistema de explicação das coisas deste mundo e do sobrenatural, que possibilitam uma vida mais integrada. Na religião dos orixás existe uma associação mágica que articula as ações humano-naturais com as forças sobrenaturais.

No Brasil, um conjunto de práticas e crença mágico-religiosas de matrizes africanas deram aos candomblés, cujas primeiras referencias literárias aparecem no século XIX. O termo candomblé pertence à língua banto, mas no Brasil se refere aos cultos religiosos de origem iorubá e daomeana.
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África e Ancestralidade

SOBRE A ANCESTRALIDADE A O AFRICANO TRADICIONAL



m muitas sociedades africanas o veneração ancestral é um dos princípios tradicionalmente central e básico mesmo nos cultos contemporâneos.

O culto ancestral africano é enraizado profundamente no mundo tradicional africano.

Dinamismo e vitalismo, compreendido de uma maneira existencial, concreta e afetiva e de aproximação. A realidade é vista e julgada especialmente em seus aspectos dinâmicos relacionados próximos à vida, o mais real e valioso concedido para cada ser. Dando a ênfase a fecundidade, a vida e a identificação entre o ser e o poder ou força vital.

Certamente, o ideal africano dessa cultura é a coexistência de uma existência de uma força vital relacionada com o mundo e o universo. Sobretudo as forças do Deus, que dá a existência e o aumento do poder a todos. Vêm em seguida os mortos, que são dotados com poderes especiais, que vivem uma hierarquia de acordo com seu poder. As maneiras diferentes de ser são distinguidas por suas modalidades e grau de participação de força suprema (deus) e em forças superiores de outros seres “espirituais”

A força, a alma, a vida e a palavra são conectadas próximas um com o outro. A palavra é o princípio da vida, excelência vital do par da força (da força do nome, do ritual, da palavra e do mito). Em algum sentido tudo é participação, porque é a mesma força que anima o universo inteiro; e é normal que essa força age em tudo.
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RELIGIOSIDADE AFRICANA




A religiosidade africana reconhece a existência do Deus da Criação, mas não define o deus.

O nome de Maasai (Kenya e Tanzânia) para o deus, Engai, despercebido, desconhecido". Do mesmo modo, entre os Tenda (guinea), esse deus é chamado Hounounga que significa: "o desconhecido". Os povos afirmam que Deus é invisível, que é uma outra maneira de afirmar que não conhece o deus em nenhuma forma física. Subseqüentemente, em nenhuma parte da África nós encontramos as imagens ou as representações físicas desse deus, criador do universo..

No geral, os povos africanos consideram que o universo, está divido em duas porções: o visível e o invisível. Os seres humanos vivem no nível visível, o deus e os seres espirituais vivem no nível invisível. Há uma ligação entre os dois mundos. O deus e os seres espirituais que fazem sua presença no nível físico; e as pessoas se projetam para o nível espiritual através de deus e os divinizados. O religiosidade africana é muito sensível na questão sobre a dimensão espiritual.

Os seres espirituais explicam o "espaço antológico" entre seres humanos e Deus. Estes podem ser reconhecidos de formas diferentes, de que principais são: os divinizados e espíritos. Os divinizados foram criados por Deus, e alguns são também personificados de fenômenos e de objetos naturais principais tais como montanhas, lagos, rios, terremotos, trovão, etc.. Os espíritos podem ser considerados em duas categorias: divinos celestiais (céu) e do mundo. Os espíritos "divinos" são aqueles associados com os fenômenos e os objetos "divinos" tais como o sol, as estrelas, cometas, chuva e tempestades. E os "da terra" são em parte aqueles associados com os fenômenos e os objetos da terra, e em parte aqueles que são das pessoas após a morte (Egungun).


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Consciencia Negra

História e Cultura Afro-Brasileira: Parâmetros e Desafios



“Ao longe, soldados e cantores, alunos e professores acompanhados de clarim,

cantavam assim: já raiou a liberdade, a liberdade já raiou,

essa brisa que a juventude afaga, essa chama, que o ódio não apaga pelo universo,

é a Revolução, com sua legítima razão”

Heróis da Liberdade – Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola-Império Serrano. 1971



Ainda estamos na fase de comemorar a sansão da lei 10.639 – que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no Ensino Fundamental e Médio – pelo Presidente da República e de pensarmos e agirmos entusiástica e colaborativamente para sua implementação. Afinal, está transcorrendo o ano em que o sistema educacional sofreu esse impacto.

Temos, porém, o direito e o dever de estarmos atentos. Nosso país é pródigo em leis que não pegam. Ainda mais, com “temática tão problemática” – pelo menos para os que não viam problemas (muitos não viam mesmo!!!) com os nossos currículos, livros e procedimentos didáticos racializados e euronorteamericanocentrados.

Penso que é hora de produzirmos algo que poderíamos designar de Parâmetros da História e Cultura Afro-Brasileira – uma composição de conteúdos à volta de 33% de História da África-33% sobre o Pensamento dos mais influentes intelectuais brasileiros (veríamos aí a gênese do nosso racismo contemporâneo)-34% Questão Racial e Educação; isso como proposta inicial para a organização de Cursos.

Existe massa crítica suficiente: são essenciais as experiências geradas pela intervenção qualificada de organizações do Movimento Negro; há o esforço de pesquisa acadêmica dos NEABs em diversas universidades; há a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, que tem apresentado projetos consistentes para formação de pesquisadores na temática; há conselheiros engajados e mais do que capacitados no Conselho Nacional de Educação... Bastaria a articulação desses setores e outros interessados, orquestrada pelo MEC e pelo CNE.

É necessário ter clareza que essa lei tem uma história que se confunde com a história da emergência do Movimento Negro nos últimos 30 anos. Os desafios para sua implementação são da mesma ordem dos que se antepõem ao avanço da luta contra o racismo.
para saber mais acessem o site:http://www.espacoacademico.com.br/036/36epereira.htm
ou clicar no título.