sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Espécies raras

Pesquisadores fotografam espécies raras na Antártida
Da BBC Brasil

Um grupo de pesquisadores de vários países, a bordo de um navio de pesquisas britânico, fotografou espécies raras na plataforma continental Antártida.

Peixes, aranhas aquáticas gigantes, polvos e estrelas-do-mar estão entre as espécies raras reveladas em fotografias divulgadas pelo grupo de pesquisa British Antarctic Survey (BAS).

Como parte do estudo internacional que cobre desde a superfície até o fundo do mar da região, a equipe de pesquisadores de toda a Europa, Estados Unidos, Austrália e África do Sul coletou amostras de criaturas marinhas da região oeste da Antártida, uma das áreas marinhas cujo aquecimento é o mais rápido do mundo....


Para saber mais clique na palavra grifada acima.
Ancestral humana mais antiga é eleita descoberta científica do ano
Em seu balanço de 2009, a revista "Science" considerou a apresentação do esqueleto de uma fêmea de Ardipithecus ramidus --o fóssil apelidado de Ardi-- o evento científico mais importante do ano. A pequena primata de 1,20 metro, que viveu há 4,4 milhões de anos, é agora o exemplar mais antigo conhecido de um ancestral da espécie humana. Tirou do trono Lucy, um fóssil de Australopithecus afarensis, 1 milhão de anos mais recente.

fonte:
http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2009/12/25/ancestral-humana-mais-antiga-e-eleita-descoberta-cientifica-do-ano.jhtm

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Culinária afro-brasileira

O negro introduziu na cozinha o leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, confirmou a excelência da pimenta malagueta sobre a do reino, deu ao Brasil o feijão preto, o quiabo, ensinou a fazer vatapá, caruru, mungunzá, acarajé, angu e pamonha.
A cozinha negra, pequena mas forte, fez valer os seus temperos, os verdes, a sua maneira de cozinhar. Modificou os pratos portugueses, substituindo ingredientes; fez a mesma coisa com os pratos da terra; e finalmente criou a cozinha brasileira, descobrindo o chuchu com camarão, ensinando a fazer pratos com camarão seco e a usar as panelas de barro e a colher de pau.(....)

Se você observar; muitas das receitas que nós costumamos comer,são de origem africana ou seja são comidas afro-brasileiras.

confira algumas receitas.



Boa pesquisa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Consciencia Negra

Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil



Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.

Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.

querem saber mais? clique nas palavras grifadas

HISTORIA DA CAPOEIRA

O Surgimento
O surgimento da Capoeira no Brasil foi devido as condições em que
os escravos eram obrigados a viver , condições que muitas vezes os levavam a morte.A cultura africana sofre modificações face à nova realidade e toda a revolta de um povo vai se moldando a ansia de liberdade , surge então a capoeira uma luta em forma de dança que tornou realidade um sonho chamado de liberdade.
(...)

PARA MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE NA PALAVRA "CAPOEIRA"

RELIGIOSIDADE AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA: IDENTIDADE E ORIGINALIDADE

As práticas mágico-religiosas são os fenômenos por meio dos quais os homens entram em contato com entidades sobrenaturais, espíritos, deuses e ancestrais. Esse era um aspecto central da vida dos africanos e que passou a ser também na vida de seus descendentes. De acordo com a cosmologia iorubá, cada orixá influencia ou rege os diversos domínios da vida e da natureza.

Nas culturas africanas e afro-americanas tanto a magia – crença na possibilidade de interferir na vida material por meio do uso de forças sobrenaturais -, quanto a religião, que remete a sistemas filosóficos, orientações/especulações do espírito e da fé, são duas concepções que se inter-relacionam formando um sistema de explicação das coisas deste mundo e do sobrenatural, que possibilitam uma vida mais integrada. Na religião dos orixás existe uma associação mágica que articula as ações humano-naturais com as forças sobrenaturais.

No Brasil, um conjunto de práticas e crença mágico-religiosas de matrizes africanas deram aos candomblés, cujas primeiras referencias literárias aparecem no século XIX. O termo candomblé pertence à língua banto, mas no Brasil se refere aos cultos religiosos de origem iorubá e daomeana.
(...)

PARA SABER MAIS CLIQUE EM: CRENÇA MÁGICO-RELIGIOSAS.

África e Ancestralidade

SOBRE A ANCESTRALIDADE A O AFRICANO TRADICIONAL



m muitas sociedades africanas o veneração ancestral é um dos princípios tradicionalmente central e básico mesmo nos cultos contemporâneos.

O culto ancestral africano é enraizado profundamente no mundo tradicional africano.

Dinamismo e vitalismo, compreendido de uma maneira existencial, concreta e afetiva e de aproximação. A realidade é vista e julgada especialmente em seus aspectos dinâmicos relacionados próximos à vida, o mais real e valioso concedido para cada ser. Dando a ênfase a fecundidade, a vida e a identificação entre o ser e o poder ou força vital.

Certamente, o ideal africano dessa cultura é a coexistência de uma existência de uma força vital relacionada com o mundo e o universo. Sobretudo as forças do Deus, que dá a existência e o aumento do poder a todos. Vêm em seguida os mortos, que são dotados com poderes especiais, que vivem uma hierarquia de acordo com seu poder. As maneiras diferentes de ser são distinguidas por suas modalidades e grau de participação de força suprema (deus) e em forças superiores de outros seres “espirituais”

A força, a alma, a vida e a palavra são conectadas próximas um com o outro. A palavra é o princípio da vida, excelência vital do par da força (da força do nome, do ritual, da palavra e do mito). Em algum sentido tudo é participação, porque é a mesma força que anima o universo inteiro; e é normal que essa força age em tudo.
(...)


MAIS INFORMAÇÕES? CLIQUE EM "0 CULTO ANCESTRAL"

RELIGIOSIDADE AFRICANA




A religiosidade africana reconhece a existência do Deus da Criação, mas não define o deus.

O nome de Maasai (Kenya e Tanzânia) para o deus, Engai, despercebido, desconhecido". Do mesmo modo, entre os Tenda (guinea), esse deus é chamado Hounounga que significa: "o desconhecido". Os povos afirmam que Deus é invisível, que é uma outra maneira de afirmar que não conhece o deus em nenhuma forma física. Subseqüentemente, em nenhuma parte da África nós encontramos as imagens ou as representações físicas desse deus, criador do universo..

No geral, os povos africanos consideram que o universo, está divido em duas porções: o visível e o invisível. Os seres humanos vivem no nível visível, o deus e os seres espirituais vivem no nível invisível. Há uma ligação entre os dois mundos. O deus e os seres espirituais que fazem sua presença no nível físico; e as pessoas se projetam para o nível espiritual através de deus e os divinizados. O religiosidade africana é muito sensível na questão sobre a dimensão espiritual.

Os seres espirituais explicam o "espaço antológico" entre seres humanos e Deus. Estes podem ser reconhecidos de formas diferentes, de que principais são: os divinizados e espíritos. Os divinizados foram criados por Deus, e alguns são também personificados de fenômenos e de objetos naturais principais tais como montanhas, lagos, rios, terremotos, trovão, etc.. Os espíritos podem ser considerados em duas categorias: divinos celestiais (céu) e do mundo. Os espíritos "divinos" são aqueles associados com os fenômenos e os objetos "divinos" tais como o sol, as estrelas, cometas, chuva e tempestades. E os "da terra" são em parte aqueles associados com os fenômenos e os objetos da terra, e em parte aqueles que são das pessoas após a morte (Egungun).


PARA MAIS INFORMAÇÕES A RESPEITO CLIQUEM NA PALAVRA RELIGIOSIDADE

Consciencia Negra

História e Cultura Afro-Brasileira: Parâmetros e Desafios



“Ao longe, soldados e cantores, alunos e professores acompanhados de clarim,

cantavam assim: já raiou a liberdade, a liberdade já raiou,

essa brisa que a juventude afaga, essa chama, que o ódio não apaga pelo universo,

é a Revolução, com sua legítima razão”

Heróis da Liberdade – Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola-Império Serrano. 1971



Ainda estamos na fase de comemorar a sansão da lei 10.639 – que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no Ensino Fundamental e Médio – pelo Presidente da República e de pensarmos e agirmos entusiástica e colaborativamente para sua implementação. Afinal, está transcorrendo o ano em que o sistema educacional sofreu esse impacto.

Temos, porém, o direito e o dever de estarmos atentos. Nosso país é pródigo em leis que não pegam. Ainda mais, com “temática tão problemática” – pelo menos para os que não viam problemas (muitos não viam mesmo!!!) com os nossos currículos, livros e procedimentos didáticos racializados e euronorteamericanocentrados.

Penso que é hora de produzirmos algo que poderíamos designar de Parâmetros da História e Cultura Afro-Brasileira – uma composição de conteúdos à volta de 33% de História da África-33% sobre o Pensamento dos mais influentes intelectuais brasileiros (veríamos aí a gênese do nosso racismo contemporâneo)-34% Questão Racial e Educação; isso como proposta inicial para a organização de Cursos.

Existe massa crítica suficiente: são essenciais as experiências geradas pela intervenção qualificada de organizações do Movimento Negro; há o esforço de pesquisa acadêmica dos NEABs em diversas universidades; há a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, que tem apresentado projetos consistentes para formação de pesquisadores na temática; há conselheiros engajados e mais do que capacitados no Conselho Nacional de Educação... Bastaria a articulação desses setores e outros interessados, orquestrada pelo MEC e pelo CNE.

É necessário ter clareza que essa lei tem uma história que se confunde com a história da emergência do Movimento Negro nos últimos 30 anos. Os desafios para sua implementação são da mesma ordem dos que se antepõem ao avanço da luta contra o racismo.
para saber mais acessem o site:http://www.espacoacademico.com.br/036/36epereira.htm
ou clicar no título.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SUGESTÃO DE LEITURA


Depois daquela viagem

Valéria Piassa Polizzi


Valéria, uma jovem adolescente de apenas 16 anos vê o seu mundo desmoronar-se ao descobrir que é portadora do vírus HIV. Em plena década de oitenta, em que os tratamentos e a doença não era muito desenvolvidos ainda, a brasileira depara-se com um problema do tamanho do seu desespero. Valéria foi contaminada durante a primeira relação sexual, com o primeiro namorado, que, como ela veio a descobrir, era usuário de drogas. Mas, longe de se deixar ir abaixo, Valéria decide erguer a cabeça e lutar pela sua vida, sem por de parte o problema que a afeta. Surge então uma descoberta de si mesma, dos prazeres da vida, de como é bom sorrir e ser feliz. Com uma linguagem juvenil e descontraída, a jovem fala dos problemas da adolescência, das dúvidas, dos medos e angustias, e da sua experiencia como portadora do vírus mais mortal do planeta. Valéria conta como decidiu perder a virgindade com o namorado de 28 anos, tendo ela apenas 16, e como foi descobrir o nefasto resultado de uma relação desprotegida. Um livro com muito astral, tristeza, sorrisos, humor, mas principalmente com muita lição de vida!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Nova Aquisição


O livro A Cabana, do autor William P. Young é um dos mais lidos de 2009 até agora.

Segundo Michael W. Smith

Esta história deve ser lida como se fosse uma oração, a melhor forma de oração, cheia de ternura, amor, transparência e surpresas. Se você tiver que escolher apenas um livro de ficção para ler este ano, leia A cabana.

Resumo do livro

Durante uma viagem em um fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada. Há evidências de que ela foi brutalmente assassinada em uma cabana abandonada.

Após quatro anos vivendo muito triste, causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um bilhete estranho, que teria sido escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia.

Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime em uma tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

O livro A Cabana levanta um questionamento: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Acorda cedo, sai às pressas
para chegar na hora certa,
ele é o professor.

Na escola ele ensina:
Geografia, Português,
Matemática, História, Inglês
e espera o resultado
em ver todos aprovados.

Ele é o professor.

Se dedica com amor
à profissão que abraçou,
pois desde cedo queria
ter um espaço na vida
e ser um grande professor.

Aqui fica o meu recado,
por tudo, muito obrigado,
pelo que foi ensinado
por você, meu professor.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES

NADIR...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sugestão de leitura, lista de obras que devem ser lidas

- Daniel Pennac. Como um romance. Rocco.
Ajuda quem quer aprender a ler e a quem quer motivar outros a ler.

- Miguel de Cervantes. D. Quixote.
Eterno. As aventuras inesquecíveis de dois amigos tão diferentes entre si. Indicado para os sonhadores, que se tornarão mais realistas, e para os realistas, que se tornarão mais sonhadores.

- Sófocles. Prometeu acorrentado, Édipo-rei e Antígona.
Insubstituíveis, imperdíveis, definitivas.

- Jonatham Swift. As viagens de Gulliver.
Através de uma história fantástica, o autor capta características marcantes da natureza humana. Indicado para os que não gostam de advogados.

- J. R. Tolkien. O senhor dos anéis. Martins Fontes.
A imaginação em alta rotação. Para quem gosta de começar e não parar mais de ler.


- Edgar A. Poe. Contos.
Um mestre e um monstro sagrado a ser devorado.

- Júlio Verne. A volta ao mundo em oitenta dias.
Não só esta, mas todas as obras do escritor francês incitam a imaginação.

- Saint-Exupéry. O pequeno príncipe. Agir.
Ainda, sempre, para crianças, e sobretudo para adultos.

- Ariano Suassuna. O auto da compadecida.
Vale a pena ler. E reler.

- João Guimarães Rosa. Sagarana e Grande-sertão: veredas. Nova Fronteira.
Criador audacioso da literatura brasileira, cuja forma literária sofisticada ressuma a percepção dos dramas humanos.

- José de Alencar. Lucíola. Ática.
Um livro tipicamente romântico, em que o amor e a pureza, as paixões e os interesses mesquinhos se articulam no estilo clássico do escritor nordestino.

- José J. Veiga. A hora dos ruminantes.
Realismo fantástico brasileiro.

- Murilo Rubião. Contos.
Outro realista fantástico brasileiro.


- Orígenes Lessa. O feijão e o sonho.
Pequena obra-prima sobre a contínua “briga” entre os poetas e as pessoas práticas.

- Maria José Dupré. Éramos seis. Ática.
Obra repleta de humanismo. Para quem quer chorar.

- Clarice Lispector. A hora da estrela. Nova Fronteira.
Pungente, mostra a grandeza escondida de cada pessoa humana na figura de uma nordestina que nasceu “sem anjo da guarda”.

- Fernando Pessoa. Poesia.
Genial, contraditório, polifacético.

- Mario Quintana. Poesia.
Mario Quintana permanece como o poeta da simplicidade complexa.

- Carlos Drummond de Andrade. Poesia.
Apesar do pessimismo auto-corrosivo que percorre a maior parte dos seus poemas é, sem dúvida, o maior poeta brasileiro.


- Jostein Gaarder. O mundo de Sofia. Cia. das Letras.
O ovo de colombo, a história da filosofia contada com simplicidade e originalidade.

- Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. José Olympio.
Para conhecer o país em que vivemos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SUGESTÃO


Anjos e Demônios – Dan Brown
Um assassinato dentro do maior centro científico do mundo: CERN. Um cientista marcado a fogo com a marca sagrada de uma antiga sociedade secreta: Illuminati. O roubo de uma substância capaz de devastar tudo em um raio de 1Km: Antimatéria.

Este é o cenário da primeira aventura de Robert Langdon, um ano antes de desvendar O Código da Vinci.

Os Illuminati eram uma fraternidade de cientistas que reuniam-se secretamente para discutir temas como astronomia, biologia, genética e outros que a Igreja não aprovava. Tamanha era a repressão católica que foram forçados e reunir-se secretamente e ocultar a identidade dos membros e a localização de seu esconderijo.


Através dos séculos ficaram conhecidos como uma seita satânica que jurou vingar-se do Vaticano e de todos que um dia subjugaram o poder da ciência. No entanto, foram considerados extintos pela maioria dos historiadores e nem mesmo a Igreja não mais os teme.

Às vésperas do Conclave que elegeria o novo Papa, o mito ressurge com sua marca ambigramática sagrada Ambigrama Illuminati e desaparece com a mais nova – e secreta – tecnologia desenvolvida por um cientista do CERN e sua filha.

Leonardo Vetra sempre buscou a união entre a ciência e a religião, acreditando poder provar cientificamente a existência de Deus. Estava prestes a alcançar seu objetivo ao conseguir simular a gênese dentro de seu laboratório, com a criação da antimatéria – substância com propriedades inversas à matéria e potente como uma arma nuclear de 15 quilotons por gota, caso entre em contato até mesmo com o ar.

Agora em mãos dos Illuminati a antimatéria está dentro da cidade do Vaticano e em 24 horas as baterias de seu tubo/container terminarão, devastando tudo o que a Igreja reuniu através dos séculos em seu país sagrado.

Além de tudo, quatro cardeais simplesmente desaparecem minutos antes de iniciar o Conclave – os quatro preferiti – principais candidatos a novo Papa.

São 19h e o Hassassin entra em contato, matará um cardeal por hora, até que a meia-noite, terminará o reinado da igreja na terra.

Como salvar os quatro cardeais e salvar o Vaticano?

Langdon em seu vigor acadêmico lembra que os Illuminati criaram um mapa através de Roma chamado Caminho da Iluminação que leva ao seu esconderijo secreto, sem acreditar que ele ainda possa existir, ele e Vittoria acessam os arquivos secretos do Vaticano e encontram na obra de Galileu as pistas para encontrar o sagrado caminho: Terra, Ar, Fogo e Água, que os anjos o guiem em sua jornada.


Assim nossos heróis estão prontos para passar pelas milhares de igrejas de Roma em busca das obras do illuminatus Bernini e dos enigmas que levam pelo Caminho da Iluminação.

Os cardeais serão salvos? O Vaticano resistirá? A fé no mundo finalmente terminará? O novo Papa será elegido? Os Illuminati vencerão?

Leia Anjos e Demônios e descubra estas e outras respostas.

sugestão




O Código da Vinci – Dan Brown
Um livro que causou muita polêmica nos anos de 2004 e 2005, não só no Brasil como no mundo todo.

Com seu misterioso e cativante enredo unido a alucinantes enigmas, narra a história de Sophie Neveu, criptógrafa da polícia de Paris, e do simbologista Rober Langdon. Juntos buscam desvendar o segredo deixado por Jacques Sauniere, avô de Sophie que é assassinado dentro do museu do Louvre, do qual era curador.

Em sua jornada Sophie e Langdon são fugitivos da própria polícia de Paris, que atribui a eles a morte de mais 3 pessoas, além de Sauniere.

Através dos enigmas deixados pelo avô, Sophie percebe que não está apenas prestes a descobrir a verdadeira história de sua família, que morrera quando ela era criança, mas sim diante de um segredo que pode mudar totalmente o curso da história da humanidade, o mais sagrado de todos os segredos, aquele guardado durante gerações –- a verdadeira história do Santo Graal.

Obras de arte famosas, espetaculares obras arquitetônicas e inúmeros gênios da ciência e da arte como Newton, Botticelli e claro, da Vinci levam a uma viagem inesquecível que pode mudar para sempre o seu modo de pensar.
VOCÊ JÁ DEVOLVEU O LIVRO À BIBLIOTECA? NÃO!? O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO? VENHA CORRENDO DEVOLVÊ-LO! AFINAL, VAI SER MUITO CHATO SE VOCÊ NÃO PUDER PEGAR UM LIVRINHO, NÃO É MESMO?
Mostre que você é um leitor responsável e devolva o seu livro. Assim, você vai poder ler muitas histórias!

LEITURA, MERGULHE NESSA AVENTURA!!!

A nossa biblioteca recebeu vários livros, pertencentes ao kit literário 2009!!!
Tem um monte de livros legais que já estão disponíveis para empréstimo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dia do Estudante

Para alguém muito especial...
Você, estudante é quem pode se considerar uma pessoa muito batalhadora.
Uma pessoa que batalha todo dia, à busca de mais conhecimento a cada instante.
Alguém, que luta para alcançar seus objetivos, sem nunca ter pensado em desistir. É como se essa palavra não existisse no seu vocabulário.
Alguém que jamais quer estar em primeiro lugar,sem jamais ter passado por cima de qualquer pessoa que seja.
Estudante não tem idade, pode ser que tenha seis ou sessenta anos não importa, o importante é que cada pessoa um dia já foi ou vai ser um verdadeiro e um eterno estudante.
Parabéns a você estudante pelo seu dia.
Autor: Estudantes

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dicas






Essas dicas foram publicadas na Folha de S. Paulo e podem ajudar bastante na hora de uma pesquisa no Google. Confere:

1. Aspas - Para buscar uma frase exata, use aspas. Assim, os resultados terão a expressão que você procura com as palavras na mesma ordem em que você as digitou. Uma pesquisa por "Nossa Senhora Aparecida", entre aspas, retorna resultados mais precisos do que a busca sem esses sinais gráficos.
2. Exclusão - Use o hífen antes de um termo para excluí-lo dos resultados da pesquisa.Se você quer encontrar referências a Pelé que não contenham a palavra Santos, por exemplo, basta procurar por Pelé -Santos.
3. Asterisco - Um asterisco indica a falta de uma expressão. Suponha que você tenha esquecido uma das palavras que compõem um ditado popular. Busque, entre aspas, "em casa de * o espeto é de pau". Nos resultados, você encontrará referências à frase com o termo ausente (ferreiro).
4. Tipo de arquivo - O Google é capaz de encontrar conteúdo dentro de documentos hospedados na rede em formatos como Word (DOC) e Excel (XLS). Basta usar o operador filetype, seguido de dois pontos e da extensão do arquivo, sem espaços.
Para encontrar, em PDF, o texto de "Dom Casmurro", de Machado de Assis, faça uma busca por Machado de Assis Dom Casmurro filetype: pdf.
5. Site específico - Dá para fazer uma busca com resultados que se restrinjam a apenas um site. Para encontrar referências a Pablo Picasso no UOL, por exemplo, procure por Pablo Picasso site: www.uol.com.br.
6. Pesquisa avançada - Clicando no link Pesquisa avançada na página inicial do Google, você tem acesso a uma série de opções, como restrições a resultados em apenas certos idiomas ou de sites de determinado país. Nessa página, você pode fazer buscas

estudar faz bem à saúde




César Cielo adverte:

Estudar faz bem à saúde... César Cielo concorda, e por isso nunca abandonou os livros.
Faça como o campeão olímpico e recordista mundial



Muitas pessoas, sejam elas crianças, jovens ou adultos, relacionam os benefícios dos estudos apenas com resultados de curto prazo, como a obtenção de boas notas nas avaliações escolares. Mas pesquisadores do mundo todo vêm, não de hoje, tentando provar que o hábito de estudar pode trazer vantagens para o resto da vida, refletindo inclusive na nossa saúde. Um estudo realizado pelas universidades norte-americanas Harvard e Princeton revelou recentemente que as pessoas que passam maior tempo na escola vivem mais, independentemente da classe social. A pesquisa, que estudou dados de 200 milhões de americanos, concluiu que cada ano a mais de estudo possibilita sete meses adicionais de vida. Quando compara um universitário com um adulto que nunca freqüentou escolas, a pesquisa traz resultados impressionantes: aquele que carrega um diploma de ensino superior vive cerca de oito anos a mais. Saber que a Educação influencia na expectativa de vida (até mais do que outros fatores, como sexo, raça e renda, como constatou a pesquisa americana) leva qualquer pessoa a acreditar, definitivamente, na importância dos estudos ao longo de toda a vida.

O jovem nadador Cesar Cielo, campeão olímpico em Pequim nos 50m livre e campeão mundial nos 100m livre, está certo de que "estudar é fundamental para estar sempre informado dos assuntos e para treinar a memória". Aos 22 anos, cursando Comércio Exterior, da Universidade Auburn, nos Estados Unidos, ele garante que nem mesmo o esporte conseguiu afastá-lo dos estudos. Cielo nada desde os oito anos. E sempre foi um aluno aplicado, ostentando boas notas. "Eu tomei gosto pelo estudo quando percebi que ele poderia me levar a descobrir muitas coisas. Então, eu comecei a querer sempre mais, até que estudar se tornou uma diversão pra mim".


Qual a importância de estudar sempre?
Estudar sempre fez parte da minha vida. Acho que é fundamental para estar sempre informado dos assuntos e também para treinar a memória.


Como relaciona o gosto pelos estudos com a carreira de sucesso nos esportes?
Uma coisa complementa a outra. Estudar sempre fez e faz parte da minha vida.

Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo continuar um bom tempo ainda nadando e terminar a faculdade.

O que o fez tomar gosto pelos livros?
Por meio da leitura a pessoa viaja sem sair de casa, tem a capacidade de transformar qualquer momento em realidade. A leitura nos faz sonhar, nos faz pensar. Ao final de cada livro, de cada leitura, aumentamos nosso repertório de idéias, a criatividade é estimulada e também é um ótimo exercício mental.

Que livro você gostou quando mais novo?
Lembro da coleção Os Karas, de Pedro Bandeira, em especial o livro "A droga da obediência".

A participação dos pais nos estudos dos filhos pode despertar um interesse maior pela educação?
Eu acho que sim, a participação dos pais tem ligação direta com o aumento de interesse dos filhos pela leitura e educação. Eu cresci vendo meu pai e minha mãe sempre estudando, lendo, meu pai é médico e minha mãe professora de Educação Física, os dois continuam estudando até hoje, não tem como isso não me influenciar.

Segundo a mãe, ele sempre foi CDF e nada desde os 8 anos de idade.

FOTOS: AGÊNCIA ARGOS/DIVULGAÇÃO E SATIRO SODRE

Sugestão - A menina que roubava livros



Markus Zusak






Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em A Menina que Roubava Livros, livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do The New York Times. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual do Coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas, ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

Fonte: www.submarino.com.br (2008)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

UTILIDADE PUBLICA

Influenza
INFLUENZA A (H1N1)

Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas, o Ministério da Saúde traz um série de recomendações.

A ) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas.
Substituir as máscaras sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes
e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
B ) Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1)
em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse
e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.
Para informações adicionais sobre medidas preventivas estabelecidas pelas autoridades de saúde das áreas afetadas, acesse:
INFLUENZA A (H1N1)
Outras informações:
Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)
http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es
Organização Mundial da Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html

disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde - Esplanada dos MinistériosBloco G - Brasilia / DF
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Instruções para Elaboração de Trabalhos (ABNT)

Um trabalho escrito pode ser apresentado de diversas formas – sempre vai depender do assunto, do objetivo, das orientações dadas pelo professor. As indicações abaixo servem de maneira geral, para apresentar resultados de pesquisa por escrito.
INTRODUÇÃO
Trata-se da parte inicial do trabalho e sua função é esclarecer o leitor sobre o conteúdo e propósito do trabalho. Na introdução, o aluno deve anunciar o tema proposto.
Você pode começar seu trabalho
• com uma explicação sobre o porquê de seu trabalho e qual a sua importância.
• mencionando brevemente os passos de sua pesquisa e o objetivo que pretende atingir.
• com um pequeno histórico sobre o assunto de sua pesquisa.

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
Essa é a parte mais extensa do texto, pois contém a descrição, análise, interpretação e discussão dos fatos/idéias necessárias para o desenvolvimento do tema. Nessa parte deverão ser apresentadas as citações dos diferentes autores lidos e as respectivas argumentações do aluno.
O desenvolvimento pode ser dividido em duas ou mais partes, identificadas por títulos e subtítulos apropriados, dependendo do tema e de seu enfoque.
O desenvolvimento constitui o corpo do seu trabalho. Para escrevê-lo com segurança, procure seguir o planejamento inicial.
O sumário, preparado com antecedência, é um bom guia para não esquecer de abordar nenhum item, nem desviar do objetivo inicial.
Além do texto, você pode incluir fotos, mapas e outras ilustrações para esclarecer algum ponto específico ou enriquecer seu trabalho.
CONCLUSÃO
Trata-se de uma síntese interpretativa dos argumentos ou dos elementos contidos no desenvolvimento e não admite idéias, fatos ou argumentos novos.
A conclusão é o fechamento de seu trabalho. Nela, você pode
• registrar suas idéias a partir do que foi pesquisado;
• extrair resultados da pesquisa;
• estabelecer relações com outros fatos ou situações;
• apresentar um resumo das idéias mais relevantes

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
A apresentação de um trabalho segue uma estrutura padrão ditada pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas – ABNT.
A estrutura e a apresentação de um trabalho são compostas de vários elementos. Os indispensáveis são: capa, folha de rosto, sumário, introdução, “desenvolvimento”, conclusão, referência bibliográfica, capa final.
Os trabalhos, em geral, devem ser digitados ou datilografados em folhas de papel sulfite, tamanho Carta ou A4, de um lado só, respeitando-se as margens de 3cm superior e lateral esquerda e 2cm inferior e lateral direita. Os parágrafos, em geral, iniciam-se a seus espaços em relação à margem esquerda. As páginas são contadas a partir da folha de rosto, mas numeradas só a partir da introdução.
A letra poderá ser Arial ou New Times Roman. O espaço de entrelinhas é de 1,5 e para os parágrafos espaço duplo.
A capa contém apenas três elementos: no alto da página, o nome do autor com todas as letras em caixa alta; no centro da página, o título do trabalho, em negrito e também em caixa alta; embaixo, a cidade e o ano.
A folha de rosto tem, no alto, o nome do autor; no meio, o título do trabalho. Mais abaixo, à direita, informações sobre o trabalho: disciplina a que se destina, nome do colégio e nome do professor, embaixo, cidade e ano.
O sumário, por meio de uma lista de títulos e subtítulos, localizados por ordem e acompanhados pelo número de página correspondente, mostra de que forma o trabalho está organizado.
Um trabalho dividido em partes organiza o texto de quem escreve e facilita a leitura e o entendimento de quem vai ler. Seu trabalho também deve ser organizado de modo que haja títulos e subtítulos que antecipem os vários enfoques dados ao assunto da pesquisa.
As referências também seguem um padrão preestabelecido. Você deve apresentar uma lista em ordem alfabética, de todos os livros, revistas, artigos, vídeos e documentos eletrônicos que você consultou para redigir seu texto.
•LIVROS EM GERAL
SOBRENOME DO AUTOR, Nome ou iniciais. Título do livro. Edição. Local: Editora, ano.
• JORNAIS E REVISTAS
TÍTULOS DO JORNAL OU DA REVISTA. Local: Editora, n. da edição, data de publicação.
• ENCICLOPÉDIAS E DICIONÁRIOS
VERBETE DE ENCICLOPÉDIA. In: NOME DA ENCICLOPÉDIA OU DICIONÁRIO. Local: Editor, ano, n. do volume, n. da página.
• FITAS DE VÍDEO
TÍTULOS. Responsável. Local: Distribuidora, ano. n. de unidades (duração em minutos): indicação de cor, largura e milímetros. Sistema de gravação.
• INTERNET
Autor, Título. FONTE (se foi publicado). Disponível em: Acesso em: data, mês, ano).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

12 Dicas que facilitam seu hábito de leitura

* Tenha sempre um livro consigo: sempre surge a oportunidade de avançar na leitura de um livro, seja na fila do banco, no ônibus ou em algum outro momento inesperado. Atenção: não vá se tornar uma pessoa anti-social. Às vezes uma boa conversa pode ser melhor para passar o tempo. Para esse item, prefira livros pequenos, fáceis de carregar.
* Cuide de seus olhos: a não ser que você já domine o braille, vai preferir manter seus olhos em ótimo funcionamento. Esteja atento e faça exames periodicamente. Se precisar usar óculos, use. Fique bem informado sobre seus olhos.
* Tenha meios alternativos de leitura: a tecnologia fornece diversas alternativas para atualizar as leituras. Ler na tela do computador pode ser desconfortável, mas já existem formas de ler bons livros, um pouco de cada vez, recebendo pequenos trechos de cinco minutos por em seu email diariamente. Você sabia que até mesmo em seu celular você pode ler livros?
* Aperfeiçoe a sua leitura: de que adianta ler se você mal lembra da história um mês depois? Para ler um livro velho como se fosse novo? Bem, a idéia não é má e reler um bom livro sempre é bom, mas se você quer reter mais de tudo aquilo que lê, escolha uma maneira de fazer isso.
* Aprenda de uma vez por todas como funciona um agregador de feeds: vamos assumir que, se você está lendo este artigo, você lê blogs. Se lê blogs e ainda não sabe usar um agregador de feeds está muito atrasado e está perdendo tempo ao ter sempre que acessar os seus sites preferidos para saber se eles já foram atualizados ou não. Possivelmente, está perdendo até mesmo textos interessantes. E, muito provavelmente, de blogs que falam de livros, literatura ou que fazem literatura propriamente dita. Aprenda de uma vez a utilizar um agregador de feeds.
* Prefira livrarias com bom atendentes: nem sempre os vendedores de livrarias são as melhores pessoas para indicar livros, mas sempre há aquele profissional que se destaca. É aquele que conhece seus gostos e sabe indicar de forma certeira um livro de que você vai gostar. Ou ao menos lhe avisar quando aquela edição que você tanto espera chegou na loja. Em geral, essas pessoas estão nos sebos. Mas há também livrarias com profissionais assim como, em Curitiba, a do Chain e a, infelizmente fechada, do Eleotério.
* Saiba fazer pequenos reparos em livros: nem sempre vale a pena. Livros são feitos hoje como um produto qualquer e muitos não valem um centésimo da árvore de onde saiu sua celulose. Mas o bom leitor tem sempre uma ou outra edição rara ou feita com aquela arte que mais não há. Para esses, saiba fazer pequenos reparos e como secá-los no caso de molhados. Mas para evitar esses problemas…
* Saiba como guardar seus livros: a melhor maneira de conservar um livro é não o guardando, mas fazendo com que ele circule de mão em mão. O objetivo de um livro é conservar o conhecimento para que esse conhecimento se propague. Guardá-lo em uma estante para o resto da vida é o mesmo que queimá-lo. Mas se você não for capaz de tal generosidade, aprenda a conservar seus livros.
* Tenha ao menos um desafio para cada ano: escolha uma grande obra que ainda não tenha lido e comprometa-se a lê-la.
* Leia menos para ler mais: se você lê até o ponto de ficar cansado ou de passar os olhos sobre a página sem que se lembre ou tenha consciência do que acabou de ler, algo está errado. Você precisa aprender a parar de ler antes que isso aconteça para que seu horizonte de leitura se amplie e para que a leitura sempre esteja associada a uma atividade prazerosa. Lembre-se: para ler mais, leia menos, mas com mais qualidade.
* Saiba onde conseguir livros grátis: livros não são baratos. Você pode conseguir livros grátis na internet com facilidade. Ler na tela ainda é desconfortável, mas esteja ciente das mudanças tecnológicas. É possível que os eBook Readers se popularizem ou, então, alguma outra forma de leitura. Mudanças vão acontecer, não há dúvida. De outra forma, você estaria lendo ainda em papiros e tendo que aprender o funcionamento do livro, essa tecnologia tão recente.Fonte: Site do Alessandro Martins

10 Motivos para ler livros atuais

1. Os livros retratam a sociedade em que são escritos. Se você lê um livro escrito hoje, você se sente engajado nos motivos que levaram o autor a escrevê-lo. Você adquire um maior conhecimento do mundo onde vive;
2. Ajudam a melhorar sua qualidade de vida. Eu não falo de auto-ajuda, no sentido pejorativo da palavra. Livros como os e Allan e Barbara Pease (Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? etc.), podem tornar um relacionamento a dois muito mais prazeiroso. Antigamente, não havia esse tipo de preocupação na literatura (não vou entrar na inevitável pergunta: O que é literatura?);
3. Maior conhecimento do que vai ler, ainda antes de começar. Nunca houve tão boa classificação das obras. Se você quer um romance policial, algo sobre espiritismo, budismo, mitologia, história, psicologia, enfim. As próprias capas ajudam na identificação;
4. Preocupação com a forma. Alguns podem achar um ponto falho (com o argumento de que o texto acaba se tornando artificial), mas os livros atuais são revisados e revisados e revisados. Assim, a obra chega ao leitor com a melhor qualidade possível;
5. Valorização como um todo: o livro é uma produção universal. Antigamente, bastava escrever um texto no papel e sair distribuindo. Hoje, os trabalhos de publicação, revisão, editoração, criação da arte e os planos de divulgação fazem parte, diretamente, da produção literária;
6. Você está atualizado. Ora, quem não precisa estar atualizado hoje em dia? É extremamente prazeiroso conversar sobre literatura com alguém, citando Pamuk, Brown, Yalom e outros;
7. Você entende melhor o processo de evolução da literatura, da sociedade, da humanidade. Este item é para quem também lê os clássicos, e eu digo: leia os clássicos. Com a comparação entre as obras, entre os tempos em que foram escritas, fica mais fácil de entender muitos aspectos que levaram ao mundo em que vivemos hoje;
8. Para acadêmicos: busque a intertextualidade. Novamente, comparando os livros clássicos com os atuais, você acaba encontrando aspectos semelhantes, situações em que as obras se relacionam. Em trabalhos acadêmicos, os olhos dos professores brilham ao ver esse tipo de comparação;
9. Os best-sellers são clássicos. Ou será que os clássicos são best-sellers? Entenda que, aquilo que você está lendo hoje, vai continuar por gerações e gerações e poderá um dia se tornar “clássico”, no sentido em que conhecemos. Se você gosta de Shakespeare, Alighieri ou Sófocles que tal ser um dos primeiros a ler um clássico das gerações futuras? Quem não gostaria de ter lido Macbeth, ainda no séc. XVI?;
10. Você aprende a pensar. Esta é quase uma crítica que eu tenho aos clássicos: eles lhe contam uma história, narram alguns conflitos e vão para o desfecho. Alguns livros atuais, como os de Orhan Pamuk, praticamente pedem a sua opinião o tempo todo. Você é convidado a participar da trama, discutir os acontecimentos, dar sua versão dos fatos, PENSAR SOBRE O QUE ACONTECE.

10 Motivos para ler livros clássicos

1. Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.
2. Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente – isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.
3. Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.
4. Tenha novas idéias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas – ora – todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As idéias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.
5. Tenha perscpectiva histórica: o que é bom hoje, pode ser esquecido amanhã. Mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.
6. Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas – para mim – as outras razões vêm depois.
7. Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.
8. Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?
9. Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.
10. Aprenda idéias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as idéias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antigüidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.
Fonte: www.alessandromartins.com

sábado, 13 de junho de 2009

Do Romantismo ao Concretismo

Conheça as escolas literárias brasileiras
Cada romance, conto ou poema é uma criação artística única, que expressa a subjetividade de seu autor. Mas conhecer os movimentos literários a que estão ligados os escritores permite ampliar a compreensão sobre seus livros

Ler os livros de bons autores é, além de um grande prazer, indispensável para conhecer a literatura de qualquer país. As resenhas e os comentários de obras brasileiras e portuguesas, presentes neste site, auxiliam o entendimento sobre o significado das criações, mas não dispensam sua leitura.
Qualquer obra de arte pode ser considerada única, pois expressa a subjetividade de seu autor. Mas, para ampliar a compreensão do significado e do alcance de romances, contos ou poemas, é necessário também levar em conta que as obras surgem em determinada situação histórica e estão impregnadas pelo ambiente social, econômico e político em que vive ou viveu seu criador. Podem ser encontrados traços comuns em diferentes obras, de escritores diversos, provenientes do mesmo período.


É por isso que os estudiosos dividem as obras de acordo com as escolas literárias nas quais elas podem ser inseridas. Além de facilitar o aprendizado das modificações da cultura no decorrer dos séculos, essa divisão em períodos pode acrescentar novos elementos à compreensão de cada livro em particular.

INÍCIO DA LITERATURA BRASILEIRA
No Brasil, colônia de Portugal entre o século XVI e o início do XIX, as primeiras criações literárias são consideradas parte da literatura portuguesa. O professor Antonio Candido, um dos mais respeitados estudiosos do país, considera que a literatura nacional teve início de fato no século XVIII, com o arcadismo, movimento que exaltava ideais neoclássicos, inspirados na Antiguidade greco-romana.
É claro que, antes disso, foram escritos muitos textos literários no Brasil, mas eram manifestações esparsas e limitadas, sem que houvesse uma sistemática atividade que envolvesse criadores e seu público. Isso só começou com os poetas árcades.

ROMANTISMO
Com o romantismo, desenvolve-se e amplia-se a criação literária nacional. Os ideais românticos, nascidos na Europa no fim do século XVIII, espalharam-se pelo mundo por meio dos artistas franceses. A liberdade conquistada na Revolução Francesa teve influência determinante nas características do movimento. Era a libertação da poética neoclássica e a passagem para uma linguagem mais espontânea, carregada de emoções.


Foi com Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, que nasceu o romantismo no Brasil, em 1836. Seus autores expressavam, no plano literário, a busca por uma identidade nacional, num país que se tornara formalmente independente de Portugal pouco tempo antes.


Entre as principais características do romantismo estão: subjetivismo, valorização das emoções e das paixões, liberdade de criação, desejo de igualdade e nacionalismo. Um de seus principais escritores foi José de Alencar, autor de Iracema, O Guarani, Senhora e Lucíola.


A poesia romântica comportou diversos temas. Inicialmente, era forte a vertente nacionalista ou indianista. Os principais escritores desse período foram Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias, considerado o primeiro grande poeta do romantismo no país. Destacam-se a exaltação à natureza, o sentimentalismo, a representação da figura do índio como um ser idealizado e o nacionalismo.
A poesia considerada ultra-romântica é representada por autores como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela. As obras ainda eram carregadas de sentimentalismo, mas tinham elementos diferentes, como a exaltação do “eu” e temas como morte, tristeza e solidão.


A adesão ao movimento pela abolição dos escravos de muitos escritores românticos deu origem ao movimento mocondoreiro, influenciado pela poesia social do francês Victor Hugo. Destaca-se o baiano Castro Alves. O nome condoreiro vem de condor, pássaro de vôo mais alto das Américas, que era o símbolo do movimento, pois dava a idéia de grandiosidade.

NATURALISMO/REALISMO
O início do naturalismo/realismo é marcado por duas obras, ambas de 1881: O Mulato, de Aluísio de Azevedo, e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


O fim do século XIX foi marcado por grandes transformações no Brasil. A monarquia entrou em decadência, foi aprovada a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, e a economia – principalmente o café – se voltou para o mercado externo. O surgimento do naturalismo e do realismo deve ser entendido nesse contexto.


A ênfase nas emoções dá lugar a abordagens que procuram a objetividade. Os temas são também mais polêmicos, como as críticas à Igreja Católica e à burguesia.


Naturalismo e realismo costumam ser apresentados juntos, porque surgiram no mesmo período histórico e possuem muitos elementos comuns. Suas obras têm como características o objetivismo, universalismo e materialismo. A literatura passa a focalizar temas e personagens ligados à realidade da época, ou seja, apresenta-se como expressão do real.


Na literatura naturalista, há uma presença maior do determinismo – linha de pensamento desenvolvida pelo filósofo francês Hippolyte Taine –, segundo o qual o homem é determinado pelo meio em que vive, pela sua raça (estágio de sua evolução física) e pelo momento histórico. Os romances naturalistas mostram personagens cujo destino é determinado por esses elementos, e a narrativa assume um caráter de tese científica. O principal autor dessa escola, no Brasil, foi o maranhense Aluísio de Azevedo, que escreveu, além da obra citada, O Cortiço, Casa de Pensão e outras histórias em que a tragédia e a fatalidade apareciam como decorrência direta das situações nas quais viviam os personagens.

SIMBOLISMO E PRÉ-MODERNISMO
Os livros Missal e Broquéis, de Cruz e Sousa, ambos de 1893, marcam o surgimento do simbolismo no Brasil. Fortemente influenciado pela literatura de autores como os franceses Baudelaire e Verlaine, esse movimento levava mais longe o subjetivismo já cultivado pelos românticos. Enfatizava os elementos sensíveis e a preocupação com a arte pela arte, sem sua vinculação direta com a situação social e política. Os poemas simbolistas movem-se num mundo abstrato, construído por meio de imagens simbólicas.


No começo do século XX, já no período republicano, o Brasil viveu episódios como a revolta de Canudos, na Bahia, o ciclo do cangaço, no Nordeste, e o ciclo da borracha, na Amazônia. Era o tempo da “república do café-com-leite” (união das oligarquias paulistas e mineiras para dividir o poder) e das primeiras mobilizações amplas e greves de operários em São Paulo. A literatura sofre os efeitos dessas mudanças e passa a buscar um registro mais afinado com os novos tempos.


Nesse período, surgem autores que, ainda sem todas as características renovadoras do modernismo, já não fazem a mesma literatura de antes. São os precursores dos modernistas que viriam logo a seguir.


A preocupação científica se mantém forte em várias obras desse período, bem como a importância de temas regionais ou que buscam entender o Brasil de forma mais profunda. Na poesia, a referência é Augusto dos Anjos, que, com um único livro, Eu, atraiu interesse para sua estranha obra. Na prosa, Euclides da Cunha marca esse período de transição com Os Sertões, de 1902.


Outro autor que traz à tona aspectos pré-modernistas é Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma. Monteiro Lobato, lembrado principalmente por suas contribuições à literatura infantil, focaliza em suas obras adultas temas regionais, principalmente relacionados ao Vale do Paraíba
e ao interior de São Paulo.

MODERNISMO
A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, é considerada o marco do modernismo no Brasil. Um dos objetivos principais desse movimento era dar uma identidade nacional às artes. Isso não excluía as contribuições vindas de fora, já que os modernistas trouxeram da Europa influências estéticas de movimentos de vanguarda como o expressionismo, o cubismo, o futurismo e o surrealismo.


Num mundo conturbado pela I Guerra Mundial (1914-1918) e pela Revolução Russa (1917), o Brasil vivia um período de modernização das principais cidades. Entre os escritores da primeira fase modernista destacam-se Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira e Alcântara Machado.


Mario de Andrade publicou, em 1922, Paulicéia Desvairada, no qual criticava o provincianismo de São Paulo. Oswald de Andrade escreveu poesia e prosa, tendo sido ainda o autor de dois textos fundamentais do modernismo brasileiro: o Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924) e o Manifesto Antropófago (1928). Bandeira, de início influenciado pelo simbolismo, publicou, em 1930, Libertinagem, sua primeira obra plenamente modernista.

FASE REGIONALISTA
O segundo período do modernismo é a fase regionalista, cujas principais obras surgiram entre 1930 e 1945. O desejo de conhecer o Brasil a fundo levou os escritores a debruçarem-se sobre as transformações de um país que era ainda basicamente agrário e atrasado.


Eles incorporavam o coloquialismo dos modernistas de 1922, mas as experiências formais não eram determinantes. Os autores regionalistas queriam expressar a vivência do povo dos locais mais remotos do país, num registro em que a denúncia social caminhava com a criação literária.
Em 1930, a jovem Rachel de Queiroz publicou O Quinze, que tem como pano de fundo a miséria causada pela grande seca nordestina de 1915. Entre outros escritores importantes desse período, destacam-se José Lins do Rego, que iniciou em 1932 o ciclo da cana-de-açúcar, ao publicar Menino de Engenho, e Graciliano Ramos, que escreveu Vidas Secas, obra considerada referência do movimento. Erico Verissimo, autor gaúcho, tem também seu lado regionalista, com o monumental O Tempo e o Vento.

DRUMMOND, CABRAL E ROSA
O modernismo, como movimento renovador, não existia mais nos anos 1940, mas continuava a ser forte referência para os artistas. Na poesia, destacam-se dois autores: Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto. Drummond, que participara, em Minas Gerais, do movimento modernista, atinge nessa época a maturidade artística. João Cabral, com sua poesia cerebral e cuidadosamente pensada, leva adiante as preocupações com a palavra e a expressão artística literária num momento de crise como foi o período do pós-guerra.


As inovações lingüísticas e formais se desenvolvem também na prosa. Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas, não se limita a traçar um retrato das populações sofridas, como os autores regionalistas. Suas experimentações, como a criação de palavras, que tornam único o modo como se expressam seus personagens, correspondem a inquietações artísticas mais profundas, sintonizadas com os grandes autores do século XX em todo o mundo.

CONCRETISMO
O último movimento literário significativo do século XX foi o concretismo, cujo marco é simbolizado pela Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, em 1956.
No entanto, seus principais autores – Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari – já editavam havia alguns anos a revista Noigandres, em que elaboraram a nova estética.


O concretismo é marcado pela abolição dos versos e pela utilização de recursos gráficos como parte da própria composição literária. O poema concretista leva em conta não apenas a disposição espacial das palavras, como também o tipo de desenho das letras, as cores empregadas, desenhos, fotografias e outros elementos visuais. O objetivo era revitalizar a invenção poética, com a rejeição das formas tradicionais do verso.

CRIAÇÕES RECENTES
A produção literária mais recente apresenta enormes variações de temas e procedimentos. Durante a ditadura militar (1964-1985), tiveram peso as questões ligadas à falta de liberdade no país. De lá para cá, cresceram de importância os elementos relativos às mudanças no Brasil, como a industrialização. Alguns temas significativos são o vazio da vida urbana e o cotidiano nas grandes metrópoles. Há muitos autores contemporâneos expressivos. A paulistana Lygia Fagundes Telles fez sua estréia, ainda adolescente, na década de 1930, mas alcançou maior destaque com As Meninas, de 1973. Rubem Fonseca, de estilo irônico, destaca-se na criação de contos de temática urbana e violenta.

O Crime do Padre Amaro

- resumo e análise da obra de Eça de Queiroz
Nesse romance, de sua fase mais influenciada pelo naturalismo, Eça de Queirós ataca a corrupção do clero e a hipocrisia da média burguesia portuguesa, questionando seus valores morais

Publicado pela primeira vez em 1875, O Crime do Padre Amaro denuncia a corrupção dos padres, que manipulam a população em favor da elite, e a questão do celibato clerical. É com esse livro que Eça de Queirós inaugura, na prosa, a estética do realismo-naturalismo em Portugal. A obra caracteriza-se pelo combate ao idealismo romântico que se estabelecia até então, em prol de uma visão mais crítica da sociedade. Sua versão definitiva foi publicada em 1880.

ROMANCE DE TESE
O Crime do Padre Amaro é o primeiro romance de Eça. Em vez da subjetividade romântica, os autores do realismo-naturalismo, como o próprio nome da escola literária indica, buscavam retratar a realidade de forma objetiva.


Naquela época (segunda metade do século XIX), o Ocidente vivia um período de grandes transformações, com a Segunda Revolução Industrial. O cientificismo passou a predominar, com novas correntes filosóficas e teorias, entre as quais o positivismo de Comte, o determinismo de Taine, o evolucionismo de Darwin e o socialismo científico de Marx e Engels. Essa perspectiva racionalista e materialista leva os intelectuais a estudar o impacto social da industrialização e do liberalismo.



Passam a ser discutidas as desigualdades que essas mudanças trouxeram para a sociedade, como o surgimento de uma nova classe que é oprimida pela burguesia: o proletariado.


Daí a substituição do romance de entretenimento pelo romance de tese, que visa a descrever e a explicar os problemas sociais sob a luz das novas idéias. Neles há a crítica, muitas vezes feroz, às instituições que servem de base para a sociedade burguesa, como o Estado, a Igreja e a família.
Portugal, que muito tempo antes havia deixado de acompanhar o progresso de outras nações européias, passa nesse momento a servir de palco para a mobilização de jovens que ansiavam por mudanças radicais. É nesse contexto que Eça de Queirós começa a se destacar. Em sua fase realista-naturalista, inspirado pelos franceses Gustave Flaubert e Émile Zola, escreve romances como O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio, que buscam atacar a corrupção do clero e a hipocrisia da média burguesia portuguesa.

NARRADOR
A narrativa é em terceira pessoa e o narrador tem onisciência, ou seja, conta a história com conhecimento dos pensamentos e das ações dos personagens. Isso facilita o processo de distanciamento entre o autor e a obra. Apesar disso, é possível perceber a antipatia que Eça sente por vários dos tipos retratados, em especial os padres e as beatas, por causa da ironia e dos adjetivos rudes, muitas vezes grosseiros, que utiliza em suas descrições. Isso é revelador de uma postura anticlerical, comum entre os escritores realistas.

TEMPO E ESPAÇO
A maior parte da narrativa concentra-se em uma província chamada Leiria, sede do bispado para onde o padre Amaro consegue transferência. O tempo compreende os anos de 1860 a 1870, aproximadamente, e se desenvolve de forma cronológica, linear, com eventuais voltas ao passado, quando o autor, após apresentar alguns dos personagens, conta a história de Amaro e de como ele se tornou padre.

ENREDO
Após perder os pais, que serviram à marquesa de Alegros, Amaro cai nas graças da mulher, que o toma como agregado, planejando criá-lo para o sacerdócio. Isso acaba se efetivando, apesar da ausência de vocação e de interesse do jovem, que, desde cedo, possuía uma índole libidinosa. Triste e resignado, Amaro se ordena padre, sempre tentando conter os fortes impulsos sexuais que sente.
Embora temesse a Deus e fosse devoto, odeia a vida eclesiástica que lhe fora imposta. Depois de exercer seu ofício em uma província interiorana, consegue, por influência da condessa de Ribamar – filha de sua protetora, a marquesa –, mudar-se para Leiria.


Nesse ponto, Eça descreve como os interesses do clero estão atrelados aos interesses políticos. É o marido da condessa quem intervém junto a um ministro para solicitar ao bispo a transferência de Amaro, apesar de sua pouca idade, para a sede do bispado.


Em Leiria, o jovem padre aceita a sugestão do cônego Dias para morar em um quarto alugado na casa da senhora Joaneira – com quem Dias mantinha um caso –, auxiliando, em troca, nas despesas da casa. O quarto de Amaro fica exatamente embaixo do de Amélia, filha da dona da casa. Já no primeiro contato, Amaro e Amélia sentem forte atração mútua, que se desenvolve aos poucos e provoca o desinteresse da moça por João Eduardo, de quem era noiva.


O fato que desencadeia a ofensiva de Amaro sobre Amélia é algo que o jovem padre presencia: certo dia, ao chegar à residência da senhora Joaneira, encontra-a na cama com o cônego Dias. A partir daí, apesar de ter mudado de casa, Amaro vai perdendo os escrúpulos e se deixa levar pela atração sexual, seguindo o exemplo de seu antigo mestre.
O autor, além da crítica feroz que desfere contra o clero, toca também em outro tabu da época: a sexualidade.


É comum que os escritores vinculados à corrente naturalista, como era Eça na época em que escreveu esse romance, dêem ênfase ao erotismo que domina os personagens. Isso faz parte de sua caracterização, como apregoa o determinismo de Taine, segundo o qual os seres humanos são submetidos ao condicionamento pela herança, pelo meio social e pelo contexto histórico, que regem seu comportamento. Isso significa que, embora os personagens tentem, num primeiro momento, se prender a um padrão moral mediado pela consciência, acabam agindo pelos impulsos naturais de sobrevivência da espécie, principalmente o desejo sexual.


João Eduardo, enciumado, publica anonimamente no jornal local um artigo em que denuncia a imoralidade de alguns padres de Leiria, especialmente de Amaro. Esse fica indignado e passa a evitar Amélia — pensa até mesmo em abandonar o sacerdócio. No entanto, os padres descobrem o autor do texto polêmico e levam João Eduardo a deixar a cidade.

GRAVIDEZ E MORTE
É nesse momento que, no auge do desejo, Amaro e Amélia trocam o primeiro beijo. Para facilitar a sedução, Amaro se torna o confessor de Amélia, o que revolta João Eduardo, levando-o a dar um soco no pároco na rua. Após retirar a queixa contra seu agressor e ser visto como um santo pelas beatas (entre as quais Amélia), Amaro conduz a jovem para seu quarto e os dois têm a primeira relação sexual.


A nova criada do padre, Dionísia, alerta para o perigo dessa exposição e lhe recomenda que ache um local secreto para os encontros amorosos. A solução é a casa do sineiro da igreja, o Tio Esguelhas, deficiente que vive com uma filha, Antônia, a Totó. A desculpa para os encontros é a preparação de Amélia para se tornar freira e também ler textos religiosos a Totó.


O fascínio que Amaro exerce sobre Amélia é cada vez maior, até que ela começa a ter crises de consciência. A pedido da senhora Joaneira, o cônego Dias investiga o caso e fica sabendo, por meio de Totó, o que ocorria entre seu pupilo e a moça. Após uma discussão e trocas de acusações entre os dois, porém, o cônego e o padre passam a se tratar como sogro e genro.


Amélia então engravida, o que leva Amaro ao desespero. Com o cônego Dias, decidem casá-la com João Eduardo quanto antes. Ela se revolta com a idéia, mas acaba aceitando, o que faz com que o padre amante sinta ciúme. Para consolá-lo, decidem, então, continuar os encontros amorosos após o casamento.


O ex-noivo de Amélia, contudo, não é encontrado, o que os leva a buscar outra solução, já que fica cada vez mais difícil ocultar a gravidez. A histeria da moça aumenta, até que optam por enviá-la ao subúrbio para cuidar de dona Josefa, beata enferma irmã do cônego, enquanto os outros passam uma temporada na praia.


Entristecida por se separar da mãe e pelo abandono de Amaro, que permanece em Leiria, Amélia fica angustiada e entra em profunda crise. A situação é agravada pela censura de dona Josefa. A jovem encontra consolo então no bom abade Ferrão, um dos poucos personagens apresentados como íntegros na narrativa. Ele ouve a confissão de Amélia e a aconselha a superar a atração que ainda sente pelo padre. Amaro, ao saber disso, cego de desejo e ciúme, procura mais uma vez Amélia, que não resiste e se entrega novamente. O abade, por outro lado, tenta inutilmente unir a moça com o reaparecido João Eduardo, ainda apaixonado por ela.


O momento do parto se aproxima, e Amaro é aconselhado por Dionísia a enviar o bebê a uma “tecedeira de anjos”, mulher que mata recém-nascidos indesejados. Nasce a criança, que o pai leva à ama encarregada de fazer com que desapareça, em troca de pagamento.


Amélia não resiste e, pouco tempo depois, sofre de convulsões e morre. Amaro, triste por causa da morte da amante, tenta recuperar o filho, mas é tarde. A criança já havia sido morta. Traumatizado, ele sai de Leiria e é transferido. Em Lisboa, buscando de novo a ajuda do conde de Ribamar, reencontra o cônego Dias. Ambos concluem que o remorso sentido pelo caso havia sido superado. Afinal, “tudo passa”.

"Os Sertões" desvenda a Guerra de Canudos

Roberto Ventura
especial para a Folha de S.Paulo
Para conhecer a obra-prima de Euclydes da Cunha, nada melhor do que começar pelo próprio livro, cujo centenário de publicação será comemorado em 2 de dezembro. Euclydes da Cunha (1866-1909) acusa, em "Os Sertões", o Exército, a igreja e o governo pela destruição de Canudos, na Bahia, e denuncia a chacina dos prisioneiros, que haviam se rendido com garantias de vida.

Sua narrativa da guerra, que cobriu de agosto a outubro de 1897 como repórter do jornal "O Estado de S. Paulo", é precedida por um estudo da natureza e do homem do sertão e pela biografia de Antônio Conselheiro, o líder da comunidade. Traz ainda desenhos de paisagens, mapas geológicos, botânicos e geográficos, inspirados nas viagens de exploração científica, além de fotografias do conflito, tiradas por Flávio de Barros.

Quem se sentir desanimado pela extensão e pela densidade das duas primeiras partes, "A Terra" e "O Homem", pode começar pela terceira, "A Luta", na qual é abordada a campanha militar, e depois voltar aos capítulos iniciais, que esclarecem as razões do conflito e trazem uma linguagem rítmica e poética, que tem sido admirada e comentada. É particularmente dramática a parte final, "Últimos Dias", em que o autor relata a rendição de mulheres, velhos e crianças e os combates que culminaram, em 5 de outubro de 1897, com a tomada do povoado, que foi reduzido a cinzas.

Há duas edições de "Os Sertões" que recomendo: 1ª) a crítica de Walnice Nogueira Galvão (Ática, R$ 39,90), que compara o texto definitivo às três primeiras edições e traz cronologia da vida e da obra do escritor; 2ª) a anotada de Leopoldo Bernucci (Ateliê, R$ 64), que traz ensaio sobre o livro, dados biográficos e ótimas notas sobre vocabulário, história e geografia.

Existem também as edições da Record (R$ 21), da Martin Claret (R$ 13,90), da Itatiaia (R$ 30) e da Francisco Alves (esgotada a edição), que têm preços mais acessíveis. É possível fazer download do livro e de outras obras do autor nos sites Berrante Online, Casa Euclidiana, Euclides da Cunha e EUCLIDESite. Mas é preciso coragem para atravessar suas centenas de páginas grudado na tela do micro. Depois de percorrer "Os Sertões", o leitor poderá seguir, ao lado, os passos de iniciação no universo euclidiano.

*Roberto Ventura, 45, é professor de teoria literária na USP e autor de "Folha Explica Casa-Grande & Senzala" (Publifolha) e "Folha Explica Os Sertões" (Publifolha, no prelo).

Modernismo traz renovação à poesia

Thaís Nicoleti
Especial para a Folha de S. Paulo
Muito se tem falado sobre o processo de inovação desencadeado pelo primeiro tempo da poesia modernista. É bom que se tenha em mente que o que foi produzido no momento subseqüente ao da Semana de Arte Moderna de 1922 é uma espécie de matriz do que viria a ser a poesia contemporânea.

Não se trata aqui de dizer, sob o risco da simplificação, que, desde aquela época, a poesia não incorporou outros valores expressivos. O que é preciso lembrar é que foi naquele período que o próprio conceito de lirismo sofreu profundas modificações.

A dessacralização do objeto poético foi certamente uma delas, talvez a principal. Tudo passou a ser matéria da poesia. Uma sensibilidade permeada pelo intelecto e a consciência explícita dos processos de criação literária fizeram da poesia modernista um espaço de discussão de temas pertinentes ao próprio fazer poético. A título de exemplo, lembremos poemas como "Poética" ("Estou farto do lirismo comedido..."), de Manuel Bandeira, verdadeira "carta-programa" do modernismo, ao lado das paródias de textos do romantismo e da literatura informativa sobre o Brasil, dos poemas-piada de Oswald de Andrade etc.

A própria língua portuguesa, ferramenta básica da criação literária, foi tema de reflexão. Os conhecidos versos de "Pronominais" ("Dê-me um cigarro/ Diz a gramática/ Do professor e do aluno/ E do mulato sabido/ Mas o bom negro e o bom branco/ Da Nação Brasileira/ Dizem todos os dias/ Deixa disso camarada/ Me dá um cigarro"), de Oswald de Andrade, já discutiam à época um problema até hoje não resolvido pela gramática -pelo menos por sua vertente mais tradicional.

Na linguagem oral, a colocação do pronome átono no início do período ("Me dá um cigarro") é natural entre os falantes brasileiros do português. As gramáticas tradicionais, entretanto, ainda não incorporaram essa peculiaridade. Os modernistas, a propósito de aproximar a poesia da fala e de valorizar a arte como fator de identidade cultural, num momento de grande efervescência crítica, procuraram perceber essas idiossincrasias da dicção brasileira e agregá-las à literatura.

Na leitura de "Amar: Verbo Intransitivo", de Mário de Andrade, é experimentada essa "língua brasileira". Os pronomes átonos, por exemplo, aparecem no início das frases, em franca atitude de rebeldia antiacadêmica.

Os valores da cultura acadêmica, de modo geral, são questionados. Permeia o modernismo um espírito de renovação voltado para o encontro de nossas raízes.

Aprenda a identificar as figuras do barroco literário

Thaís Nicoleti de Camargo*
Especial para a Folha de S. Paulo
O barroco literário é normalmente identificado com a predominância de certas figuras de linguagem nos textos. As célebres antíteses e os paradoxos, além de inversões sintáticas, anadiploses, quiasmos etc., caracterizam a literatura do Seiscentismo. O uso de todos esses recursos, no entanto, obedece a um objetivo prévio, conforme com uma atitude própria dos escritores da época.

Essa atitude consiste na busca da agudeza, termo usado à larga no período barroco. Pode-se dizer que a agudeza é a manifestação de uma inteligência vivaz. Consiste em dizer algo que, como resultado de processos engenhosos, sobrepuja o mero raciocínio lógico.

No raciocínio agudo, atuam em conjunto três, por assim dizer, capacidades: o engenho, o artifício e a concordância. O engenho não se satisfaz com uma boa e evidente conexão silogística. Conquanto esta seja necessária, o engenho está em descobrir algo de raro e artificioso na relação entre duas coisas. O silogismo apresenta relações, de certa forma, naturais; o engenho é mais do que isso. Ele produz uma realização artística; produz, portanto, um prazer estético. O princípio da concordância é o que assegura a lógica da relação entre termos extremos, opostos.

Um bom exemplo desse "modus operandi" está no conhecido poema de Gregório de Matos Guerra, o soneto "Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,/ Da vossa alta clemência me despido;/ Porque, quanto mais tenho delinqüido,/ Vos tenho a perdoar mais empenhado.// Se basta a vos irar tanto pecado,/ A abrandar-vos sobeja um só gemido:/ Que a mesma culpa, que vos há ofendido,/ Vos tem para o perdão lisonjeado.// Se uma ovelha perdida e já cobrada/ Glória tal e prazer tão repentino/ Vos deu, como afirmais na sacra história,// Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,/ Cobrai-a; e não queirais, pastor divino,/ Perder na vossa ovelha a vossa glória".

Convém observar que o poeta fez um achado. Pede perdão a Deus de forma absolutamente engenhosa: ele pecou para dar a Deus a oportunidade de provar a bondade; se não houvesse o pecado, como Deus poderia perdoar e, assim, revelar Sua imensa bondade? O pecado, segundo esse arrazoado, favorece a Deus, que se engrandece no perdão. O raciocínio é baseado na parábola da ovelha desgarrada.

A idéia, do ponto de vista formal, desenvolve-se numa linguagem rebuscada, igualmente engenhosa, como comprovam as inversões sintáticas, as rimas, os recursos lingüísticos.

Dessa organização estrutural e da sagacidade do poeta resulta a agudeza barroca.
*Thaís Nicoleti de Camargo, autora dos livros "Redação Linha a Linha" (Publifolha) e "Uso da Vírgula" (Manole), é colunista da Folha Online e do site gazetaweb.globo.com/ @ - thaisncamargo@uol.com.br

terça-feira, 2 de junho de 2009

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NOVAS AQUISIÇÕES NA NOSSA BIBLIOTECA




INDICIOS FLUTUANTES - POEMAS - Tsvetáieva, Marina
A poética de Marina Tsvetáieva, uma das maiores poetas russas do século XX, cuja obra é considerada intensa e de difícil tradução, é recriada em toda a sua musicalidade e riqueza de signicados nesta edição bilíngüe (russo-português) composta de 61 poemas breves.


ARTHUR E A GUERRA DOS DOIS MUNDOS - Luc Besson
M., o Maldito, sempre maquiavélico, aproveitou a abertura do raio da Lua para crescer e passar para o mundo dos humanos. Todos temem o pior, pois essa criatura abominável agora mede mais de dois metros de altura e está decidida a conquistar novas terras. Diante de uma ameaça tão terrível, Arthur e seus amigos usarão todas as artimanhas, aproveitarão todas as situações mais inesperadas, enfim, farão de tudo para estragar o assustador plano de Maltazard. Mas será que vale a pena lutar contra um monstro gigantesco quando se mede apenas dois milímetros de altura?


FAMÍLIAS TERRIVELMENTE FELIZES - MARÇAL AQUINO
Conjunto de narrativas curtas do autor paulista, que também publicou, nesta editora, o romance Cabeça a prêmio.
Além de quatro contos inéditos, este livro revisita textos já publicados que, segundo o autor, encontram-se "em vias de atingir a maioridade". São oito contos retirados de As fomes de setembro; outros oito selecionados de Miss Danúbio, incluindo o texto que deu título a esse livro; e o conto Boi, que integrou a coletânea Decálogo (2000).
Segundo o crítico Cristóvão Tezza, "avançando pelo livro, do intimismo inicial o leitor sentirá a passagem para as suas fortes histórias de ação, dramáticas e surpreendentes, sempre atentas a 'essas coisas que são de direito' da humanidade paralela que povoa seu universo. Em cada gesto, esses personagens parecem pedir licença, às vezes a tiros, para entrar no mundo da humanidade verdadeira".

CRIME E CASTIGO – (ROMANCE) – FIODOR DOSTOIEVSKI
Um jovem sem dinheiro e sem perspectiva de futuro, uma idéia e uma série de acasos resultaram em um crime e em seguida veio o castigo. Crime e Castigo é a obra mais famosa de Dostoievski, um dos maiores escritores da literatura russa.
Raskólnikof mora sozinho em um quarto de uma hospedaria. Trancou a faculdade por não ter dinheiro para investir nos estudos. Passa a maior parte do seu tempo dentro do quarto, deitado e só come se a empregada da hospedaria lhe levar comida. Este jovem, que vive sem nenhum recurso financeiro, costuma empenhar alguns objetos que lhe restam para obter o dinheiro para sua sobrevivência. Sempre empenha com Alena Ivanovna, uma senhora de idade, taciturna e de poucos amigos, que vive com Isabel, sua irmã.
A família de Raskólnikof se resume em sua mãe e irmã, que não moram com ele e nem na cidade onde ele mora e, devido a isto, se comunicam através de cartas. Sua mãe, apesar de também não possuir muitos recursos, sempre que pode lhe envia dinheiro para ajudar com as despesas e os estudos,. Apesar de ter sua mãe, irmã e seu amigo Razumikine, o jovem rapaz é solitário, passa mais tempo conversando consigo mesmo do que com outro ser humano. Mas ele podia mudar sua vida e fornecer um futuro melhor para sua mãe e irmã. Como? Matando.
Todo crime deve ter um castigo? Alguém tem o direito de tirar vidas para alcançar um objetivo? Segundo Raskólnikof, a humanidade se divide em duas: os que podem tudo e os que não podem nada. Para ele algumas pessoas possuem intelecto superior e mais capacidade do que outros e por isso podem possibilitar o desenvolvimento e bem estar mundo e se para isto for preciso desobedecer regras, não há problemas, pois eles têm este direito. Raskólnikof se inspirava em Napoleão e segundo seus pensamentos, ele foi um destes homens superiores que para conseguir alcançar seus objetivos precisou matar e com certeza não hesitou, por isso o admirava. Mas após cometer seu crime percebeu que não era forte o suficiente como Napoleão e um certo acaso mudou um pouco o rumo de seus cálculos, um acaso que se chama Isabel.
Em Crime e Castigo a solidão não é retratada apenas em um personagem, na verdade, todos os personagens são solitários mesmo que eles não saibam disso. Sempre existirá um castigo para um crime e deve haver. Raskólnikof começou a ter seu castigo desde o momento em que percebeu o que havia feito, pois seu medo e seus nervos não o deixaram em paz. Ele não matou por dinheiro ou prazer e sim porque ele podia matar, ou seja, não era um simples ser humano, podia ousar, assim como, Napoleão o fez. Ele precisava provar a si mesmo que era superior e que não recuava diante de obstáculos. Um romance intrigante e uma teoria extravagante compõem esta obra com um tema bem original.


A DAMA DO CACHORRINHO E OUTROS CONTOS - ANTON TCHEKHOV
Os contos breves, precisos e tocantes de Anton Pavlovitch Tchekhov (1860-1904) revolucionaram a maneira de escrever narrativas curtas, tornaram-se mundialmente conhecidos e influenciaram os principais escritores que se dedicaram ao gênero depois dele. Grande parte da originalidade de Tchekhov reside no papel fundamental que desempenham, em suas histórias, a sugestão e o silêncio, a ponto de, muitas vezes, o mais importante ser justamente o que não é dito. Esta é uma coletânea de trinta e seis de seus melhores contos, selecionados e traduzidos diretamente do russo por Boris Schnaiderman, que assina também o posfácio e as notas à edição. De 'Nos banhos' (1883) a 'A dama do cachorrinho' (1899), que dá título ao livro e encerra o volume, o leitor poderá acompanhar o desenvolvimento da arte deste escritor que sempre colocou o homem como centro de suas preocupações, e que via na literatura um instrumento para sua emancipação.


ZORRO - COMEÇA A LENDA - ISABEL ALLENDE
Zorro é o retrato de personagens de carne e osso, com virtudes e fraquezas, sensíveis e impetuosos, que nos arrastam em suas aventuras através de uma época vibrante. Com sua habitual maestria, Isabel Allende nos revela a vida simples das missões espanholas na Califórnia no início do século XIX e a agitação nas ruas de uma Barcelona ocupada pelas tropas napoleônicas em plena Guerra da Independência; os ritos de iniciação das tribos indígenas e os mistérios para ter acesso a uma sociedade secreta européia; a espiritualidade de um código de honra sem fronteiras e as contradições da alma humana... "Zorro – Começa a Lenda", de Isabel Allende, é uma aventura como as de antigamente.


A BELA SENHORA SEIDENMAN - ANDRZEJ SZCZYPIORSKI
Poucos autores conseguem controlar, com tanto conhecimento e clareza, uma rica galeria de personagens como faz o escritor polonês Andrzej Szczypiorski (1924-2000) neste romance. É no cotidiano abalado pela Segunda Guerra Mundial que o escritor busca o retrato complexo do destino da humanidade no século XX.
Com um narrador livre de todas as amarras, que se desloca para frente e para trás na linha do tempo, mergulhando no passado e se voltando para o futuro, Szczypiorski construiu um romance notável. Ele aborda política, vida social, religião e história, num estilo às vezes irônico, mas sempre reflexivo, e principalmente poético, que cativa rapidamente o leitor.
O ponto de partida é a ocupação de Varsóvia pelos alemães em 1943. A Polônia mais uma vez subjugada. O gueto judeu resiste, com seus personagens marcantes, como o rebelde Pawelek Krynski, alter-ego do autor, que surge como um produto do país onde convivem poloneses, judeus, alemães e outros; seu amigo Henio Fichtelbaum, que toma a difícil resolução de sair do gueto para enfrentar o seu destino; o fora-da-lei Suchowiak, que cobra para contrabandear judeus para fora do gueto; o velho ferroviário socialista Filipek, que se engaja numa aliança peculiar com o alemão Müller — e toda uma rede de vizinhança — para salvar dos porões da Gestapo a bela senhora Seidenman, que com documentos falsos se passa por viúva de um oficial polonês, e enfrenta, determinada e desafiadora, seu verdugo nazista.
Publicado em 1986, em Paris, mas em polonês, o livro circulou semi-clandestinamente na Polônia, pois fazia duras críticas a toda e qualquer forma de totalitarismo de Estado. O interesse crescente pela narrativa, que tratava a guerra de forma complexa, deixando de lado as visões maniqueístas, fez com ela fosse traduzida para mais de vinte idiomas, tornando-se um best-seller na Europa, e projetando internacionalmente a carreira de Szczypiorski, também autor de Uma missa para a cidade de Arras, editado no Brasil, em 2001, pela Estação Liberdade.


DOM JUAN - MOLIÈRE
Don Juan é um lendário libertino que seduziu uma jovem moça de família nobre da Espanha, e também assassinou seu pai. Depois, tendo encontrado num cemitério uma estátua deste, jocosamente a convidou para um jantar, convite este aceito alegremente pela estátua. O fantasma do pai ali também chegou, como precursor da morte de Don Juan. A estátua pedira para apertar-lhe a mão e, quando este lhe estendeu o braço, foi por ela arrastado até o inferno.


SONHOS FANTÁSTICOS - COLIN THOMPSON
Chegara a hora prometida pelo pai; Max, de onze anos, ia conhecer a avó paterna e o lugar onde ela vivia - Savernake. Um lugar especial, diferente de todos os outros, onde Max encontrará seus sonhos, seu sangue, seu lar. Pois 'em Savernake tudo é possível'. Ao conhecer a avó, há tempos presente em seus sonhos, recebe a orientação mais importante para a sua estadia - 'Mantenha a mente aberta e jamais se esqueça de que existe sempre mais de um significado para tudo e mais de uma resposta para todas as perguntas'. Max conhece a gigantesca e misteriosa casa da avó, com seus infinitos cômodos, o centenário gato Webster, o cão Neville, a Menina dos Sanduíches. Faz grandes amizades. A bordo do submarino dos selos vermelhos, é levado à ilha governada pelo Rei Trevor Quadringentésimo Quadragésimo Primeiro ou Será Segundo. Vive Sonhos Fantásticos dos quais jamais se esquecerá, em que a fantasia é a lógica e as perguntas estragam a magia.


MASTIGANDO HUMANOS - NAZARIAN, SANTIAGO
Um Romance Psicodelico
Um jacaré vivendo no esgoto de uma grande cidade? Não, não é mais uma lenda urbana. Neste livro, o autor oferece ao leitor um jacaré urbano, frustrado e existencialista, que usa sua bocarra não apenas para mastigar, mas também para dissertar sobre sua infeliz condição de réptil que perdeu o reinado sobre a terra - 'O erro dos dinossauros foi querer aparecer demais', reflete este jacaré-narrador, que, numa espécie de crise da adolescência, abandona a vida confortável e natural de seu pântano natal para desbravar o mundo


MUITO LONGE DE CASA - MEMÓRIAS DE UM MENINO SOLDADO - ISHMAEL BEAH
O jovem Ishmael Beah, originário de Serra Leoa , mas vivendo atualmente em Nova York, conta ao leitor a sua terrível experiência como criança-soldado nas montanhas de Serra Leoa, na África, obrigado que foi ainda criança a pegar em armas. E como conseguiu, ajudado pela UNICEF, a se reerguer, se reconstruir, estudar e finalmente narrar sua história, que é um best-seller nos EUA e na Europa.
O livro: Trezentas mil crianças-soldado, lavagem cerebral, entorpecentes, abusos dos senhores da guerra, morte. Muitas hoje ainda sofrem com as conseqüências. Fã de hip hop e de boa literatura, Ishmael Beah, após passar a infância e a adolescência na roda-viva da guerra, foi reabilitado pela Unicef e teve a chance de contar o que qualquer ficção jamais conseguiria recriar. Uma narrativa convincente, de linguagem bem acabada da visão do inferno, por quem esteve lá e conseguiu sair com vida.


ERA NO TEMPO DO REI - CASTRO, RUY
Um Romance Da Chegada Da Corte
Um romance histórico de tintas cômicas que promove o encontro de uma das figuras mais importantes da História do Brasil, D Pedro I, com o protagonista de um dos clássicos da literatura nacional, Leonardo, de 'Memórias de um sargento de milícias', escrito por Manuel Antônio de Almeida. Por obra do acaso, os dois, ainda adolescentes, acabam se tornando amigos e participando de uma aventura capaz de mudar os rumos do país e até do mundo.

O TRONO NO MORRO - JOSÉ J. VEIGA
Um inexperiente bandoleiro se torna o líder de um estranho reino, onde o inesperado pode acontecer a qualquer momento


OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER AUTOR: GOETHE, JOHANN WOLFGANG VONA
que ponto pode chegar um coração apaixonado?
Fruto de uma vida inquieta e de uma inteligência sem limites, a obra de Goethe abrange tudo o que o precedeu e tudo o que se anunciou em seu tempo, sintetizando sentimento e razão, homem e natureza. O amor mal-sucedido por Charlotte Buff, noiva de um amigo, deu origem a 'Os Sofrimentos do Jovem Werther', primeiro romance de Goethe, apresenta o fracasso da pretensão sentimental de Werther. A obra, essencialmente psicológica, teve repercussão extraordinária em toda a Europa. A figura atormentada de Werther tornou-se modelo do herói pré-romântico na época.


O AMANUENSE BELMIRO - CYRO DOS ANJOS
Amanuense Belmiro é um diário, que dura um ano e pouco, 1935. Belmiro é um funcionário, solteiro, introvertido. O livro retrata sua vida cotidiana, as suas confissões, o seu mundo provinciano, o grupo de amigos, a rotina de um burocrata que procura seu ritmo. O livro nasceu em 1937, de uma crônica que Cyro dos Anjos escrevia para A Tribuna , de Belo Horizonte, sob o pseudônimo de Belmiro Borba.


SARGENTO GETÚLIO - JOÃO UBALDO RIBEIRO
Ambientado no Nordeste dos anos 50, Sargento Getúlio narra a história de Getúlio Santos Bezerra, homem de confiança de um poderoso coronel de Sergipe, que precisa levar um preso político de Paulo Afonso até Aracaju. No meio do trajeto, uma reviravolta política faz com que as ordens se alterem: Getúlio não deve mais prosseguir com a missão. Desconfiado, determinado a cumprir à risca o serviço que lhe fora dado, o sargento parte em uma jornada que não terá outro destino a não ser o da violência e da morte.


CIRANDA DE PEDRA - LYGIA FAGUNDES TELLES
Romance de estréia da escritora. Virgínia vai viver com a mãe depois da separação dos pais. A mulher morre e a menina é mandada para um colégio interno. Quando sai para viver com o pai e as irmãs, se depara com um clima de rejeição e crueldade


OS RIOS TURVOS - LUZILÁ GONÇALVES FERREIRA
Cego pelo ciúme, um homem apunhala a mulher, mas acaba sofrendo um golpe ainda mais duro. Antes de morrer, ela revela que já o tinha apunhalado por trás, denunciando-o à Inquisição. Como um amor tão grande, entre dois seres sensíveis e cultos, pôde acabar de forma tão trágica e traiçoeira?
Paixão e ódio se misturam na história verídica do poeta Bento Teixeira e sua mulher Filipa Raposa, passada no Brasil do século XVI, em plena visita da Inquisição. Num dramático romance histórico, Luzilá Gonçalves Ferreira recria de forma admirável, tanto em termos de linguagem quanto de narrativa, a vida social do primeiro século da sociedade brasileira.
Uma época atormentada. Tortura-se Bento Teixeira, o autor de Prosopopéia, com sua condição de cristão-novo ainda preso ao judaísmo, e de marido que reprime seu amor para não despertar o desejo de sua mulher. Sofre Filipa, uma mulher apaixonada a quem os anos de casamento acrescentaram o sabor amargo da mágoa. Um temperamento independente e emotivo, oposto, quando poderia ser complementar ao do marido ciumento e reprimido.
O casamento dos dois é marcado pela dualidade. Por dúvidas que fazem o poeta por fim matar a mulher amada. E mágoas que fazem a mulher delatar o pai de seus filhos à Igreja. A história real de um Brasil dividido entre o gosto e o temor do pecado


O OUTRO PÉ DA SEREIA - MIA COUTO
Este novo romance do moçambicano Mia Couto faz um retrato poético, alegórico e também crítico da Moçambique contemporânea. A imagem de uma santa católica que encanta e perturba todos os que dela se aproximam é o centro de uma trama dividida em dois momentos históricos, ligados por questões étnicas, religiosas e de destino familiar.
Num deles, o jesuíta Gonçalo da Silveira parte de Goa, na Índia, em 1560, com a missão de converter ao cristianismo o imperador do Reino do Ouro, ou Monomotapa, situado na região fronteiriça entre os atuais Zimbábue e Moçambique. Segue com ele uma imagem de Nossa Senhora, a que os escravos da nau portuguesa chamam de Kianda, uma divindade das águas, e os africanos tratam por Nzuzu, a rainha das águas doces. As relações de sincretismo religioso e choque cultural entre portugueses, indianos e africanos conduzem ao segundo momento histórico.
Em 2002, dez anos depois dos acordos de paz entre governo e forças rebeldes, Moçambique é um país em recuperação. Um pastor e sua mulher, Mwadia Malunga, encontram a imagem de Nossa Senhora nas margens de um rio da pequena localidade de Antigamente. O curandeiro do lugar diz que eles conspurcaram o espírito do rio e correm grande perigo. Mwadia decide então voltar a Vila Longe, onde deixara a família, para abrigar a estátua.


DESTINO: TRANSILVÂNIA - REGINA DRUMMOND
"Ele gostava particularmente de assistir às execuções em massa: várias pessoas eram empaladas de uma só vez e deixadas ao longo dos caminhos, de um lado e de outro, as estacas erguidas como os mastros de um navio. Exigia esmero no empalamento, pois queria que as vítimas demorassem para morrer, de modo a melhor apreciar o espetáculo. Depois, abandonava seus corpos expostos durante semanas, às vezes meses. O voivoda sabia que a brutalidade era a sua maior garantia de paz."


DIA DE SÃO NUNCA À TARDE ROBERTO DRUMMOND – NOVELA
Dia de São Nunca À Tarde é uma divertida e inédita novela de Roberto Drummond.
Drummond conta a história do internato do Colégio São Francisco, em Minas Gerais. Neste misterioso lugar, alunos convivem com fantasmas, freis fazem milagres e todos jogam futebol. A história toda gira em torno dos irmãos Gabriel e Gabriela. Gabriel é craque do time de futebol e também o aluno mais popular. Com a volta de Gabriel, um mistério surge no ar: será que ele é mesmo Gabriel ou será sua irmã Gabriela?


SONHOS NÃO ENVELHECEM HISTÓRIAS DO CLUBE DA ESQUINA - MARCIO BORGES
Histórias do clube da esquina
Milton Nascimento é o personagem central deste depoimento de Márcio Borges, primeiro parceiro de Milton. Como num filme delicado e arrebatador, ele reconstrói com paixão a história do país nos últimos trinta anos, a partir das lembranças dos meninos que um dia se encantaram com a música


O CRIME MAIS CRUEL - MIRIAM MAMBRINI
O Crime Mais Cruel" tem início com o seqüestro de Gui, uma criança de seis anos filho de um empresário bem-sucedido. Em uma narrativa dinâmica, a autora agrega a trama psicológica ao gênero policial, envolvendo o leitor não somente na movimentação dos personagens em torno da solução do problema, mas também na gama de conflitos ocultos que permeia a relação entre os personagens. O resultado é um livro envolvente, que leva o leitor a refletir acerca de questões aparentemente corriqueiras que envolvem o nosso cotidiano.


COM O DIABO NO CORPO E O BAILE DO CONDE - RAYMOND RADIGUET
O volume reúne os dois romances deixados por Raymond Radiguet. Com o diabo no corpo conta a história de uma iniciação, na forma de um amor doloroso, condenado, impossível, sempre suspenso à espera do fim da Primeira Guerra Mundial, quando terá de acabar. Reconhecido como uma obra-prima desde a primeira edição, o livro recebeu o prêmio Nouveau Monde em 1923. Teve uma edição ilustrada por Pablo Picasso. Foi levado às telas três vezes, sendo mais famosa a versão dirigida por Claude Autant-Lara, com Gérard Phillipe e Micheline Presle nos papéis principais. Publicado depois da morte do autor, O baile do conde d Orgel é um dos mais brilhantes romances psicológicos já escritos - confirmou a legenda de Radiguet. Ele mesmo escreveu: Romance de amor casto, mas tão escabroso quanto o romance menos casto. Não é uma pintura do mundo, ao contrário de Proust. O cenário não conta. O único esforço de imaginação não está nos acontecimentos externos, mas na análise dos sentimentos. . Foi filmado por Marc Allégret em 1969. A edição brasileira inclui uma cronologia do autor e uma bibliografia de estudos críticos sobre os dois romances.


ANA E A MARGEM DO RIO - GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO
ANA E A MARGEM DO RIO - CONFISSÕES DE UMA JOVEM NAUÁ conta a história de Ana, índia da nação Nauá, educada em um colégio religioso em plena floresta amazônica. Aos poucos, a jovem índia - dividida entre o mundo da oralidade, herdado de sua tribo, e a religiosidade, imposta pelo sistema educacional - divide com os amigos as aventuras fabulosas tantas vezes ouvidas de sua mãe. Mas como quem conta um conto aumenta um ponto, a história vai sendo modificada pela influência que Ana recebe das freiras salesianas.


ESSA TERRA - ANTÔNIO TORRES
Essa terra retrata o impacto da cidade grande sobre o retirante, o imigrante nordestino. O próprio autor, nascido na pequena cidade de Junco, interior da Bahia, percorreu os mesmos caminhos dos seus personagens, deixando o Nordeste para procurar a sorte nas metrópoles do Sudeste. E a encontrou.


ÉDIPO REI - SÓFOCLES
Atormentado pela profecia de Delfos, de que iria matar o pai e desposar a mãe, Édipo tenta – inutilmente – fugir de seu destino...
É uma obra-prima da tragédia grega, ilustra a impotência humana diante do destino! Um livro cheio de surpresas que você só consegue interromper a leitura quando ele termina! Merece uma leitura atenta e analítica!


A TULIPA NEGRA - ALEXANDRE DUMAS
Romance de Alexandre Dumas, autor de Os três mosqueteiros. A ação se passa na Holanda, no século XVII, mais precisamente entre o início de 1672 e 15 de maio de 1673. Injustamente acusado de traição, Cornelius van Baerle, médico e cultivador de tulipas, é preso, apaixonando-se por Rosa, a bela filha do carcereiro. Esse amor quase impossível se entrelaça com outro feito também quase impossível: a produção de uma tulipa negra, desafio proposto pela Associação Hortícola de Haarlem, com o vultuoso prêmio de cem mil florins. Dumas entrelaça fatos históricos (como o assassinato dos irmãos De Witt e a especulação econômica em torno da tulipa), com uma história de amor e aventura. E quantas aventuras e reviravoltas ele consegue imaginar em torno do dia-a-dia de um prisioneiro!


A BEIRA DO CORPO - AYALA, WALMIR
'À Beira do Corpo' conta a história de Bianca, jovem mulher que trai o marido Vicente com o também casado Tenente Sebastião, contando com a cumplicidade e o auxílio da empregada Flora. Flagrada em circunstância de adultério, depois de ter sido delatada por Flora, Bianca, junto do seu amante, é assassinada por Vicente, que vai sofrer internamente as conseqüências do seu ato. Esses fatos têm como cenário a pequena cidade de Vila Nova, no interior do Rio Grande do Sul.


DOIS IRMÃOS - MILTON HATOUM
"Dois Irmãos" é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. É a história de dois irmãos gêmeos - Yaqub e Omar - e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino - o filho da empregada - narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.


ESTAÇÃO CARANDIRU - (DRAUZIO VARELLA)
Com quase oito mil presos, a Casa De Detenção de São Paulo foi o maior presídio do país e ficava localizada no bairro do Carandiru. Foi construída na década de vinte e possuía sete pavilhões, onde os presos ficavam soltos durante o dia e à noite eram trancados em suas celas. Os mais afortunados, que possuíam família e dinheiro, conseguiam arranjar uma cela decente, mas os solitários e sem dinheiro, permaneciam em celas pequenas, cheias e imundas, onde se desenvolviam várias doenças.
O livro narra a convivência do médico Drauzio Varella com a " malandragem ", que dentro da prisão cria um mundo onde os mais perigosos é que ditam as regras e coitado daquele que não obedecê-las...O pior castigo é sem dúvida a morte, passando despercebida pelos carcereiros que muitas vezes até apoiavam os marginais. É um mundo cão mesmo, cruel e desumano.
A palavra piedade não existe no dicionário desses homens que vivem pior que animais no Zoológico.
Não estou querendo defendê-los, já que muitos cometeram crimes terríveis, mas sustentar criminosos com o dinheiro da população e não adotar um projeto de profissionalização ou até a produção do seu próprio alimento dentro do presídio, é estúpido e injusto pra nós que estamos fora das grades.


CONTOS BRASILEIROS DE FUTEBOL - CYRO DE MATOS
Craques do conto brasileiro falam de dramas e paixões que o futebol proporciona, ora mostrando a vida com seus ventos contrários, ora imitando a própria arte no que tem de emoção e sonho. Com o estádio cheio ou na pelada, na jogada suja do cartola ou com os moleques de rua, nos lances cujos minutos fazem as horas do mundo, que assoberbam o brasileiro quando se trata da nossa primeira conquista de um campeonato mundial de futebol. Falam sobre a disputa na vida e no campo, revelam o futebol embaralhando-se num jogo encoberto de amor e vingança. Conseguem dar um show de bola quando afinam na escrita autêntica a vida no que tem o brasileiro como uma de suas faces mais alegre, sofrida. Transformam em obra de arte, no caso a literária, as jogadas mais sensacionais da vida, apuradas num toque sutil da palavra que rola na bola, como naqueles vinte minutos finais mais lentos da história do futebol brasileiro quando conquistamos a primeira Copa do Mundo em gramados da Suécia – é o que conta Renard Perez na história tensa com final feliz de “Copa do Mundo”. Sobre o Autor Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, Sul da Bahia, escritor, poeta e advogado aposentado. Com “Os Recuados” (contos) conquistou o Prêmio Jorge Amado, do Centenário de Ilhéus; Leda Carvalho, da Academia Pernambucana de Letras; e Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (menção honrosa). Seu livro Canto a Nossa Senhora das Matas foi traduzido para o alemão por Curt Meyer Clason. Participou como convidado do Terceiro Encontro Internacional de Poetas, da Universidade de Coimbra, Portugal. Pertence à Academia de Letras da Bahia.


ARTHUR E OS MINIMOYS - LUC BESSON
Arthur é um garotinho de 10 anos às voltas com os problemas do mundo dos adultos. Seu avô está misteriosamente desaparecido, seus pais estão sem trabalho, e sua avó está prestes a perder a casa para um empresário maldoso. Mas nem tudo está perdido. Arthur sabe de um segredo que pode salvar a casa de sua avó - um tesouro escondido em algum lugar do jardim. Como encontrá-lo? Com muita aventura e fantasia, começa a história que leva nosso pequeno herói para um mundo mágico onde vivem pequeninos e encantadores seres - a Terra dos Minimoys.


O DIÁRIO DE ANNE FRANK - OTTO H. FRANK, MIRJAM PRESSLER
"12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente segui para Auschwitz e mais tarde para Bergen-belsen


A FACE HORRIVEL - ANGELO, IVAN
Este livro apresenta 14 contos nos quais o autor retoma um estilo crítico e exigente, tratando de temas cotidianos como a vida, a morte, o crime, a mentira e o sofrimento


O SONHADOR - WILL EISNER
O SONHADOR conta a história de um rapaz que sonha em trabalhar no mundo das revistas em quadrinhos nos anos 30. Ao longo do caminho, ele irá conhecer outros que compartilham do seu sonho e aqueles que têm seus próprios sonhos.
Esta ficção, baseada em elementos reais, captura o drama e a turbulência da vida nos estúdios de criação de HQs no momento em que os fundadores dos quadrinhos davam origem a uma nova mídia artística. Will Eisner definiu esta obra como um tipo de romance gráfico histórico que se passa nos primórdios da indústria das revistas em quadrinhos. Trata-se de uma grande história humana que confirmará as aspirações do sonhador que existe dentro de todos nós.
Além disso, esta obra pode ser encarada como uma "autobiografia ficcional" do próprio Eisner, na qual ele conta o surgimento das revistas em quadrinhos e o "BUM" dos super-heróis, além de mostrar coadjuvantes como Bob Kane, Jack Kirby, Lou Fine, George Tuska e outros do meio editorial americano, tudo com os nomes devidamente alterados.
Como sempre, o autor explora os elementos humanos como ninguém e dá uma injeção de ânimo e esperança não só a todos aqueles que almejam uma carreira no mercado de quadrinhos, mas em todos que têm um sonho a ser realizado!


PARA VIVER UM GRANDE AMOR - VINICIUS DE MORAES
"Esta coletânea de crônicas, se bem que mesclada a poemas de fato e de circunstância, é o primeiro livro de prosa do A. Tendo exercido o mister de cronista em várias épocas, nos últimos vinte anos, resolveu ele selecionar algumas delas, a instâncias, também, de seus Editores, e vir a público. Há, para o leitor que se der ao trabalho de percorrê-las em sua integridade, uma unidade evidente que as enfeixa: a de um grande amor. Foram elas publicadas em jornais e revistas vários, de alguns dos quais o A. perdeu o rastro. A maioria, no entanto, saiu em Última hora, no período que vai de 1959 a nossos dias. Os poemas, muitos dos quais escritos nesse mesmo interregno, visam a amenizar um pouco a prosa: dar-lhe, quem sabe, um "balanço" novo. E situam-se, quase todos, nessa fase do A. que vai de seus últimos dias de Paris, em 1957, onde foi escrito, em julho, "O amor dos homens", até o fim do seu estágio em Montevidéu, em 1960. Dentro, portanto, da experiência do grande amor. Copiar e ordenar mais de mil crônicas, do que resultou esta seleção, foi obra de D. Yvonne Barbare, secretária do A., cuja competência e dedicação não pode ele deixar de louvar aqui".


VESTIDO DE NOIVA - NELSON RODRIGUES
Pela mente de Alaíde, vítima de atropelamento, passam flashes de seu relacionamento com o marido, da disputa com a irmã, de seus desejos inconfessáveis, tudo de forma desencontrada, misturando realidade, lembrança e alucinação. Com direção de Ziembinski, a estréia de Vestido de Noiva, em 1943, marcou o início da nova fase do teatro nacional e consagrou Nelson Rodrigues.


UM ROMANCE CONVENIENTE - STELLA CAMERON
Um romance conveniente é uma história de amor divertida e sensual, com um elenco de personagens fabulosos em um enredo construído com toques de mistério, vingança e muita paixão


PERSEGUIÇÃO IMPLACÁVEL - CARTER, PETER
Durante a Segunda Guerra Mundial, na França dominada pelos nazistas, uma faixa do território francês foi ocupada pelo exército italiano. Muitos judeus refugiaram-se nessa região. O autor divulga esse episódio pouco conhecido da Segunda Guerra Mundial, relatando a viagem de volta à pátria de um cabo italiano, que leva consigo um menino judeu. Fugindo das forças colaboracionistas francesas e do exército nazista, os dois ainda têm de enfrentar o frio dos desfiladeiros dos Alpes franceses.


O GRITO DA SELVA - TRADUTOR: LOBATO, MONTEIRO
'O grito da selva' mostra as aventuras e desventuras do cão Buck. Arrancado do cotidiano tranqüilo e confortável da fazenda do juiz Miller, na Califórnia, ele é levado para a dura realidade do Alasca, repleta de hostilidade e sofrimentos. Lá ele conhece os lobos e a solidão.


ARGO E SEU DONO - ITALO SVEVO
"Existem três cheiros neste mundo: o cheiro do dono, o cheiro dos outros homens, o cheiro de Titi, o cheiro de diversas raças de animais (lebres que às vezes, mas raramente, são grandes e com chifres, e pássaros e gatos) e enfim o cheiro das coisas. O cheiro do dono, dos homens, de Titi e de todos os animais é vivo e resplandecente, enquanto que o cheiro das coisas é tedioso e preto. As coisas têm às vezes o cheiro dos animais que passaram por cima delas, especialmente se nelas deixaram alguma coisa, caso contrário as coisas são mudas. Nós cães amamos fazer o bem às coisas. O cheiro do dono todos conhecem e não preciso falar dele. Seria uma desgraça se não existisse aquele cheiro nesse mundo. Argo poderia fazer o que quisesse, o que seria ruim. Aquele cheiro tranqüiliza, dirige e protege.

TRATADO GERAL DAS GRANDEZAS DO ÍNFIMO - MANOEL DE BARROS
Manoel de Barros nos convida para uma viagem em Tratado geral das grandezas do ínfimo . Através de um vôo pelas belezas do Pantanal e de sua lírica, o poeta pantaneiro trata de coisas pequenas e desimportantes, as mais importantes para ele, na verdade. As que possuem maior grandeza e valor, as coisas simples da vida. Encontramos poemas de beleza singular nos quais Manoel revela, entre outras características, a disfunção lírica.


BOCA DO INFERNO - ANA MIRANDA
Bahia, século XVII. Um grupo de conspiradores assassina o alcaide-mor da cidade. O crime desperta a ira de poderosos e desencadeia uma série de perseguições que vão revelar a arbitrariedade, a corrupção e a tirania que assolam a Colônia.


NOVE NOITES - BERNARDO CARVALHO
Na noite de 2 de agosto de 1939, um jovem e promissor antropólogo americano, Buell Quain, se matou aos 27 anos, de forma violenta, enquanto tentava voltar de uma aldeia indígena no coração do Brasil para a civilização. O caso se tornou um tabu para a antropologia brasileira, foi logo esquecido e permaneceu em grande parte desconhecido do público. Sessenta anos depois, ao tomar conhecimento da história por acaso, num artigo de jornal, o narrador é levado a investigar de maneira obsessiva e inexplicada as razões do suicídio do antropólogo. Em sua busca obstinada pelas cartas do morto ou pelo testamento de um humilde engenheiro que ficara amigo do antropólogo nos seus últimos meses de vida, o narrador é guiado por razões pessoais que não serão reveladas até o final do romance, mas que dizem respeito a sua experiência de criança na selva, à história e à morte de seu próprio pai.
Este livro narra a descida ao coração das trevas vivenciadas pelo jovem expoente da antropologia americana às vésperas da Segunda Guerra. A história é contada em dois tempos, na combinação progressiva entre a busca pelo testamento do engenheiro e a pesquisa que o narrador vai fazendo em arquivos, atrás das cartas do antropólogo e dos que o conheceram na época e na tribo dos índios krahô, no interior do sertão brasileiro. A história de Buell Quain revela as contradições e os desejos de um homem sozinho numa terra estranha, confrontado com seus próprios limites e com a alteridade mais absoluta, numa narrativa que faz referências aos romances de Joseph Conrad e aos relatos do escritor inglês Bruce Chatwin.


A VIDA É SONHO - PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA
'A vida é sonho' é uma das mais conhecidas e encenadas comédias de Calderón de la Barca. A peça se vale dos recursos da farsa para representar o grave assunto de 'vanitas', ou vaidade da vida. A finalidade moral que assume em seu tempo é, pois, ensinar a lição do Eclesiastes - a de que é vã a vida humana sobre a terra, não passando de vaidade e aflição do espírito aqueles bens que aos homens pareçam honra, glória, riqueza ou distinção

A GUERRA DOS MUNDOS - H. G. WELLS
Publicado pela primeira vez em 1898, essa obra-prima de ficção especulativa de H.G. Wells aterrorizou e divertiu gerações de leitores, gerou inúmeras imitações e serviu de inspiração a mestres como Orson Welles e Steven Spielberg.
Por tempos, os homens foram estudados à distância pelos marcianos, que nos observavam como quem analisa micróbios por um microscópio. No final do século XIX, entretanto, eles partem para a Terra e aterrissam nos arredores de Londres. À primeira vista, os marcianos pa-recem risíveis: mal conseguem se mover, e não saem da cratera criada pela aterrissagem de sua espaçonave.
Mas, conforme seus corpos começam a se acostumar com a gravidade terrestre, revelam também seu verdadeiro poder. Os marcianos são máquinas biomecânicas assassinas com mais de 30 metros de altura, que destroem tudo a sua volta. Aniquilando toda tentativa de retaliação do exército britânico, eles rapidamente eles chegam à capital britânica, que é evacuada às pressas por uma população desesperançada.
O enredo é uma analogia à Inglaterra e à Europa do século XIX - potências imperialistas que submetiam, colonizavam e sugavam recursos de culturas menos avançadas tecnologica-mente. Com A Guerra dos Mundos, Wells procurava mostrar o que seria da Inglaterra se ela enfrentasse o mesmo tipo de extermínio social, econômico e cultural que impunha a outros povos.


TIA JULIA E O ESCRIVINHADOR - VARGAS LLOSA, MARIO
Tia Julia e o escrevinhador é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Mesclando humor e romance, o escritor narra a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos 50, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até o dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e tia Julia é descoberto pela família.


OLGA - FERNANDO MORAIS
A obra fala sobre a vida de Olga Benário alemã, judia e comunista, que se envolveu com Luís Carlos Prestes. Ela veio ao Brasil para lutar com ele pelos ideais comunistas. Acabou sendo presa e deportada grávida para a Alemanha pelo governo brasileiro, tendo como presidente Getúlio Vargas. Morreu numa câmera de gás de um campo de concentração em 1942.


MACAU - PAULO HENRIQUES BRITTO
O projeto poético de Paulo Henriques Britto ganha prosseguimento e renovação. Sua já conhecida predileção por formas fixas vem de novo acompanhada por imagens prosaicas e um bom humor folgado. O título do livro indica uma localização espacial ao mesmo tempo familiar e estrangeira: Macau é cidade chinesa onde se fala o português. O autor dialoga com a tradição modernista - principalmente com Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Mário de Andrade -, mas também com João Cabral de Melo Neto, como evidencia o poema "Fisiologia da composição". Ecos drummondianos podem ser sentidos em "Bagatela para a mão esquerda". Nesse poema, assim como em Trovar claro, seu livro anterior, o autor volta a fazer um elogio da mão gauche. Em sua fraqueza, a mão esquerda é aquela capaz de maior eloqüência. Novidade neste Macau é o forte acento biológico de certos poemas. O livro se abre com "Biodiversidade", composição que define a poesia como uma fala "esquisita" - "[...] palavras bestas estrebuchando inúteis, / cágados com as quatro patas viradas pro ar". A necessidade orgânica do ato criativo é indissociável do ritmo diário, pois "são as palavras que suportam o mundo", como registra "De vulgari eloquentia", outro poema do livro. A poesia revela-se, assim, tão vital quanto o repasto que atende à fome ou o líquido que aplaca a sede da existência


O VENDEDOR DE PASSADOS - JOSÉ EDUARDO AGUALUSA
Esta obra fala sobre um especialista em reescrever a biografia dos fregueses na emergente sociedade urbana de Angola.... pintando um retrato dos novos ricos angolanos, que têm o dinheiro e o poder, mas aos quais falta um passado consistente!


SEHAYPORI - O LIVRO SAGRADO DO POVO SATERE-MAWE - YAMA, YAGUARE
'Sehaypóri - O livro sagrado do povo Saterê-Mawé' é, como diz o autor, uma homenagem aos pajés de sua nação, que buscam no espírito natural a resposta para as dúvidas da alma. Como seus antepassados, Yaguarê narra às memórias de sua gente para preservar sua tradição de uma geração para outra. As lendas e fábulas de animais aqui reunidas ensinam a origem das coisas, apresentando ao leitor a cultura e o imaginário deste grupo.


VIOLÊNCIA E PAIXÃO FERNANDO BONASSI
Os textos desse livro habitam a fronteira entre o conto e a crônica, entre a narrativa e o comentário, apontando para a vocação do autor de retratar o cotidiano – cotidiano em que convergem brutalidade, relações de exploração e dominação, sexualidade represada e incomunicabilidade. A violência e a exploração aparecem nos textos como práticas que permeiam as relações entre diferentes indivíduos e classes, como elementos que estruturam socialmente o país. É um cotidiano virado parcialmente do avesso, com entranhas e aparências à mostra.



ANJO NEGRO -- RODRIGUES, NELSON
A peça, que esteve sob censura durante dois anos, narra a polêmica história de Ismael, negro que renega a própria cor, e de sua mulher, Virgínia, branca filicida que não aceita a prole mestiça gerada, na relação com o marido. Tomada pelo louco desejo de ser mãe de um filho branco, Virgínia comete adultério com Elias, o irmão de criação branco e cego de Ismael. Desse breve envolvimento nasce afinal uma criança, branca como a neve, para a felicidade da mãe. Mas o nascimento é apenas o desencadeador de novas tragédias


O FAZEDOR DE VELHOS - RODRIGO LACERDA
Rodrigo Lacerda narra neste livro a passagem de Pedro para a vida adulta. O adolescente descobre que a vida pode não ser tão doce quanto a primeira paixão, e encontra na literatura um caminho para buscar suas respostas. Mas o que torna 'O Fazedor de Velhos' uma novidade do gênero é sua capacidade de reavivar a ternura e o afeto como sentimentos que também participam do processo de amadurecimento. Neste romance de iniciação, Rodrigo traça o retrato de um artista quando jovem. O personagem Pedro tem dúvidas sobre seus caminhos, o que o leva a pensar em desistir da faculdade de História. Eis que conhece Nabuco, um professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. E por meio dos livros conhecerá a si mesmo. Sobretudo quando aparece Mayumi, por quem sentirá uma nova forma de amor.


BELVEDERE - CHACAL
Depois de 36 anos de exercício poético e treze livros publicados, Chacal dá uma "parada estratégica para ver a vista" e publica Belvedere, edição de sua obra completa produzida entre 1971 e 2007 que, portanto, traz não apenas os poemas de seus primeiros livros, mas também as produções mais recentes, que demonstram um claro amadurecimento do autor.
Entre os doze livros contidos em Belvedere está o pequeno Muito prazer, Ricardo, com o qual o poeta inaugurou sua poesia aos vinte anos de idade.
Chacal foi um dos pioneiros da chamada geração mimeógrafo, que tirou a poesia das estantes das livrarias para "cair no mundo". Na década de 1970, com o grupo Nuvem Cigana, realizou, pela primeira vez no Brasil, a poesia moderna falada


ARIADNE CONTRA O MINOTAURO - MARIE-ODILE HARTMANN
Ariadne, filha caçula do rei Minos, descobre que o monstro encarcerado por seu pai no Labirinto de Creta é seu meio irmão. A ele são oferecidos em sacrifício, cada nove anos, sete moças e sete rapazes gregos. Ocorre que, dessa vez, no grupo das vítimas está o príncipe Teseu, por quem Ariadne se apaixona. Ela decide salvar o estrangeiro, desafiando sua família e as leis locais.


CINCO BALAS CONTRA A AMÉRICA, - JORGE ARAÚJO E PEDRO SOUSA PEREIRA,
O Verão de 74 foi quente na ilha de São Vicente, em Cabo Verde. De Lisboa apenas chegavam rumores de golpe de Estado. Os combatentes pela independência continuavam nas matas da Guiné, o poder andava pelas ruas e a Revolução era uma festa sem fim. O primeiro comandante da guerrilha a desembarcar na cidade chegou disfarçado de emigrante. Gostava de copos e de mulheres e organizava sessões de vigilância contra a eventualidade de um ataque das forças imperialistas. Zapata, Bob, Aristóteles e Frederico foram enviados para a Praia de São Pedro para evitar um desembarque das tropas norte-americanas. Para se defender, receberam um revólver e cinco balas. Viveram então a noite mais longa das suas vidas: a noite em que perderam toda a inocência."


OS CAVALINHOS DE PLATIPLANTO - JOSÉ J. VEIGA
Conjunto de 12 contos, Os Cavalinhos de Platiplanto (1959), obra de estréia do goiano José J. Veiga, o livro despertou a atenção da crítica e ganhou o Prêmio Fábio Prado, um dos mais disputados da época. O livro traz, no geral, histórias de reminiscências, a maioria da infância, contadas com grande simplicidade na primeira pessoa por narradores que procuram estabelecer uma relação de confiança sobre o que está sendo relatado. Outro aspecto desse tipo de foco narrativo merece destaque: o envolvimento psicológico entre o narrador e a história é maior, já que sua participação emocional é grande. Nestas fábulas, também é comum sobrevir a dissolução repentina do mundo organizado: com o desequilíbrio, os personagens passam a viver o clima do absurdo que se instala na narrativa.


EU SOU UM GATO - NATSUME SOSEKI
As opiniões de um gato a respeito de seu dono, da vida e dos relacionamentos humanos na sociedade japonesa do início do século XX.


EQUADOR - TAVARES, MIGUEL SOUSA
O boêmio Luís Bernardo não poderia imaginar que, em dezembro de 1905, um chamado do rei português D. Carlos iria mudar sua vida. Ele foi incumbido de uma missão patriótica: ser governador de São Tomé e Príncipe e se ocupar das relações diplomáticas com o cônsul - David Lloyd Jameson - que a Inglaterra mandara para “vigiar” os portugueses devido à divergência sobre a escravidão. Para fugir de um caso amoroso, ele aceita a proposta. Mas não só é a mudança de continente que atinge Luís Bernardo. É lá, em São Tomé e Príncipe que o incrédulo passa a acreditar no amor. Pena que a sua amada, a única mulher que amaria na vida, seja casada


OS CUS DE JUDAS - ANTONIO LOBO ANTUNES
Os Cus de Judas revela aos leitores brasileiros, pela primeira vez, os horrores da guerra colonial na África, o reencontro de Portugal consigo mesmo e a dilacerante experiência de viver em silêncio uma ditadura fascista.


AS INCRÍVEIS AVENTURAS E ESTRANHOS INFORTÚNIOS DE ANTHONY KNIVET
Memórias de um aventureiro inglês que em 1591 saiu de seu país com o pirata Thomas Cavendish e foi abandonado no Brasil, entre índios canibais e colonos selvagens
Escritas num ritmo vertiginoso, numa sucessão de sensacionais – e às vezes inacreditáveis! – aventuras, as peripécias e sufocos do jovem corsário inglês Anthony Knivet são um admirável exemplar dos relatos de viagens pelo Novo Mundo produzidos no Renascimento, e um magnífico testemunho sobre o Brasil do século XVI.
• Cuidadosamente traduzido a partir do original inglês de 1625, traz ilustrações, numerosas notas e uma introdução que contextualiza a narrativa em sua época.
• Ao contrário da maioria das narrativas da época, impressiona pela crueza do olhar inglês sobre governantes e colonos da Coroa portuguesa.
"Aconteceu comigo de ir em terra buscar algum alimento, pois as provisões de nosso navio eram poucas, e, ao voltar a bordo, meus pés estavam molhados e eu não tinha uma muda de roupa. Quando acordei na manhã seguinte, meus pés estavam tão dormentes que não conseguia mexer as pernas. Ao tirar minhas meias, alguns dedos saíram junto, e vi que meus pés estavam negros feito fuligem e não conseguia mais senti-los de todo. Não mais conseguia caminhar."


A COMEDIA DOS ANJOS - ADRIANA FALCÃO
Em A comédia dos anjos, a protagonista é D. Madalena, uma fantasma bisbilhoteira que volta logo depois do enterro para tentar endireitar a vida da filha.


A ÓPERA DOS MORTOS -- AUTRAN DOURADO
Ópera dos Mortos" é um dos romances que melhor espelha a temática e o rigor formal de Autran Dourado. Lançado originalmente em 1967 e incluído pela Unesco numa coleção das obras mais representativas da literatura mundial, sua narrativa é um mergulho no passado da família Honório Cota a partir de um velho sobrado que, em sua arquitetura barroca, já corroída pelo tempo, vai revelando o destino de seus moradores, marcados pela tragédia, numa cidadezinha no interior de Minas Gerais.
Com o correr dos anos, o casarão vai se impregnando cada vez mais dos fantasmas dos antepassados, que transformam tudo, de objetos a ambientes, em signos da morte. É neste ambiente opressivo e desolado que Rosalina, filha única de Capistrano, vai viver depois da morte dos pais. Solteira, isolada do mundo e tendo como única companhia a empregada Quiquina, que é muda, ela passa seus dias fazendo flores de pano e vagando entre relógios parados e paredes carcomidas.
A rotina do sobrado vai ser alterada com a chegada de José Feliciano. Biscateiro, em busca de trabalho de cidade em cidade, Juca Passarinho, como é chamado por todos, vai aos poucos entrando no universo enigmático da casa e, principalmente, na vida da austera Rosalina.
Cruzando as vozes dos diversos personagens em comentários e contrapontos, Autran Dourado mostra que o título de seu romance não foi escolhido ao acaso. Como no gênero musical a que faz referência, é a certeza de um fim trágico e as emoções arquetípicas que percorrem esta "Ópera dos Mortos", uma meditação sobre os fantasmas do passado e, sobretudo, um exercício de virtuosismo narrativo.


O MENINO DO PIJAMA LISTRADO - JOHN BOYNE
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.


O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA - SARAMAGO, JOSÉ
Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas.
Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistência às adversidades viesse o mérito e do mérito nascesse o direito à concretização. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a idéia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.
"...Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós...", lemos a certa altura. Nesse movimento de tomar distância para conhecer está gravado o olho crítico de José Saramago, cujo otimismo parece alimentado por raízes que entram no chão profundamente


TARÁS BULBA - NIKOLAI GÓGOL
Alegres, violentos, desregrados, corajosos, bêbados, sentimentais, anárquicos e implacáveis - assim Nikolai Vassílievitch Gógol (1809-1852) descreveu os cavaleiros cossacos em Tarás Bulba, publicado pela primeira vez em 1835. Resultado de vasta pesquisa empreendida por Gógol sobre a história e o folclore da Ucrânia, terra natal do autor de Almas mortas, esta novela de cunho nacionalista narra as sangrentas batalhas entre ucranianos e poloneses no século XVI e foi uma das obras responsáveis pela grande popularidade alcançada pelo escritor ainda no início de sua carreira.


D. Pedro II - José Murilo Carvalho
D. Pedro II governou o Brasil por quase meio século, de 1840 até a proclamação da República, em 1889. Durante todo esse tempo fez de tudo para se adequar ao padrão de equilíbrio e austeridade do governante perfeito, sempre racional e dedicado aos interesses do país. Mas, em privado, Pedro d´Alcântara passou a detestar cada vez mais as solenidades públicas e viver o exercício do poder como um fardo. É essa figura contraditória, ao mesmo tempo majestática e rebelde, que José Murilo de Carvalho descreve nesta biografia que vai muito além do retrato convencional do imperador imponente, com suas longas barbas brancas e seus penetrantes olhos azuis. Ser ou não ser era o dilema de um homem que oscilava entre a coroa imperial de D. Pedro II e a cartola comum de Pedro d´Alcântara. Dando igual atenção a ambas as facetas do monarca, o historiador o revela como uma personalidade complexa e torturada entre o dever e o desejo, o Estado e as paixões pessoais.


ILUSÕES PERDIDAS - HONORÉ DE BALZAC
Jovem poeta Lucien Chardon decide deixar o interior da França e viver em Paris para tentar se realizar profissionalmente: ele ambiciona se tornar escritor. Com a ilusão de conseguir viver dessa atividade, instala-se na capital com dois originais prontos debaixo do braço: um livro de poemas e um romance histórico.Lucien consegue emprego na imprensa diária e descobre que o compromisso com a ética e a verdade não é o forte dos jornalistas. Na França de 1820, a corrupção, o suborno, as trapaças políticas e as artimanhas jurídicas fazem parte da profissão. Publicado em 1843, o romance é uma das obras-primas da literatura universal. Além de um encarte de apoio pedagógico, a edição traz um apêndice com informações sobre o contexto histórico em que a obra foi escrita, sobre a escola literária a que pertence e sobre a vida do autor.


A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS - MARKUS ZUSAK
Trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.


HUMILHADOS E OFENDIDOS - FIÓDOR DOSTOIÉVSKI
Narrado sob o ponto de vista do personagem principal, Humilhados e Ofendidos possui o caráter psicológico e moral das grandes criações do autor, e reconhecido posteriormente como uma das contribuições mais brilhantes e profundas para a literatura moderna. Vânia, o protagonista, é um homem sensível, um escritor que relata em tom protocolar e, contraditoriamente, confessional e emocionado os acontecimentos vividos por uma família pobre e sofrida de uma grande cidade - talvez haja aí uma referência autobiográfica do próprio autor. Em contraponto está o príncipe Valkóvski, viúvo, aristocrata, que enriqueceu através de artimanhas, astuto e um egoísta no mais íntimo do seu ser. Se todos os seus pensamentos verdadeiros pudessem aflorar, seria tão repugnante que "traria um grande mau cheiro" - nas palavras do próprio Dostoiévski. Certamente estamos diante de um prenúncio daquela personalidade, daquele tipo que mais tarde se denominaria "o homem de subsolo", reiteradamente presente na obra do escritor, e que representa uma síntese complexa do individualismo, da vaidade, da indiferença ao sofrimento alheio e da maldade presentes na alma humana.
A narrativa de Humilhados e Ofendidos envolve o leitor definitivamente. O encadeamento da ação, a dramaticidade dos acontecimentos e as personagens são um retrato contundente e expressivo dos despossuídos em todo seu sofrimento e humilhação. Porém, a grandiosidade da obra de Dostoiévski não está unicamente em retratar a condição de abandono e submissão daqueles que estão distantes do poder e dos bens materiais. Sua grandiosidade está em atribuir a essa representação um caráter moral, que supera as circunstâncias e se torna permanente.


O BAILE DA DESPEDIDA - JOSUÉ MONTELLO
O adeus da monarquia na grande noite da ilha fiscal
Neste quadro de proporções monumentais, atualmente no Museu Histórico Nacional, Aurélio de Figueiredo nos dá uma imagem objetiva da pompa do baile mais famoso da História do Brasil, que teve por cenário a ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1889, seis dias antes da proclamação da República.
Esse acontecimento social e político, fielmente recomposto por Josué Montello neste romance, chegou a ser definido pelos jornais da época, com repercussão na imprensa estrangeira, como o novo festim de Baltazar. A ele compareceram seis mil convidados, com o imperador fardado de almirante, a nobreza, o Parlamento, as figuras mais representativas da elite brasileira, sem que ninguém presumisse que se tratava da derradeira festa da Monarquia.


REFLEXOS DO BAILE -- ANTONIO CALLADO
Reflexos do Baile" mostra a necessidade do escritor exercer o papel de informar. Nele, Callado monta um mosaico, que exige do leitor muita atenção. O livro conta a história do seqüestro de um embaixador - medida bastante usual pelos militantes de esquerda - durante um baile de gala. Qualquer semelhança com a realidade brasileira, não era uma mera coincidência. Era o estilo Callado de escrever


TERRA VERMELHA - DOMINGOS PELLEGRINI
Neste romance épico, Domingos Pellegrini, um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, conta a história de José e Tiana, ao longo de quatro décadas. A epopéia dos migrantes no processo de colonização do Oeste do Paraná é apenas o pretexto para o autor discorrer, numa narrativa cinematográfica e envolvente, sobre os grandes temas da existência humana. Emoção, paixão, luta pela vida, valores defendidos a ferro e fogo, conflitos: este romance de Domingos Pellegrini é absolutamente inesquecível, a ser lembrado, no futuro, como um de nossos maiores clássicos. O livro vai ser filmado pelo cineasta Ruy Guerra



O SOBREVIVENTE - ALEKSANDER HENRYK LAKS & TAVA SENDER
Memórias de um Brasileiro que Escapou de Auschwitz
Aleksander Henryk Laks, 72, relata os sofrimentos inimagináveis aos quais foi submetido e conta como conseguiu a eles sobreviver. Seu calvário começou quando o exército nazista invadiu a Polônia, em setembro de 1939. A partir daí, sua vida e de sua família transformou-se numa luta diária pela sobrevivência. Aleksander , deparou-se com amigos e parentes amarrados ou enforcados no alto de postes da sua cidade natal, Lodz, e viu soldados alemães arrancarem as barbas de judeus com as mãos, deixando suas faces em carne viva. No entanto, este foi apenas o começo da série de crueldades impingidas aos judeus. Levados para diversos campos de concentração, Aleksander viu sua mãe pela última vez ao descer do trem que os levou para Auschwitz, lugar onde viveu os momentos mais torturantes da sua vida. Uma das torturas mais comuns era o método número 25. Os judeus eram amarrados de bruços em cavaletes e espancados nas costas com pedaços de pau, esmigalhando os rins que saiam junto com o sangue através dos poros. Depois de ver sua mãe caminhar para a câmara incineradora, assistiu a morte de seu pai que não resistiu às semanas de caminhada na chamada "Marcha da Morte", de mais de 500 quilômetros, entre vários campos de concentração. Dos 600 prisioneiros que partiram de Auschwitz, apenas 50 sobreviveram. E novamente Aleksander estava entre eles. A redenção veio junto com a chegada do exército aliado. Aleksander foi salvo pelas tropas que interceptaram o trem que o levava de um campo de concentração para outro. A certeza de que seu calvário teria fim veio na forma de um copo de leite quente, entregue por um soldado aliado. Aleksander Henryk Laks tem 72 anos e vive em Copacabana no Rio de Janeiro. Atualmente, é consultor histórico da mini-série da TV Globo, Aquarela do Brasil


A PENA E A LEI - ARIANO SUASSUNA
Além de divertir o leitor, a peça - premiada no Festival Latino-Americano de Teatro - fala dos dias atuais ao analisar questões sociais como trabalho na usina, reivindicações dos trabalhadores, companhias estrangeiras, fome e prostituição.


SLAM. - NICK HORNBY,
SLAM é sobre um adolescente skatista de 16 anos que descobre que vai ser pai. Os personagens são meus vizinhos, segundo a sinopse. Uma boa desculpa para eu comprar amanhã mesmo. O moleque tem um pôster gigante no quarto do campeão mundial de skate Tony Hawk, e conversa com ele nos momentos mais "reflexivos". Humm...


AS MELHORES HISTÓRIAS DA MITOLOGIA NÓRDICA
Reúne, num único volume, as principais lendas relativas à mitologia dos povos que habitaram, nos tempos pré-cristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão alcançou os povos de língua inglesa e deixou sua marca na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor", e Friday, "dia de Freya".)
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a mitologia nórdica influenciou uma legião de artistas na criação de suas próprias obras, tal como o escritor inglês J. R. R. Tolkien e o argentino Jorge Luís Borges. Também o compositor alemão Richard Wagner utilizou as lendas vikings para compor a famosa tetralogia operística O Anel dos Nibelungos, que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. Nestas histórias, não faltam ação, romance e até a presença de uma insuspeita veia cômica, já que a maioria dos personagens transitam pelo grotesco, numa profusão de anões, gigantes e elfos. Eis aqui uma das principais "raízes" das modernas sagas de RPG


LEÃO-DE-CHÁCARA - JOÃO ANTÔNIO
Nos contos de Leão de chácara, João Antônio, vai buscar os seus personagens no meio do povo humílimo das grandes capitais (São Paulo e Rio de Janeiro), entre a arraia miúda que aprende a viver nos embates, trancos e barrancos da rua, postos à margem da ordem social, que suportam ou enfrentam de acordo com as circunstâncias. Segundo o autor, as narrativas são sumarentas de vida e porejantes de verdade humana, não aparecem protagonistas marcados por traços pitorescos que os transformem em coloridas figuras do folclore urbano - pelo contrário - são o retrato veraz das camadas sociais a que pertencem, estão recortados com total fidelidade e na plenitude de suas grandezas e misérias.


OS MENINOS DA RUA PAULO - FERENC MOLNÁR
com mais de um milhão de leitores e oitocentas reimpressões só no Brasil, "Os Meninos da Rua Paulo" é o clássico por excelência; pelo caráter universal e pela alta qualidade literária, mantém-se capaz de atingir um vasto público ao longo de décadas. A história dos garotos que defendem o "sagrado grund", um pedaço de terra que serve de palco para as brincadeiras, projetou o húngaro Ferenc Molnár na literatura mundial, tornou-se um best-seller e inspirou cineastas por todo o mundo - das adaptações para o cinema, a mais conhecida é de Zóltan Fábri (1969). Está para nascer uma geração que não se identifique com o espírito de amizade e união presente no livro. Os garotos da Sociedade do Betume tinham duas importantes tarefas: manter o betume - símbolo da sociedade - sempre molhado, por meio da mastigação, e defender o grund, quartel general onde jogavam péla. Eis que os camisas-vermelhas, desterrados e, conseqüentemente, impedidos de jogar péla, declaram guerra à Sociedade e decidem tomar-lhe o grund. Do líder Boka ao soldado raso Nemcsek, a Sociedade do Betume se organiza para a grande batalha de Budapeste do começo do século. O que era brincadeira de criança transformou-se num belo retrato da infância. A tradução brasileira é assinada pelo escritor, tradutor e dicionarista Paulo Rónai, grande divulgador da literatura húngara no Brasil. Rónai chegou no Rio de Janeiro em 1941, fugido da guerra, e logo ganhou destaque no meio intelectual brasileiro. Apresentou diversas obras húngaras ao leitor brasileiro, como Os meninos da rua Paulo, traduzido em 1952, e clássicos da literatura universal, como A comédia humana, de Balzac, além de traduzir Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, para o francês. Esta nova edição traz um posfácio e notas do poeta e tradutor de origem húngara Nelson Ascher. Em suas palavras, Os meninos da rua Paulo "lembra-nos de uma verdade tão central como óbvia: que, nas horas e situações decisivas de suas vidas, os jovens querem mesmo é estar uns com os outros. [...] É entre eles que se firma os vínculos mais vitais e se trocam as emoções mais profundas".


A MORADA DO SER - MARINA COLASANTI
Ao lado de Fragatas para terras distantes, A MORADA DO SER representa o resgate da grande obra de Marina Colasanti pela Editora Record. Como este, alguns dos mais importantes títulos da celebrada autora encontravam-se ? inexplicavelmente ? fora do mercado há algum tempo. A reedição dessa pequena obra-prima, na qual a autora reflete sobre as exigências do amor, os sobressaltos da criação e as belezas encobertas da vida. Os minicontos aqui reunidos, originalmente lançados em 1978, discursam sobre um tema: a moradia e elementos relacionados a ela ? a solidão, o casulo, a super povoação, o isolamento, a criação da própria morada, o tempo...


AMAZONAS - PÁTRIA DA ÁGUA - THIAGO DE MELLO
Claridão e antemanhã. O projeto da eternidade está presente em ´Amazonas - Pátria da Água´, livro escrito pelo poeta Thiago de Mello para despertar os homens do silêncio e da apatia, para que aprendam a linguagem da simplicidade, a ouvir os cantos dos pássaros, a contemplar a grandeza do firmamento e a decifrar os mistérios da natureza. Vibra nas frases e versos que compõem a tessitura das palavras - humanidade, poesia e beleza. Denuncia, no prefácio, que a floresta precisa de cuidados: cada ano que passa, milhares de quilômetros verdes desaparecem, para nunca mais voltar. Nem precisa ser cientista para saber o que andam fazendo com a floresta. Se for esperar pelo Governo, a floresta estará com os seus dias contados, devastada, não pelo furor das motosserras, dos tratores e dos incêndios criminosos, mas pela fúria da má-fé, da incompetência e do descaso. Mas nem tudo está perdido. Há muita gente vigilante, aqui e pelo mundo afora, enfrentando os inimigos da floresta, que jamais dormem e são cheios de olhos, torpes figuras do Apocalipse. São textos e poesia sobre o nascimento do Rio Amazonas, o povo da floresta e toda essa maravilha que é o universo mágico do mais lindo pedaço verde da Terra: a Amazônia.


CONTOS DE BELKIN - ALEKSANDER PUSHKIN
Esta edição reúne cinco célebres histórias de Alexander Pushkin, um dos maiores nomes da literatura russa. O grande personagem deste livro é Belkin, escritor fictício criado por Pushkin e que seria o autor dos cinco contos aqui reunidos - 'O tiro', 'A nevasca','O agente funerário','O chefe da posta' e 'A sinhazinha camponesa'. Esses contos teriam sido encontrados e compilados em livro por um suposto editor.


AULA DE INGLES -- LYGIA BOJUNGA
"Aula de Inglês" traz história que lida com os permanentes conflitos sexuais, amorosos e familiares que dificultam e/ou iluminam a trajetória de adolescentes e adultos.


MADAME BOVARY --GUSTAVE FLAUBERT
A personalidade literária de Flaubert, dotada de agudo senso crítico que o distanciou do exaltado gosto romântico da época, levou-o a tornar-se um dos maiores prosadores da França no século XIX. O romance "Madame Bovary" é a sua obra-prima. Baseado em fatos da vida real, o livro, que Flaubert levou cinco anos para escrever, causou forte impacto, a ponto de gerar o processo no qual o autor escapou de ser condenado à prisão, graças à habilidade da defesa, que transformou a acusação de imoralidade na proclamação das intenções morais e religiosas do autor. Nem moral, nem imoral, a narrativa é uma devastadora crítica das convenções burguesas do seu tempo.

O VOO DA GUARÁ VERMELHA - MARIA VALÉRIA REZENDE
O livro trata da relação de Irene e Rosálio. Ela, uma mulher que chega do Norte e, em São Paulo, se torna uma prostituta com Aids. Ele, um servente de pedreiro que vive na cidade grande.
Os personagens desta obra sobrevivem na obscuridade humana, discretos e anônimos na sua miséria, mas intensos nos seus sonhos de um dia viver, porque não?, como os outros vivem, com alegria e alguma esperança. Irene tem muito a ensinar para Rosálio, e ele também a dizer para Irene - até que a linda guará vermelha consiga alçar vôo.
Com um ritmo fascinante, este livro nos captura com sua musicalidade, sua engenhosa arquitetura, sua linguagem retrabalhada à exaustão - e por isso mesmo passível de ser devorada com simplicidade e poesia.


INVENÇÕES DA IDADE MÉDIA - CHIARA FRUGONI
Muitas vezes nem paramos para pensar sobre a origem de coisas tão incorporadas à nossa vida cotidiana, como os óculos, os livros e os bancos. Com belas ilustrações e um texto cativante, essa obra mostra um período luminoso e inédito, um tempo de progressos e descobertas notáveis, como:
bússola • relógio • universidade • garfo. roupas de baixo • Carnaval • macarrão . xadrez • anestesia • e muito mais!



1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO - REGINA ZAPPA, ERNESTO SOTO
1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado. Marcado por inúmeras transformações, em que jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. O que atacavam? Valores sociais ultrapassados; falsos moralismos; repressão sexual; injustiças sociais; a guerra do Vietnã; um mundo bipolar, dividido entre duas forças...
Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período. Organizado mês a mês e escrito em linguagem emocionada, com suspense e opinião, este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo. Depois de percorrer suas páginas, o leitor vai entender a razão de 1968 marcar até hoje nossas vidas.
Esse olhar crítico, quatro décadas depois, é reforçado por entrevistas com personalidades que viveram o período, como os compositores Chico Buarque e Edu Lobo, o ex-deputado Vladimir Palmeira, o documentarista Vladimir Carvalho, o filósofo Alcione Araújo. Com histórias saborosas, letras de músicas e listas de filmes e canções, o livro conta ainda com colaborações inéditas. A jornalista Iesa Rodrigues, por exemplo, analisa a moda da época. O crítico Jamari França escreve sobre os Beatles, Frei Betto sobre a Teologia da Libertação e Pedro Butcher sobre o cinema do período.
“Foram muitas as formas de interpretá-lo ao longo do tempo: ano louco, enigmático, revolucionário, utópico, radical, rebelde, mítico, inesperado, surpreendente, profético, das ilusões perdidas. Adjetivos não faltam... De onde surgiram inspiração e fôlego para tanta movimentação reunida num só ano? O fato é que, em um determinado momento, alguém não se conformou e escreveu em letras firmes num muro de Paris: “Seja realista, exija o impossível” (trecho da apresentação de 1968, eles só queriam mudar o mundo)


A TRILOGIA TEBANA
Édipo Rei - Édipo em Colono – Antígona
A Trilogia Tebana é um excelente livro para quem se interessa pela cultura grega. Nele são narradas três tragédias gregas: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona. As três histórias podem ser lidas separadamente, mas se complementam trazendo ricas informações e sensações ao leitor. Escritas Antes de Cristo, as histórias nos levam a um cenário diferenciado, revelando detalhes sobre a mitologia. Nele encontram-se histórias de uma família marcada por numerosas desventuras e a trajetória de cada um de seus integrantes. Leitura rápida e excitante. Vale a pena!


O HOBBIT - J. R. R. TOLKIEN
E a aventura se inicia...
Livro de Tolkien que antecipa a grande aventura da trilogia O senhor do anéis, esse é um romance leve em que figura um mundo onde homens e seres fantásticos convivem não tão pacificamente.
O tema do romance gira em torno da grande aventura de um hobbit, um ser cuja estatura é menor do que a de anões, que não tem barba e que possuem pés peludos. O hobbit que protagoniza a história é da linhagem Bolseiro, cuja principal característica é a tranqüilidade. Ironicamente, é esse ser pacífico que é escolhido para uma aventura a qual, em princípio, nem ele próprio acreditava ser capaz de sobreviver.
Assim, se inicia a saga de Bilbo Bolseiro, hobbit nomeado pelo mago Gandalf para se aliar ao anão Thorin Escudo-de-Carvalhoseus companheiros e ajudá-los a recuperarum tesouroperdido para Smaug, um poderoso e terrível dragão. Para chegar à Montanha Solitária,onde Smaug guardaga o rico tesouro dos anões, a comitiva teriade passar porseres fantásticos e temíveis, além de vencer, também, os perigos naturais oferecidos pelo caminho.
Além das lembranças da aventura, registradas por Biblo em um livro, ele fica, também, com o anel que muitos anos mais tarde ficaria sob a tutela de seu sobrinho Frodo. Porém, essa já é uma outra história, contada, inclusive, em outros livros - a trilogia O senhor do anéis.


NACAO CRIOLA - JOSE EDUARDO AGUALUSA
Nação Crioula conta a história de um amor secreto - a misteriosa ligação entre o aventureiro português Carlos Fradique Mendes - cuja correspondência Eça de Queiroz recolheu - e Ana Olímpia Vaz de Caminha que, tendo nascido escrava, foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola. No final do século XIX, em Luanda, Lisboa, Paris e Rio de Janeiro, misturam-se personalidades históricas do movimento abolicionista, escravos e escravocratas, lutadores de capoeira, pistoleiros a soldo, demiurgos, numa luta mortal por um mundo novo.


ASSASSINATOS NA RUA MORGUE E OUTRAS HISTORIAS - EDGAR ALLAN POE
O personagem central deste conto, o francês Monsieur C. Auguste Dupin, poderia ser Sherlock Holmes e o narrador poderia ser o Dr. Watson. O fascinante personagem de Poe, através de um sistema próprio de dedução baseado na sua profunda capacidade de observação dos fatos, é capaz de ler os pensamentos do seu interlocutor e desvendar um dos mais intrincados e misteriosos casos de assassinato já enfrentado pela polícia francesa: o bárbaro duplo assassinato de mãe e filha num apartamento na rua Morgue. Meio século depois, Conan Doyle tomou emprestada a alma de Dupin para criar seu Sherlock. A partir daí o gênero caiu no gosto do público e os grandes personagens se multiplicaram.


A MÁQUINA DE SER- JOÃO GILBERTO NOLL
Contos
Cada um dos 24 contos de "A Máquina de Ser", o décimo-quarto livro de João Gilberto Noll, é um convite à observação da solidão. Para isso, o autor concentra suas narrativas no campo onde o ser humano está condenado a ser sempre só: o do pensamento, insondável e impenetrável. Em meio aos gestos automáticos e banais do dia-a-dia, seus personagens tentam se encontrar na vastidão de suas mentes, onde não há ninguém para ajudá-los a erguer as fronteiras entre o que é vivido de fato e o que é imaginado, sonhado ou fantasiado.
A disposição temática dos contos reunidos em "A Máquina de Ser" contempla uma diversidade de narradores e atmosferas cujo encadeamento confirma e, ao mesmo tempo, renova a habilidade que o autor tem de surpreender - e desestabilizar - seu leitor, na medida em que revela novas, profundas e inesgotáveis possibilidades de ser. Em A máquina de ser, João Gilberto Noll mostra que a verdadeira literatura desequilibra os leitores.


MURUGAWA: MITOS, CONTOS E FABULAS DO POVO MARAGUA - YAGUARE YAMA
Yaguaré Yamã, nome indígena de Ozias Gloria de Oliveira, natural da região do rio Wrariá, no Amazonas, reúne neste livro histórias que já conhecia e outras que ouviu de membros ilustres do povo Maraguá, habitantes da floresta equatorial. O livro revela os mitos, os contos e as fábulas do povo Maraguá, com o objetivo de mostrar a cultura indígena para os não-índios moradores da cidade.


CONFIDÊNCIAS, CONFUSÕES E ... GAROTAS - GUSTAVO REIZ
Felizes por ouvir o sinal que marcava o final do último dia de aulas antes das provas finais, os jovens Daniel, Thiago, Rodrigo, Fernanda e Mel, alunos da turma mais agitada do segundo ano, a 201, tiveram uma desagradável surpresa. A coordenadora Lúcia entrou na sala para informá-los de que teriam de fazer um trabalho para entregar no dia seguinte pois precisavam dessa nota para passar. Desiludidos por não poderem ir à festa no clube marcada para essa noite puderam, no entanto, contar com a ajuda de Vinicius, o nerd da turma, que se prontificou a ajudá-los. O tema do trabalho era Adolescência: Seus Medos e Descobertas e acabou por revelar-se um tema fácil de tratar por lhes dizer directamente respeito. Esta foi a forma que o autor deste livro encontrou para abordar todos os problemas que os jovens adolescentes têm de enfrentar: os problemas com a família, as saídas, as festas, as paixões (muitas vezes não correspondidas), os namoros, o álcool e outros.


OS MISERAVEIS EM CORDEL - VITOR HUGO
Através dos versos do cordelista Klévisson Viana, esta volume da Coleção Clássicos em Cordel narra as aventuras de Jean Valjean, protagonista célebre de 'Os Miseráveis', de Victor Hugo.

O MISTÉRIO DA TERCEIRA MEIA - ROSANA RIOS
No começo ninguém reparou. Era normal um pé de meia sumir de vez em quando, caído atrás de um guarda-roupa ou derrubado do varal pelo vento. Mas quando a terceira meia sumiu, aí ficou claro que não podia ser coincidência: alguém estava mesmo roubando as meias das crianças da casa. "


CANECO DE PRATA - JOÃO CARLOS MARINHO
Neste livro, a turma do gordo resolve ganhar o campeonato mirim de futebol que até ali era ganho anualmente pela escola do professor Giovanni, um italiano fanático, casado com a Filomena. Forma-se, então, um clima de fanatismo em que a obsessão é levada aos extremos limites, invadindo a cidade. Todos ficam loucos - juízes, psicánalistas, advogados, o gordo, o dono do hospício, um leopardo, o Esquadrão da Morte, um marciano. Mas rodada por rodada, implacável como o destino, o campeonato avança, afunila-se a tabela, aproxima-se a grande final. Giovanni faz de tudo para fulminar o adversário, ensina a quebrar perna sem o juiz ver, joga bomba bacteriológica na concentração e Filomena implora que além do futebol Giovanni preste atenção nela.


E PROIBIDO COMER A GRAMA - WANDER PIROLI
As duas dezenas de histórias que compõem este inédito e póstumo "É Proibido Comer a Grama" apenas abrem a coleção Escritos da Noite. Morto em 2006 aos 75 anos de idade, Piroli não passa cosméticos nem na cidade que ele narra, nem nos homens e nas mulheres que vêm habitar os seus contos. Seus personagens, por exemplo, se situam sempre ao nível do chão, nos umbrais de um conflito, de uma querela, de um momento extremo - até mesmo agônico. E é aí, trabalhando nessa região de sombra das tragédias, misérias e grandezas da existência cotidiana, que o escritor, com a sua arte concisa e exata, nos prende, nos desconcerta e nos comove.


APRENDIZ DE FEITICEIRO - MARIO QUINTANA
O aprendiz de feiticeiro é o quinto livro de Mário Quintana. Nesta obra, dedicada ao também gaúcho e poeta Augusto Meyer, Quintana dá novo tratamento a temas abordados anteriormente, com um olhar incorporado a partir da prosa e seu respectivo traço coloquial.


O APRENDIZ DE FEITICEIRO - JOHANN WOLFGANG VON GOETHE
Tradução: Mônica Rodrigues da Costa
A história do aprendiz que se apodera da vassoura do mestre e arrisca feitiços que não sabe reverter é bastante conhecida das crianças pela adaptação feita com o personagem Mickey Mouse, de Walt Disney. Neste quarto volume da coleção Dedinho de Prosa, os leitores podem conhecer a versão integral do poema de J. W. Goethe (1749-1832) na tradução de Mônica Rodrigues da Costa, em edição bilíngüe. O premiado ilustrador Nelson Cruz captou o espírito divertido que percorre o texto, criando ângulos cinematográficos, em um desenho de grande riqueza arquitetônica, com referência nos traços do artista Mauritz Cornelis Escher.

DIÁRIO DE UM ADOLESCENTE HIPOCONDRÍACO - AIDAN MACFARLANE, ANN MCPHERSON
A história de um garoto de 14 anos com problemas universais - quer se matar por causa das espinhas briga com a Irma dia e noite, acha que sua mãe é incapaz de compreedê-lo.
O livro traz as respostas para todas as coisas que nunca tivemos coragem de perguntar.



TUMBU - MARCONI LEAL
Como seria a vida de um escravo no Brasil colonial? Em Tumbu, Marconi Leal conta a história de um garoto africano que atravessa o Atlântico escondido em um navio para tentar encontrar seus pais, raptados e vendidos a traficantes negreiros por uma tribo rival.
Inocente, mas também inteligente e audacioso, Tumbu não fazia idéia dos sofrimentos e das aventuras que viveria em solo brasileiro. Narrado pelo próprio personagem, este romance aborda a escravidão e a vida na colônia portuguesa do ponto de vista de um menino negro, tratando com originalidade e poesia um dos momentos mais importantes, e terríveis, de nossa história.

EM BUSCA DE UM SONHO - WALCYR CARRASCO
A escolha de uma profis~~ao é decisiva na vida de uma pessoal Uma carreira determina os caminhos do futuro. Motivos familiaes, perspectivas de trabalho, condições materiais, carreira. Por meio dessa história autobiográfica, o qutor mostra que, acima de tudo, é preciso acreditar no póprio sonho. E tansformá-lo em realidade é o caminho para um vida plena e bem-sucedida.


MESMO A NOITE SEM LUAR TEM LUA: CRONICAS DE LOURENÇO DIAFERIA
Roniwalter Jatoba
As crônicas do escritor e jornalista Lourenço Diaféria, reunidas em Mesmo a noite sem luar tem lua, são um retrato do mundo político e do cotidiano paulistano dos anos 1970. Criativos e sensíveis, repletos de humor corrosivo, os textos revelam casos de ironia e inventividade popular, além de revolta contra a burocracia, a desumanização e os desmandos presenciados pelo autor. São cenas que “não estão nas reportagens de rádio e televisão”, segundo o jornalista Mílton Jung, que escreveu a orelha do livro
A seleção das crônicas, publicadas entre 1973 e 1977, foi feita pelo escritor Roniwalter Jatobá, que também assina a apresentação. Diaféria escreve, entre outros temas, sobre os habitantes da cidade, os hábitos do povo e o futebol de várzea.
A polêmica crônica “Herói. Morto. Nós.”, integra o volume. Considerada ofensiva às forças armadas pela ditadura militar, sua publicação levou à prisão do autor – enquadrado na Lei de Segurança Nacional – e à demissão de Cláudio Abramo da Folha de S.Paulo. Nessa crônica, ao contar a história de um sargento que morreu ao salvar uma criança do poço das ariranhas no zoológico, Diaféria não deixa de cutucar, cheio de estilo, o regime militar.

AJURICABA: O CAUDILHO DAS SELVAS - MARCIO SOUZA
Este livro conta a história de Ajuricaba, o caudilho das selvas, líder guerreiro da nação dos manaús que resistiu bravamente à escravidão dos índios pelos colonizadores portugueses na região da Amazônia.

A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS - JULIO VERNE
A volta ao mundo em 80 dias relata uma aventura que tem como origem uma aposta entre o inglês Fíleas Fogg e seus amigos. O inglês aposta que com a tecnologia do século XIX, é possível dar a volta ao mundo em apenas 80 dias, e para provar isso, vive muitas aventuras ao redor do mundo.

OLIVER TWIST - CHARLES DICKENS
Uma cidadezinha da Inglaterra, uma jovem dá à luz um menino e morre em seguida. O pequeno órfão recebe o nome de Oliver Twist e vive seus primeiros nove anos em instituições de caridade. Não suportando tantos maus-tratos,Oliver foge para Londres, onde inadvertidamente se junta a um bando de marginais, comandado por um dos grandes vilões da história da literatura - Fagin. Passa por muito sofrimento antes de viver feliz com a herança que o pai lhe deixou e a inesperada família que encontrou.
Publicado originalmente em folhetim,em 1837-8, Oliver Twist é um dos livros mais famosos de Charles Dickens (1812-70) e o primeiro romance em língua inglesa a ter uma criança como protagonista.

D. JOÃO CARIOCA: A CORTE PORTUGUESA CHEGA AO BRASIL (1808-1821)
Lilia Moritz Schwarcz, Spacca
Há quem diga que d. João gostou tanto do Brasil que foi ficando. Mesmo depois que os franceses foram expulsos de Portugal, o príncipe português preferiu continuar nos trópicos. Na nova capital do Império, sediada no Rio de Janeiro, o príncipe regente reproduziu a pesada estrutura portuguesa, criou instituições, fundou jornais e o Banco do Brasil. E encontrou um belo lugar para morar - a Quinta da Boa Vista -, onde ficava, sobretudo, apartado da esposa, Carlota Joaquina, que vivia em Botafogo. Esqueceu da guerra, sarou da gota e aproveitou o clima e as frutas tropicais. Acomodou-se de tal maneira que virou um "João carioca" - personagem popular de nossa história, brasileiro como ele só.


MEMÓRIAS DE UM CABO DE VASSOURA - ORIGENES LESSA
Como todos os outros, ele nascera madeira. Um simples cabo de vassoura, que, exatamente por ser simples, sentia e ouvia, falava e não era ouvido senão por aqueles que lhe eram mais próximos e semelhantes.


PINDORAMA: TERRA DAS PALMEIRAS - MARILDA CASTANHA
Neste livro, a autora e ilustradora Marilda Castanha se aventura pelo passado de nosso país e nos leva aos primórdios da História: ao Brasil antes do "descobrimento". Em Pindorama, nem todas as tribos viviam da mesma maneira. Marilda ressaltou as diferenças entre Kayapós, Xavantes, Pataxós, Tupinambás e outras etnias indígenas. Para compor as ricas ilustrações, ela pesquisou a iconografia e os registros feitos pelos naturalistas e, sobretudo, pelos próprios índios, nas paredes das grutas, nas pinturas corporais, nos adornos etc. Inspiradas em elementos da natureza, o trabalho resultou em imagens vivas e coloridas, com traços rústicos e pinceladas densas, bem próximo ao que conhecemos da arte indígena. O livro explica ainda como os índios se orientavam as técnicas de pesca e caça, a maneira de se comunicar com o mundo dos espíritos, as máscaras e os instrumentos musicais usados nos rituais, e até a forma como criaram as palavras de sua língua e sua identidade. Marilda recupera ainda os elementos dessa cultura hoje, presentes, por exemplo, em nosso vocabulário.


MEMÓRIAS DA EMÍLIA - MONTEIRO LOBATO
Nesse livro, Emília resolve colocar no papel todas as aventuras pelas quais passou durante sua existência. Para isso, ela tem a ajuda do Visconde de Sabugosa, que, conformado, ouve e toma nota de tudo o que ela diz. Com muita imaginação, a boneca de pano conta não só as coisas que aconteceram, mas também como bem entende, ou seja, com seu jeito “emiliano” se ser.


HISTÓRIAS DE MUKASHI - CONTOS POPULARES DO JAPÃO - LUCIA HIRATSUKA
Mukashi - significa antigamente, em outros tempos. Assim começam as histórias antigas do Japão. Aqui estão algumas narrativas da tradição oral que se passam em pequenas aldeias ou povoados, cercados pela natureza. São personagens simples, humildes, que sonham e buscam uma vida melhor. E sempre ouvindo a voz da natureza, do divino.


BÁRBARA E ALVARENGA - NELSON CRUZ
Neste livro, o cenário a ser desbravado é São João D'el Rei, e os protagonistas, outros nomes importantes da literatura e da Inconfidência Mineira: Bárbara Eliodora e Inácio José de Alvarenga Peixoto. Em Bárbara e Alvarenga, o leitor assiste de perto à revolta de Alvarenga, quando prisioneiro, ao compor um poema de indignação, evocando a lembrança dos filhos e da esposa, lamentando o rompimento abrupto devido à condenação. Pelas mãos de Nelson Cruz, Alvarenga transforma a tristeza em versos, sua única companhia no caminho ao exílio. A narrativa é marcadamente surreal: um sonho de Bárbara é guiado por Alvarenga, que, por sua vez, guia a caravela com a força de seu poema. As oníricas ilustrações acompanham o ritmo emocionante da narrativa e trazem um cenário inventivo. Os momentos passados na vila de São João D'el Rei ganham cor e detalhes da arte barroca e rococó.


UMA REDE PARA IEMANJA - ANTONIO CALLADO
Na esperança de que Iemanjá traga de volta o seu filho desaparecido há tempos, um senhor ronda as areias da praia de Copacabana. Nestas mesmas areias encontra uma mulher grávida e abandonada pelo marido. Para seguir uma tradição familiar, esta mulher busca uma rede onde possa dar à luz o seu filho. Do encontro destes dois, Callado monta um auto de Natal afro-brasileiro para que nele os personagens desfilem suas perdas, suas frustrações e terminem por descobrir uma forma de se ajudar.


KACHTANKA - ANTON TCHEKHOV
Kachtanka é um emotivo conto de Tchekhov, essencial para a formação de uma biblioteca básica de textos universais. A cadelinha Kachtanka, cujo nome significa "ruivinha", se perde de seu dono e é adotada por um palhaço de circo. Traduzido diretamente do russo por Rubens Figueiredo, a história confronta a saudade e a adaptação em um mundo completamente diferente. É sob a perspectiva da cachorra que acompanhamos o desenrolar desta narrativa. Com extrema sensibilidade, o também russo Guenádi Spirin transformou esta edição em uma obra clássica ao criar ilustrações que recuperam características tradicionais do Renascimento italiano, pelo traço seguro e fidelidade ao real. Fundamental para o jovem leitor.